Em um clássico que parecia escapar das mãos da seleção brasileira, o central Judson apareceu como protagonista. Titular durante toda a partida, o jogador de 27 anos terminou como maior pontuador do Brasil na vitória de virada sobre a Argentina por 3 sets a 2, neste domingo (14), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF), pela Liga das Nações (VNL) de vôlei masculino de 2026. Depois de sair perdendo as duas primeiras parciais, o time dirigido pelo técnico Bernardinho reagiu. A reviravolta aconteceu e a equipe verde-amarela venceu as três seguintes e manteve a campanha invicta na competição.
- O dia do Brasil no esporte: confira a agenda desta quarta, 9 de setembro
- Treinar no calor faz o corpo se adaptar? Ciência explica
- Muitas horas sentado? Quantos passos ajudam a reduzir riscos
- Exercício reduz estresse? Ciência explica o que muda
- Caminhar mais durante o dia melhora a saúde? Ciência explica
SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
“Esperava tudo que aconteceu”
Judson finalizou o jogo com 15 pontos, maior marca entre todos os jogadores da seleção brasileira. Foram 13 acertos de ataque em 15 tentativas, impressionantes 86,7% de aproveitamento, além de dois bloqueios. O central ainda liderou o Brasil tanto em pontos de ofensivos quanto na pontuação total. A atuação ganhou ainda mais importância pelo contexto, já que ele e seus companheiros encontraram dificuldades nos dois primeiros sets e a Argentina abrir vantagem. A reação começou na terceira parcial e foi construída também com as entradas de atletas vindos do banco, algo destacado pelo próprio Judson.
“Eu esperava realmente tudo isso que aconteceu. A gente viu que eles tinham três derrotas, não encontraram uma forma de jogar, eles estão alternando com o oposto, ponteiro jogando lá de oposto, mas a gente sabia que eles não iam deixar moleza pra gente, porque é sempre assim, Brasil e Argentina, é sempre clássico, é sempre guerra, jogo pegado, portanto, a gente não esperava um jogo fácil, e começamos ali, as coisas dando certo pra eles e a gente talvez sem muita paciência pra fazer as coisas acontecerem, o que prejudicou a nossa equipe”, afirmou Judson.
“Talvez esse tenha sido o primeiro jogo que a gente sentiu um pouco mais a tensão também. Assim, ficamos um pouco nervosos ali durante a partida, mas fico feliz que teve muita gente que entrou do banco, ajudou e fico feliz também de ter conseguido contribuir para a vitória”, completou o central da seleção brasileira.
Mudanças transformaram o jogo
Depois de dois sets de domínio argentino, Bernardinho promoveu mudanças importantes. O oposto Bryan e os ponteiros Arthur Bento e Honorato ajudaram a modificar o ritmo da partida, enquanto Judson se manteve como uma referência constante no meio de rede. O central foi especialmente eficiente no ataque. Dos 65 pontos de ataque do Brasil, 13 saíram de suas mãos, superando Honorato (dez) e Adriano (11). Além disso, ele ajudou a equilibrar o bloqueio brasileiro, fundamento que cresceu bastante nos momentos decisivos da partida, vencendo o rival por 10 a 9 em tocos.
A vitória teve peso duplo. Além de manter o Brasil invicto na etapa de Brasília da VNL, mostrou a capacidade de reação da equipe diante de um rival histórico. Empurrada por 7.976 torcedores na Arena Nilson Nelson, a seleção brasileira transformou um cenário adverso em um dos triunfos mais marcantes da primeira semana da competição. E, no centro dessa reação, estava Judson. Sem o brilho habitual dos opostos ou ponteiros, o central foi o jogador mais eficiente do Brasil no ataque e liderou a pontuação em um dia de clássico. Os comandados de Bernardinho lideram a Liga das Nações com 11 pontos e quatro vitórias.
A cobertura da VNL 2026 no Olimpíada Todo Dia é feita em colaboração com a Volleyball World. Para assistir a todos os jogos da Liga das Nações ao vivo, acesse a VBTV pelo link subscribe.volleyballworld.com e use o cupom 10OLIMPIADA para garantir desconto na assinatura.