A presença de Fofão na comissão técnica do Brasil ganhou um significado ainda maior na Liga das Nações de Vôlei Feminino de 2026. A campeã olímpica aparece entre as treinadoras registradas pelas seleções participantes da VNL dentro de uma iniciativa da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para ampliar a presença de mulheres em cargos técnicos no alto rendimento internacional. A FIVB destacou a participação da lenda do vôlei mundial e espera ampliar ainda mais a participação feminina no esporte.
- Amanda Gutierres e Marta brilham com gols em vitórias na NWSL
- Brasil domina Itália e vence a segunda no Mundial de vôlei sentado
- AABB-AP vence no feminino e no masculino pela Liga Nacional de Handebol
- Liga Nacional de Handebol: Português vence clássico e Osasco bate Pato
- Isaac Gomes é sexto no Mundial Sub-17 de levantamento de peso
Na abertura da VNL Feminina 2026, 13 das 18 seleções participantes registraram pelo menos uma mulher entre os membros da comissão técnica. O Brasil aparece na lista com Hélia Rogério de Souza Pinto, ou seja, a Fofão, um dos nomes mais importantes da história do vôlei brasileiro. Ela esteve na seleção feminina de vôlei que conquistou os bronzes de Atlanta 1996 e Sydney 2000, antes de, enfim, levar o ouro em Pequim 2008. Inclusive, tanto na Austrália quanto na China ela venceu o prêmio de melhor levantadora da competição.
A iniciativa foi aprovada pelo Conselho de Administração da FIVB em 2025 e passou a valer a partir de 2026. O objetivo é incentivar todas as seleções femininas que disputam a Liga das Nações a terem ao menos uma treinadora em suas comissões.
A cobertura da VNL 2026 no Olimpíada Todo Dia é feita em colaboração com a Volleyball World. Para assistir a todos os jogos da Liga das Nações ao vivo, acesse a VBTV pelo link subscribe.volleyballworld.com e use o cupom 10OLIMPIADA para garantir desconto na assinatura
Fofão representa o Brasil em lista da FIVB
A FIVB destacou a presença de Fofão entre os nomes registrados na primeira semana da VNL Feminina 2026. Além do Brasil, outras 12 seleções também incluíram mulheres em suas comissões: Canadá, China, República Tcheca, República Dominicana, França, Alemanha, Japão, Holanda, Polônia, Sérvia, Tailândia e Estados Unidos.
A lista completa divulgada pela entidade conta com Hélia Rogério de Souza Pinto (Brasil), Carolyn O’Dwyer (Canadá), Yang Hao (China), Karmen Kocar (República Tcheca), Candida Estefany Arias Perez (República Dominicana), Sabrina Dridi (França), Logan Tom (Alemanha), Shizuka Mishima (Japão), Henrianne Verhoek (Holanda), Agnieszka Rabka (Polônia), Jelena Blagojević (Sérvia), Onuma Sittirak (Tailândia) e Tayyiba Haneef-Park (Estados Unidos).
No caso brasileiro, a presença de Fofão reforça a ligação entre gerações da modalidade. Como jogadora, ela foi uma das grandes referências da seleção brasileira e marcou época como levantadora. Agora, sua presença na comissão técnica liderada por José Roberto Guimarães também se encaixa em um movimento internacional de valorização de mulheres em funções de liderança fora de quadra.
FIVB oferece apoio financeiro às seleções
A iniciativa da FIVB não se limita apenas ao incentivo institucional. As seleções femininas participantes da VNL recebem apoio financeiro da entidade quando registram uma treinadora no sistema oficial. Além disso, as equipes que cumprem esse requisito podem ter um membro extra na comissão durante as partidas. Com isso, passam a contar com seis integrantes no banco, em vez de cinco.
Segundo a FIVB, a proposta busca criar mais oportunidades para treinadoras ganharem experiência no mais alto nível do vôlei internacional. A entidade também quer aumentar a visibilidade de mulheres em cargos técnicos e ampliar a representatividade dentro da modalidade.
Medida também chega às categorias de base
A FIVB informou ainda que a exigência será aplicada também aos Mundiais de categorias de base. As equipes deverão incluir ao menos uma treinadora em suas comissões. A regra já valerá no Mundial Feminino Sub-17 de 2026, que acontece entre 6 e 16 de agosto, em Santiago, no Chile.
A medida faz parte da Visão Estratégica 2032 da FIVB, plano que busca tornar o vôlei mais acessível, compreensível e inclusivo em diferentes níveis da modalidade, citando ainda premiações iguais, regras iguais, participação igualitária e uma base global de fãs equilibrada entre homens e mulheres como pilares dessa visão.