O Mundial de Atletismo Tóquio 2025, disputado de 13 a 21 de setembro, terminou com números históricos e feitos inesquecíveis. Pela primeira vez, 53 países subiram ao pódio, superando o recorde anterior de 46 estabelecido em Osaka 2007 e igualado em Budapeste 2023.
Recordes e feitos inéditos
- 1 recorde mundial: Armand Mondo Duplantis (Suécia) superou a própria marca no salto com vara, alcançando 6,30m.
- 9 recordes do campeonato e 9 recordes continentais foram registrados, além de 62 recordes nacionais e mais de 200 marcas pessoais.
- Estreias históricas: Samoa, Santa Lúcia e Uruguai conquistaram suas primeiras medalhas em Mundiais, e a Tanzânia levou seu primeiro ouro com Alphonce Felix Simbu na maratona mais apertada de todos os tempos.
- Destaques individuais:
- Melissa Jefferson-Wooden (EUA) conquistou a tríplice coroa da velocidade (100m, 200m e 4x100m).
- Beatrice Chebet (Quênia) e Maria Pérez (Espanha) brilharam com dois ouros cada.
- Sydney McLaughlin-Levrone (EUA) fez história ao vencer os 400m com recorde do campeonato (47.78), tornando-se a única atleta a ganhar ouro nos 400m (2025) e nos 400m com barreiras (2022).
- Ethan Katzberg (Canadá) lançou o martelo a 84,70m, melhor marca mundial dos últimos 20 anos.
Público e audiência recorde
- 619 mil torcedores acompanharam o Mundial no Estádio Nacional de Tóquio, superando a edição de 1991 na mesma cidade.
- Na TV japonesa, a audiência ultrapassou os 12 milhões de telespectadores no primeiro dia e manteve médias superiores a 10 milhões em quase todas as noites, superando até os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e Paris 2024 no atletismo.
- Na Suécia, 75% do público televisivo acompanhou Duplantis em sua quebra de recorde.
- O site oficial recebeu 13 milhões de acessos, aumento de 50% em relação a Budapeste 2023.
- Mais de 700 milhões de visualizações em vídeos nas redes sociais da World Athletics e crescimento de 700 mil seguidores durante o evento.
Participação mundial
- 1992 atletas de 193 países, além da Equipe de Refugiados, disputaram a competição.
- Ao todo, 20 países conquistaram medalhas de ouro e 74 colocaram atletas entre os oito melhores.
Brasil faz história
O Brasil também teve sua melhor campanha da história, com três medalhas:
- Caio Bonfim – ouro nos 20km da marcha atlética e prata nos 35km.
- Alison dos Santos – prata nos 400m com barreiras.
Com esse desempenho, o país terminou em 13º lugar no quadro geral de medalhas.