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Sesi joga Supercopa do Brasil de goalball para manter hegemonia

Equipe feminina do Sesi defende o título da Supercopa, enquanto a masculina vai em busca do único troféu que faltou em 2019

Sesi - Goalball
(Foto: Divulgação/CBDV)

O ano passado terminou com as cores vermelha e preta dominando o goalball brasileiro. Campeão da Copa Série A tanto no masculino quanto no feminino, o Sesi-SP parece determinado a manter essa soberania em 2020, quando representará o país no Mundial de Clubes, marcado para novembro, em Portugal. E o primeiro desafio será a Supercopa do Brasil, que acontece a partir desta sexta-feira (28), no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

O conjunto masculino, campeão estadual, regional e nacional de 2019, buscará justamente o único título que faltou, o da Supercopa, que acabou nas mãos do Santos-SP. Além de manter o time-base, com Parazinho, Son e companhia, o clube ainda trouxe de volta o ala Alex Labrador, um dos destaques do arquirrival santista, que também perdeu o pivô Romário, transferido para os paraibanos da Apace.

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“O Sesi está bem acima dos outros times. No papel, é quem tem o melhor elenco do Brasil e o time a ser batido”, reconheceu Leomon Moreno, melhor jogador do mundo e líder do clube da Baixada. “Nós, do Santos, também tivemos nossos reforços. O Pedrinho e o Paulinho voltando para a equipe, ela se fortalece normalmente. São grandes atletas que, se bem trabalhados, conseguirão suprir as faltas do Romário e do Labrador. Vamos trabalhar para fazer a melhor campanha possível em todos os campeonatos”, completou.

Mais comedido, o ala Parazinho prefere não assumir tal protagonismo antes da hora. “O Santos é uma grande equipe e continua muito forte. Tem o Leomon, que é o melhor do mundo, o Pedrinho, o Paulinho, o Moraes… Não acho que o Sesi seja o favorito. E não podemos nos esquecer do Athlon, uma equipe que vem crescendo muito, cheia de jovens que vêm treinando junto todo dia. Dentro de quadra é que vai se decidir o favorito da competição”, diz, citando o clube de São José dos Campos, terceiro colocado no último nacional.

Além dos três times já mencionados, a Adevibel-MG, campeã da Série B, também integra a chave masculina do torneio.

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Campeãs mantidas no elenco

Equipe feminina do Sesi defende título da Supercopa (Foto: Divulgação/CBDV)

Já no torneio feminino, o Sesi-SP vai defender o título da Supercopa contra a Apadv-SP (convidada para o lugar do Ierc-RN, que abriu mão da vaga), a AMC-MT e o Cetefe-DF. Todo o elenco foi mantido, o que significa ter Victoria Amorim, Moniza, Gleyse e Ana Gabrielly em quadra.

“Sermos as favoritas da competição não me traz conforto ou confiança, mas uma grande responsabilidade de que precisamos continuar focadas e determinadas a darmos o nosso melhor”, destacou Victoria Amorim. “Pelo que eu entendo do esporte, os favoritos sempre são os times a serem batidos, e não queremos isso. O que queremos mesmo é continuar trabalhando duro para que os resultados sejam tão positivos quanto os do ano passado”, emendou.

A linha de raciocínio da atleta coincide bastante com a do treinador Diego Colletes, que conduz tanto o time feminino quanto o masculino do Sesi: “O favoritismo, a gente nunca enxerga como o fator principal. Vamos executar o nosso máximo, o melhor que desenvolvemos no dia a dia e, se tudo se encaixar ao longo da competição, a gente consegue ter a manutenção dos resultados. Mas cada torneio tem a sua história e cabe a nós, da melhor forma, darmos conta do recado na hora agá”, concluiu.

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