Foram 55 quilômetros percorridos em oito dias para que Caio Bonfim saísse do Mundial de Atletismo de Tóquio com duas medalhas no peito. Após o ouro nos 20km da Marcha Atlética e a prata nos 35km, Caio revelou que o planejamento físico foi decisivo para que conseguisse competir em alto nível em duas provas de longa duração em espaço tão curto.
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“A gente percebeu que aquilo que levou a gente até a medalha de 2017 não era mais o suficiente, porque vai evoluindo, os atletas vão melhorando e a gente precisava melhorar”, explicou. “Em 2022, em 23, a gente veio com esse trabalho junto com o Comitê Olímpico, principalmente no Mundial e nos Jogos Pan-Americanos, de ter esse acompanhamento mais de perto, pra gente poder ter outras ferramentas que nos levassem a bons resultados.”
O desafio, segundo Caio, não estava apenas em competir, mas em conseguir se recuperar para voltar à pista. “Ali tinha esse desafio de fazer o 35 e o 20, e eu precisava dessa equipe junto pra me ajudar, me guiar até lá. Foi muito bacana, porque não foi uma coisa pontual, foi o ano todo.”
Sobre os 35 km, ele lembrou que a motivação vinha de antes. “Eu sempre senti que eu podia mais e que tava faltando só um detalhe pra conseguir estar entre os melhores. Eu até falei com o Wlamir (presidente da CBAt): sabe aquela prova que você fica assistindo e fala ‘eu queria estar lá’? Eu não podia assistir de longe, eu precisava ir lá.”
“Talvez o meu melhor resultado fosse a prata do 35, podia ser um bronze ou nem medalha no 20. Mas a gente conseguiu fazer uma grande recuperação e uma grande prova.” Caio encerrou dizendo que o ouro em Tóquio foi um “sonho realizado”.