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Brasil faz recordes e dobradinhas no segundo dia de Ibero-Americano de Atletismo



Com quatro ouros, cinco pratas e três bronzes, equipe brasileira brilha em Lima e ainda bate recorde sul-americano no revezamento 4×100 m misto.



Felipe Vinicius dos Santos nos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023 (Foto: Alexandre Loureiro/COB)
Felipe Vinicius dos Santos nos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023 (Foto: Alexandre Loureiro/COB)

O Brasil conquistou 12 medalhas no segundo dia do Campeonato Ibero-Americano de Atletismo neste sábado, dia 30 de maio, em Lima. Foram quatro medalhas de ouro. No decatlo, Felipe Vinicius dos Santos liderou uma dobradinha, e o Brasil participou pela primeira vez de uma prova internacional no revezamento 4x100m misto, estabelecendo recorde sul-americano da nova prova no calendário da World Athletics. Thiago Moura, no salto em altura masculino e Ana Caroline Silva, no arremesso de peso feminino, também foram campeões. Quem se destacou também foi Vitória Sena, que bateu seu próprio recorde brasileiro nos 100m com barreiras. No primeiro dia, o Brasil havia conquistado mais dez medalhas e chegou, portanto, a 22 pódios. As competições terminarão finalmente neste domingo, dia 31.

Felipe Vinicius dos Santos e Lucas Cerqueira Catanhede protagonizaram uma dobradinha no decatlo masculino. Ao final das 10 provas, Felipe marcou 7684 pontos, enquanto Lucas chegou a 7031 pontos. O venezuelano Carlos Raul Cordoba Ramirez ficou com o bronze, com 6531 pontos após zerar no salto com vara.

“É um prazer imenso estar aqui. Passei por muitas lesões na carreira e agora estou ganhando este ouro após a volta de lesões. Era o objetivo fazer um grande resultado e eu não estava escolhendo a cor da medalha”, disse Felipe para a comunicação da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), confessando que estava querendo “tomar banho e descansar” após a disputa das dez provas.

Duas brasileiras também subiram ao pódio na prova do heptatlo feminino. Roberta Almeida dos Santos ficou com a prata, com 5635 e Raiane Vasconcelos Procopio foi bronze, com 5564. A portuguesa Jessica Barreira foi campeã, com 6126.

Ouro no salto em altura e no arremesso de peso

Thiago Moura venceu a prova de salto em altura no Ibero-Americano de Atletismo. O brasileiro passou de primeira em 2,05m e na segunda tentativa dos 2,10m. Pulou os 2,13m, e passou de primeira 2,16m e 2,19m. Já com o ouro garantido, ele errou todas no 2,22m. O chileno Nicolas Numair Rueda ficou com a prata com 2,16m e, finalmente, o espanhol Pablo Martinez Torre foi bronze, com 2,13m.

Já na final do arremesso de peso feminino, Ana Caroline Silva venceu com 17,72m, alcançada então na sua segunda tentativa. A equatoriana Belsy Jenniffer Quiñonez Vivero foi prata, com 17,63m enquanto a espanhola Maria Belen Toimil Fernandez foi bronze, com 17,57m.

Dois brasileiros no pódio da marcha atlética

Os brasileiros Max Batista e Matheus Correa também subiram ao pódio na prova de 10.000m da marcha atlética. Max terminou o percurso em 40:07.06, enquanto Matheus completou em 40:15.90. O Eduardo Wamputsrik Samaniego Saul chegou na linha final em 40:01.15 e portanto ficou com o ouro.

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Brasil estreia no 4x100m misto

A sessão vespertina encerrou com a prova dos 4x100m misto. Pela primeira vez o Brasil disputou a prova em uma competição internacional. Erik Cardoso, Gabriela Mourão, Jorge Vides e Ana Carolina Azevedo venceram com 40.99, estabelecendo recorde sul-americano. A Argentina ficou com a prata, com 41.76, enquanto a Venezuela foi bronze, com 41.95.

Uma das medalhistas brasileiras na sessão vespertina foi Rita de Cássia Ferreira Silva, prata nos 400m com barreiras. Outra brasileira medalhista na pista foi July Ferreira da Silva Abrão, bronze nos 1.500m feminino, com 4:29.94. Ela ficou a dois décimos da argentina Belén Faletto Canales Javiera. Foi uma dobradinha argentina, já que Micaela Levaggi venceu, com 4:28.35.

Outra prata foi para a fundista Tatiane Raquel da Silva, que completou os 3.000m com obstáculos, com 9:43.12, pouco à frente da portuguesa Laura Taborda, bronze com 9:43.82. A campeã foi a argentina Belén Adaluz Casetta, com 9:39.75.

Vitória Sena bate novamente recorde brasileiro

Além das medalhas, um dos principais destaques veio na semifinal dos 100m com barreiras. Afinal, Vitória Sena venceu a segunda bateria, com 12.68. A marca, portanto, é o novo recorde brasileiro, que era dela mesmo, com os 12.69, estabelecido no Troféu Adhemar Ferreira da Silva. Na ocasião, ela superou um recorde de Mauren Maggi, campeã olímpica no salto em distância, que durava 25 anos. Ketiley Batista venceu sua bateria, com 13.25.

Na semifinal dos 110m com barreiras, Thiago Resende Ornellas dos Santos ficou em segundo lugar na primeira bateria, com o segundo melhor tempo no geral, 13.58. O líder foi o equatoriano Marcos Morley Herrera Pineda, com 13.55. Já Rafael Campos Pereira venceu a segunda bateria, com 13.64, terceiro melhor tempo na classificatória.

No salto com vara, o Brasil ficou fora do pódio. Lucas Allison Pedro terminou em quinto lugar, com 5,10m. Augusto Dutra foi desclassificado pelo código TR7.1, que indica atitude antidesportiva ou imprópria.

Confira as medalhas brasileiras no segundo dia do Campeonato Ibero-Americano de Atletismo

Ouro

  • Thiago Moura – salto em altura masculino
  • Ana Caroline Silva  – Arremesso de peso feminino
  • Felipe Vinicius dos Santos – decatlo masculino
  • Revezamento 4x100m misto (Erik Cardoso, Gabriela Mourão, Jorge Vides e Ana Carolina Azevedo)

Prata

  • Max Batista – Marcha Atlética 10.000m masculino
  • Rita de Cássia Ferreira Silva – 400m com barreiras feminino
  • Tatiane Raquel da Silva – 3.000m com obstáculos feminino
  • Lucas Cerqueira Catanhede – decatlo masculino
  • Roberta Almeida dos Santos – heptatlo feminino

Bronze

  • Matheus Correa – Marcha Atlética 10.0000m masculino
  • July Ferreira da Silva Abrão  – 1.500m feminino
  • Raiane Vasconcelos Procópio – heptatlo feminino

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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