De Assunção – O Brasil ganhou quatro medalhas de ouro e um bronze no terceiro dia de disputa do judô nos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025. E apesar de não ter o melhor resultado do dia, Ana Soares estava radiante após a conquista do terceiro lugar. A judoca levou o bronze na categoria acima de 78kg e só não conseguiu um resultado melhor por causa de uma mecha de cabelo.
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É comum no esporte usar a expressão “por um fio de cabelo” para uma vitória ou derrota apertada. No caso de Ana Soares o bronze saiu não por um fio, mas por uma mecha inteira. A judoca começou o dia em Assunção lutando contra a dominicana Marielin Gomez. Ambas tinham dois shidos na luta, quando Ana acabou puxando uma mecha de cabelo da adversária sem querer quando tentava uma pegada nas costas da rival. “Eu fui subir a mão nela e acabei arrancando um tufo de cabelo dela. E nisso eu levei o terceiro shido”, contou a judoca ao Olimpíada Todo Dia.
Após a derrota nas quartas de final, Ana Soares foi para a repescagem. Ela chegou até a disputa do bronze, onde conseguiu uma vitória rápida sobre a canadense Alisa Kofman por ippon. “Eu entrei focada. Conversei com o sensei e fui com o plano que eu tive igual numa disputa de bronze que eu lutei esse ano na República Tcheca. Era entrar e já derrubar a adversária. Foi isso que eu fiz e tô muito feliz”, festejou a atleta.
Inspiração na campeão olímpica e alegria que vem de família

Ana Soares luta na mesma categoria que Beatriz Souza. E a jovem tem a campeã olímpica como uma das suas inspirações no judô. “Já tive a oportunidade de treinar com ela em 2023 e em 2024 em Pindamonhangaba. E ela ter sido campeã ano passado foi incríel. Ela conseguiu mostrar que é uma mulher forte, guerreira, determinada e conseguiu sair com a medalha no peito”, contou Ana que é atleta do Instituto Reação.
Além de ser boa no tatame, Ana também se destaca por sua espontaneidade. A judoca chegou na zona de entrevistas do Pan Júnior pulando de alegria após ganhar a medalha de bronze. A felicidade parecia maior até do que de vários atletas que ganharam o ouro. “Sou assim desde pequena, sempre gostei muito de falar. Tenho TDAH então às vezes sou meio dispersa. Mas essa alegria acho que vem de família. Sempre fui animada e espontânea e gosto de interagir com as pessoas”, explicou.
Com a medalha de Ana Soares, a delegação brasileira do judô sai de Assunção com 14 medalhas individuais, melhorando em relação às 11 dos últimos Jogos Pan-Americanos Júnior. A expectativa agora fica para a disputa por equipes. E Ana acredita na vitória brasileira: “amanhã tem mais. E tenho certeza que vamos ganhar o ouro porque nossa equipe está muito forte.”