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Altobeli, campeão em Lima 2019, mira índice olímpico mesmo sem treinar direito durante a pandemia

Atletismo

Com dificuldades para treinar, Altobeli mira índice olímpico

Altobeli comemorou medalhas em Lima 2019 (Wagner Carmo/CBAt)

Com dificuldades para treinar, Altobeli mira índice olímpico

Medalha de ouro nos 3.000 m com obstáculos e prata nos 5.000 m nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, o paulista Altobeli Santos da Silva, (Pinheiros), de 29 anos, tem com objetivo alcançar o índice olímpico para Tóquio 2020. Mas a pandemia está jogando contra.

O fundista passa por um momento inédito por causa do coronavírus. “Pela primeira vez em 11 anos de carreira, fico tanto tempo sem competir em pistas e em corridas de rua. As provas são muito importantes para os atletas, como parâmetros de avaliação e para ganho de ritmo”, lembrou o atleta.

Passando a quarentena imposta pela pandemia em Catanduva, cidade em que nasceu, Altobeli faz treinos em estrada de terra e corre perto de casa bem cedo para evitar contatos.

“As corridas na cidade são curtas, para manter o condicionamento físico”, disse o finalista dos Jogos do Rio-2016, que busca o índice olímpico dos 3.000 m com obstáculos (8:22.00). “Todo o treinamento tem como meta a qualificação para Tóquio”, acrescentou.

Mesmo na pandemia, Altobeli não deixa de treinar em busca do índice olímpico para Tóquio 2020
Altobeli campeão Pan-Americano mira em Tóquio 2020 (Wagner Carmo/CBAt)

O técnico Clodoaldo Lopes do Carmo disse que a preparação de Altobeli segue em um ritmo tranquilo. “Está treinando um período só por dia em Catanduva, fazendo manutenção. Antes da pandemia, treinava duas vezes por dia de segunda a sexta-feira e um período no sábado”, contou o treinador, atleta olímpico também dos 3.000 m com obstáculos, em Barcelona-1992 e Atlanta-1996.

“A World Athletics só reconhecerá novos índices olímpicos a partir de 1º de dezembro. Temos um período longo pela frente. Vamos traçar novas estratégias, depois que tivermos o novo calendário em mãos”, acrescentou Clodoaldo.

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O fundista

Altobeli – o nome é homenagem do seu pai ao jogador italiano Alessandro Altobelli, um dos atacantes da seleção na Copa de 1982 – começou no atletismo aos 18 anos. Quando distribuía folhetos de ofertas de um supermercado em Catanduva, viu um cartaz sobre uma prova de rua que daria uma moto ao vencedor. Não ganhou a corrida, mas descobriu o esporte.

18º colocado no Ranking Olímpico da World Athletics (ex-IAAF) em 2019, Altobeli tem 8:25.34, obtido no Mundial de Doha-2019, no Catar. Com a mesma marca também é o líder do Ranking Brasileiro e Sul-Americano.

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