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Thiago Wild é investigado por não respeitar quarentena

Tenista admite que saiu de casa, porém ressalta que não teve contato físico com ninguém

Thiago Wild é campeão do ATP de Santiago bolsonaro coronavírus atletas
Thiago Wild é o segundo brasileiro melhor ranqueado (Jim Rydell/ @chile_open)

Atual número 2 do Brasil, o tenista Thiago Wild está sendo alvo de uma investigação policial. Na quinta-feira (27), a Polícia Civil do Paraná abriu um inquérito para avaliar se o atleta descumpriu o período de quarentena enquanto aguardava o resultado do exame para coronavírus. Através das redes sociais, o atleta revelou que o teste resultou positivo.

O jogador, que mora no Rio de Janeiro, passa a quarentena em sua cidade natal, Marechal Cândido Rondon (PR). De acordo com o Uol Esporte, desde então a polícia tem recebido denúncias de que o atleta teria sido visto em espaços públicos da cidade enquanto ainda aguardava os resultados do exame.

Ao possivelmente descumprir a recomendação do Ministério da Saúde – isolamento social e permanência em casa em caso de qualquer sintoma do coronavírus-, o tenista está sendo investigado através do artigo 268 do Código Penal, que prevê detenção de um mês a um ano e multa para quem infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.

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Stay safe everyone 🦠

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Segundo o delegado Rodrigo Baptista Santos, responsável pelo caso, Thiago teria sido visto praticando atividades na rua, e treinado em uma academia de tênis, além de ter ido a um cartório da cidade. O jovem atleta só deverá depor após estar recuperado da doença.

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Aos 20 anos, Thiago Wild vive um momento importante na carreira. Número 144 do planeta, o brasileiro conquistou o ATP 250 de Santiago no começo de março e se tornou o mais jovem do país a conquistar um torneio desta categoria.

Em nota, o tenista admite que saiu de casa no período, porém ressaltou que tomou todos os cuidados necessários e não teve nenhum contato físico com qualquer pessoa.

Confira a nota completa:

“Eu, Thiago Seyboth Wild, venho através da presente nota, esclarecer alguns fatos que se tornaram alvo de mentiras, o que gerou proporções muito maiores de pessoas desocupadas, que sequer tinham qualquer conhecimento da realidade, que divulgaram inúmeros áudios no WhatsApp e em redes sociais.

Primeiramente, quando no primeiro vídeo que postei sobre a minha situação, ao me referir que tenho levado uma “vida normal”, pretendi demonstrar que, o meu dia a dia, é como de qualquer outra pessoa em uma situação em quarentena, tomando os devidos cuidados e não expondo ninguém ao risco, diferentemente do que entenderam.

A minha vida, como atleta, tem rotinas diárias de treinamentos, resumindo-se a: acordar, me alimentar, treinar e voltar a me alimentar e novamente a treinar até o momento de repousar e iniciar tudo outra vez no dia seguinte, fato este que para mim, é uma situação normal e que apenas tem interrupções mediante torneios e férias.

Assim, quando apresentei o menor sintoma que pudesse caracterizar contágio por COVID-19, prontamente me isolei em casa e aguardei orientações médicas, isto ainda no Rio de Janeiro, dia 15/03/2020.

No dia 17/03/2020, não mais tendo a febrícula que havia apresentado (37,5°, quando o normal é entre 36,5 a 37°), em decisão conjunta com meu treinador e o médico particular que me atende no Rio de Janeiro, optei por me tratar juntamente a meus familiares, SEMPRE TOMANDO TODOS OS CUIDADOS NECESSÁRIOS.

Estando em minha cidade natal, não tive contato com qualquer outra pessoa, apenas necessitei ir ao cartório, onde foram tomados todos os cuidados necessários, tais como, utilização de álcool em gel e NENHUM CONTATO FÍSICO COM QUALQUER PESSOA.

Minhas rotinas do dia a dia passaram então a ser de alguém que possui uma vida normal no seu dia a dia de estar em casa (sem treinos), porquanto pessoas que desconhecem a realidade, não sabem o quanto é difícil o cotidiano de um atleta de alto rendimento.

Os treinos físicos e a corrida diária de 15 minutos na rua não são proibidos quando tomados os devidos cuidados e, até mesmo indicados, para que a saúde mental esteja em condições de fazer com que possa ser suportada a situação. EM NENHUM DESTES TREINOS TIVE CONTATO COM OUTRAS PESSOAS.

AINDA, O TREINO DE QUADRA SEMPRE FOI REALIZADO DE FORMA ISOLADA, NÃO HAVENDO CONTATO COM QUALQUER OUTRA PESSOA.

Desta forma, NADA DAQUILO TUDO QUE FOI DITO POR CERTAS PESSOAS OPORTUNISTAS DE PLANTÃO EXPRESSA A REALIDADE. JAMAIS FIZ QUALQUER FESTA OU ESTIVE EM FARMÁCIA CONFORME DIVULGADO EM ÁUDIO FAKE. ASSIM TAMBÉM, É FALSA A AFIRMAÇÃO DE QUE ESTIVE ABRAÇANDO PESSOAS NA RUA OU NO REFERIDO ESTABELECIMENTO ANTERIORMENTE MENCIONADO, POIS, TENHO FEITO TODAS AS NORMAS DE CONDUTA DETERMINADAS.

Após o diagnóstico do exame, o qual ainda necessita de contraprova, mantive total isolamento, inclusive mantendo alimentação em pratos/talheres que não são misturados com os demais, coisa que já fazia antes do resultado e continuarei fazendo, por precaução e cuidado.

Ainda sim, conforme divulgou a Secretária de Saúde de Marechal Candido Rondon, Marciane Specht, PARA SER OBRIGATÓRIO O ISOLAMENTO, são precisos a partir de dois sintomas do Covid-19 como febre e um sintoma respiratório, o que não foi o meu caso.

As falácias contadas trouxeram aborrecimentos e humilhação para mim e minha família, por todas as mentiras inventadas e que jamais serão desfeitas, pois, pessoas que sequer me conhecem aumentam os comentários fakes, mas que ocorrem somente nesta cidade e não em âmbito nacional, onde ao invés de ser atacado, tenho recebido inúmeras mensagens de apoio, inclusive de pessoas que também não conheço, mas são mais esclarecidas do que estas pessoas que cuidam mais da vida alheia do que da própria.

Por fim, venho esclarecer que aqueles que divulgaram mentiras e áudios fakes, serão responsabilizados por suas atitudes perante a justiça”.

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