Os Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção-2025 começam neste sábado com expectativas de bons resultados para o Brasil. Na primeira edição, disputada em Cáli-2021, o país liderou o quadro de medalhas com 59 ouros, 49 pratas e 56 bronzes e revelou atletas que se tornaram protagonistas nos Jogos Pan-Americanos adultos de Santiago-2023, em campeonatos mundiais e até nos Jogos Olímpicos de Paris-2024.
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Em 2021, com uma delegação menor do que a de países como Colômbia e México, o Brasil se destacou pelo alto índice de aproveitamento: conquistou medalhas em 35 das 38 modalidades em que competiu e obteve 77 vagas antecipadas para o Pan de Santiago-2023.
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Domínio nas piscinas

A principal estrela do Brasil nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Cáli foi a nadadora Stephanie Baduccini. Com a experiência de ter participado do revezamento 4×100 m livre nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ela arrebentou na competição continental com a conquista de sete medalhas de ouro. Foi a maior medalhista de todo o evento, seguida pelos companheiros de esporte: Breno Correia e Ana Carolina Vieira, ambos com 5 ouros e 1 prata.
Atletismo

Um dos principais nomes revelados nos Jogos Pan-Americanos de Júnior de Cáli-2021 foi o de Luiz Maurício da Silva, do lançamento do dardo. Na época, ele ficou com a medalha de prata, derrotado pelo compatriota Pedro Henrique Rodrigues. Atualmente, entretanto, é o brasileiro em mais ascensão no atletismo brasileiro. No último Troféu Brasil, quebrou o recorde sul-americano com a marca de 91 m, que daria a ele a prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Se continuar assim, vai ser a grande esperança de medalha no Mundial de 2025, que vai acontecer em Tóquio.
Outro que apareceu Jogos Pan-Americanos de Júnior de Cáli-2021 foi Erik Cardoso, medalha de ouro nos 100 m masculino. Em julho de 2023, ele se tornou o primeiro brasileiro a correr a prova abaixo dos 10s e atualmente ostenta o recorde sul-americano com a marca de 9s93.
Segundo do ranking mundial

Campeão do triatlo masculino em Cáli, Miguel Hidalgo é, ao lado de Luiz Maurício da Silva, o atleta em maior ascensão entre os que foram revelador na primeira edição dos Jogos Pan-Americanos Júnior. Dois anos depois, ele foi ouro no Pan adulto e atualmente é vice-líder do ranking mundial e grande esperança para os Jogos de Los Angeles-2028.
Na ginástica rítmica, Maria Alexandre, revelada em Cali, foi uma das estrelas do Pan de Santiago com múltiplas medalhas — ouro no arco e maças, prata na fita e bronze no individual geral. Ela será reserva de Bárbara Domingos e Geovanna Santos no Mundial da modalidade, que acontece no fim do mês no Rio de Janeiro.
Vôlei campeão: nomes que chegaram à seleção principal

O título no vôlei feminino em Cali-2021 também deixou um legado. Diana, Jheovana, Marcelle e Lorena Viezel são hoje nomes constantes nas convocações da seleção brasileira adulta e se prepararam para o Mundial, que começa no fim do mês. No masculino, Adriano Xavier também brilhou em Cali e tem sido presença constante nas convocações de Bernardinho.
Rumo a Paris: tênis de mesa, trampolim e tiro com arco

Duas atletas que participaram do Pan Júnior de 2021 e chegaram à Olimpíada de Paris foram Giulia Takahashi e Laura Watanabe, hoje presenças constantes na seleção principal de tênis de mesa. Na ginástica de trampolim, Rayan Dutra apareceu no Panzinho e depois virou o principal nome masculino da modalidade no país, participando dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Ana Luiza Caetano, que brilhou em Cali no tiro com arco, também esteve nos Jogos da capital francesa.
Pâmela Rosa não foi exatamente uma revelação

A skatista Pâmela Rosa foi uma das estrelas da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos Júnior, mas não se pode dizer que ela foi revelada lá. A atleta já era um nome consolidado do street feminino, tanto que tinha dois títulos mundiais antes de competir em Cáli. Por outro lado, no masculino, o campeão foi Lucas Rabelo, que não era um nome conhecido até então. Em 2023, ele repetiu o feito e levou o ouro nos Jogos Pan-Americanos adultos.