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Zé Roberto cobra manutenção da pressão no saque após susto na estreia



Técnico avaliou vitória do Brasil na estreia da VNL, apontou queda de energia no terceiro set e destacou o saque como chave para o sistema defensivo



Zé Roberto cobra manutenção da pressão no saque após susto contra a Holanda
Divulgação/CBV

José Roberto Guimarães gostou de parte da estreia do Brasil na VNL 2026, mas saiu da vitória sobre a Holanda com alertas importantes. A seleção brasileira venceu por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 25/15, 25/27 e 25/23, nesta quarta-feira, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Depois da partida, o técnico destacou a queda de pressão no saque e de energia no terceiro set como pontos que a equipe precisa corrigir.

“A gente teve algumas coisas boas e outras que, principalmente no terceiro set, precisamos corrigir. Caiu a pressão do saque, tomamos quatro bloqueios que não estávamos tomando nem no primeiro, nem no segundo. Ou seja, a energia do time caiu um pouco, e aí foi o complicador de tudo”, avaliou José Roberto Guimarães.

Saque como ponto-chave

O saque foi uma das principais armas do Brasil na estreia. A seleção brasileira terminou a partida com sete pontos no fundamento. Julia Kudiess foi responsável por quatro deles. A central também brilhou no bloqueio, com oito pontos no fundamento, e terminou o jogo com 20 pontos.

Para Zé Roberto, o saque agressivo precisa ser uma marca da seleção na VNL. O técnico reforçou que o fundamento não serve apenas para pontuar diretamente. Ele também organiza todo o sistema defensivo.

“A gente precisa ter um saque agressivo, um saque forçado, até para facilitar o nosso sistema defensivo. Todo bom sistema defensivo começa com um bom saque. No primeiro e no segundo set, gostei muito da agressividade que a gente estava tendo no saque. A gente quebrou vários passes”, afirmou.

O treinador também aceitou a margem de erro que vem com esse tipo de proposta. Para ele, o Brasil precisa manter a pressão mesmo sabendo que alguns erros vão aparecer.

“É essa tônica que a gente precisa insistir, porque os erros, lógico, vão aparecer. Mas fica uma grande lição para a gente. O time sacando bem tem um ganho extremamente positivo para o futuro”, completou.

Holanda teve mérito na reação

Zé Roberto também fez questão de valorizar a Holanda. A equipe europeia não contou com Nika Daalderop, sua capitã e principal referência ofensiva, mas complicou a partida a partir do terceiro set. A Holanda venceu a terceira parcial por 27 a 25 e pressionou o Brasil também no quarto set.

“A gente não pode tirar o mérito do time holandês. É um time chato de jogar, com sistema defensivo apurado. Corre atrás de todas as bolas, não tem bola perdida. Nós tivemos dificuldades tanto no terceiro quanto no quarto set”, disse.

Na análise do treinador, o Brasil sentiu a queda de foco e de intensidade. A seleção sofreu quatro bloqueios no terceiro set, algo que não havia acontecido nas duas primeiras parciais.

“Caiu um pouco a energia, caiu um pouco o foco e a tensão. Estavam caindo bolas, nós atacamos e tomamos quatro pontos de bloqueio. É lição. Não pode baixar. Quando diminui a pressão e diminui o ritmo, você corre o risco de ter esse tipo de problema durante a competição”, analisou.

Entradas ajudaram o Brasil

Mesmo com o susto, Zé Roberto viu pontos positivos na vitória. O técnico destacou que jogadoras que vieram do banco ajudaram o Brasil em momentos importantes. Rosamaria entrou no quarto set, atuou como ponteira e mudou a energia da equipe na reta decisiva.

“Acho que no contexto geral foi um bom teste. A Holanda dificultou, mas felizmente a gente conseguiu uma boa vitória por 3 a 1. Agora são estudos que vamos ter que fazer e treinamentos em que vamos ter que corrigir, principalmente essa relação bloqueio-defesa”, afirmou.

Julia Bergmann liderou a pontuação brasileira com 24 pontos, sendo 21 de ataque, dois de bloqueio e um de saque. Julia Kudiess também teve atuação decisiva, com 20 pontos: oito de ataque, oito de bloqueio e quatro de saque.

Próximo jogo do Brasil

O Brasil volta à quadra nesta quinta-feira, dia 4 de junho, às 20h, contra a República Dominicana. A partida será novamente no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. As dominicanas estrearam com derrota para a Turquia no tie-break e chegam ao duelo com a seleção brasileira após uma partida longa.

Depois, o Brasil enfrenta a Bulgária no sábado, às 11h, e fecha a primeira semana da VNL contra a Itália no domingo, às 14h30.

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Paulista em terras mineiras. Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Apaixonado por esportes.

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