O Grande Prêmio Brasil de Atletismo 2025, disputado neste domingo (24), em Bragança Paulista, marcou a reta final de preparação da equipe nacional para o Mundial do Japão, que será realizado entre os dias 13 e 21 de setembro. A competição, válida pelo World Athletics Continental Tour Bronze (categoria C), foi a última oportunidade do calendário para a conquista de índices e pontos na corrida por vagas.
Um dos destaques foi Erik Cardoso (Sesi-SP), recordista brasileiro e sul-americano dos 100 m rasos. O velocista voltou a correr abaixo dos 10 segundos, registrando 9.88s, tempo anulado para efeito de recorde por conta do vento acima do permitido (3.4). Mesmo assim, a marca reforçou sua boa fase.
“Estou muito feliz pelas corridas que venho fazendo. Tenho conseguido transferir o treino para a competição e isso me deixa confiante. Estou preparado para o Mundial”, afirmou o atleta de 25 anos, treinado por Darci Ferreira.
De olho no pódio em Tóquio
No lançamento do dardo, Luiz Maurício da Silva (Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel-MG), atual recordista continental e dono da segunda melhor marca do mundo em 2025 (91,00 m), venceu a prova com 84,07 m. O mineiro de 25 anos segue em preparação intensa e embarca já nesta segunda-feira (25) para um período de aclimatação em Singapura, antes da viagem ao Japão.
“Foi uma competição proveitosa, dentro da sequência de preparação. Agora é foco total no Mundial”, destacou o atleta, treinado por Fernando Barbosa de Oliveira.
Outros destaques
Outro nome em ascensão é o de Willian Dourado (Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel-MG), que levou o ouro no arremesso do peso com 20,36 m. Aos 31 anos, ele já figura entre os 20 primeiros do ranking mundial e garantiu presença em seu segundo campeonato global em 2025, após o Mundial Indoor de Nanjing, na China.
“O objetivo era arremessar mais, mas seguimos trabalhando forte para chegar bem ao Mundial”, disse o atleta, treinado pelo ex-lançador Wagner Domingos, o Montanha.
No salto em altura, Thiago Moura (Pinheiros-SP) venceu com 2,21 m. O atleta de 29 anos, treinado pelo pai, Neilton Moura, utilizou o GP como simulação da programação do Mundial, competindo em São Paulo na sexta-feira e em Bragança no domingo.
“Fisicamente estou muito bem, mas ainda cometi erros técnicos. Ajustando, tenho condições de saltar mais alto”, avaliou.
Fechando o programa, o gaúcho Almir Júnior (Sogipa-RS) confirmou a boa fase no salto triplo, alcançando 17,06 m – marca obtida com vento acima do limite (4.5). Aos 31 anos, ele celebrou a consistência nos resultados.
“Foi uma prova inteligente. Precisei ajustar a corrida por conta do vento, mas consegui manter regularidade acima dos 17 metros”, disse o atleta, que treina em Portugal com José Uva.
Com performances animadoras, os brasileiros encerraram o GP Brasil confiantes para o desafio em Tóquio, último grande compromisso da temporada internacional.
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PORTANTO. ENTRETANTO. PORÉM. MAS. POR FIM. ASSIM. POR ISSO. ENTÃO. TODAVIA.