Dia mais do que dourado para o Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico de Nova Déli. Foram quatro campeões nesta quinta-feira (2), com destaque para dois recordes mundiais triturados. Um de Wanna Brito no arremesso de peso da classe T32 e o outro de Antônia Keyla Barros nos 1500 m da T20.
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Os outros dois ouros foram para Bartolomeu Chaves, bicampeão nos 400 m T37, e Maria Clara Augusto, com a primeira medalha dourada da competição na carreira, nos 400 m T47. De quebra, a delegação abocanhou as pratas de Thomaz Ruan nos 400 m T47 e Thiago Paulino no lançameto do disco F57.

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Com isso, o Brasil chega a 36 medalhas e segue na liderança geral do Mundial de Atletismo Paralímpico. Soma 12 ouros, 16 pratas e oito bronzes. A China está logo atrás, seguida da Polônia e da Itália e Suíça, essas duas últimas empatadas.
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Recordes pulverizados
Wanna Brito triturou o recorde mundial no arremesso de peso T32. Ela bateu a marca de 8m18, que já era dela, duas vezes. Primeiro 8m43 e depois 8m49. Superou, portanto, com folgas os 8m07 da segunda colocada, a ucraniana Anastasiia Moskalenki, novo recorde europeu. A russa Evgeniia Galaktionova foi bronze com 7m58. Giovanna Boscolo ficou em sexto (5m63).
Nos 1500 m T2, Antônia Keyla Barros baixou em mais de quatro segundos a antiga marca mundial, que já durava mais de 13 anos. Cravou 4min19s22 contra 4min23s37 da polonesa Barbara Bieganowska-Zajac de junho de 2012. Bieganowska-Zajac ficou com a prata nesta quinta (4min29s60) e o bronze foi para a australiana Annabelle Colman (4min35s56).
Bicampeão e primeira vez
Os dois primeiros ouros saíram ainda na madrugada brasileira. Primeiro com o bicampeonato de Bartolomeu Chaves nos 400 m T37 com o tempo de 50s13. É a terceira medalha dele em Mundiais, todas na mesma prova. Além do ouro em Kobe 2024, fora bronze em Paris 2023. O brasileiro foi seguido pelo russo Anton Feoktistov (50s64) e pelo colombiano Yeferson Suarez (51s19).

A seguir, Maria Clara Augusto sagrou-se campeã mundial pela primeira vez ao vencer a prova dos 400 m T47. Ela já tinha uma prata, conquistada dias antes nos 100 m, e um bronze em Paris 2023 nos 400 m. Maria Clara venceu os 400 m em Nova Déli cravando 56s17, à frente da russa Anastasiia Soloveva (57s63) e da alemã Jule Ross (57s78). Fernanda Yara, que buscava o tricampeonato, cruzou em quinto (58s32).

Duas pratas
Thomaz Ruan conquistou a prata nos 400 m T47 com seu melhor tempo na temporada, 47s90. Chegou atrás somente do marroquino Aymane Haddaoui (47s14). O sul-africano Collen Mahlalela completou o pódio (48s04). É a segunda medalha de Thomaz em Mundiais, a segunda de prata na mesma prova. A primeira veio em Dubai 2019.
Já Thiago Paulino levou a prata no lançamento de disco F57 com 45m69. O vencedor foi o libanês Mahmoud Rajab (46m7) e o indiano Atul Kaushik completou o pódio (45m61). Em Nova Déli, o brasileiro ainda compete pelo arremesso de peso, onde é bicampeão mundial. A final será no sábado (4).
Mais finais
O dia teve ainda mais dois brasileiros em finais. Suzana Nahirnei terminou na quinta colocação o arremesso de peso F46 com 12m15. Romildo Pereira Santos foi o quarto colocado no salto em distância T44 alcançando 6m42.