Gabi ficará fora dos dois primeiros jogos do Brasil na VNL 2026. Depois de não aparecer entre as 14 inscritas para a estreia contra a Holanda, a capitã da seleção brasileira feminina também não foi relacionada para o duelo contra a República Dominicana, nesta quinta-feira, dia 4 de junho, às 20h, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A ponteira, no entanto, segue com o grupo e ainda pode ser utilizada no fim de semana, contra Bulgária ou Itália.
- Análise: Brasil leva outro 3 a 0 e pode ser eliminado neste sábado da VNL
- O dia do Brasil no esporte: confira a agenda deste sábado, 18 de julho
- Lucarelli comenta sobre erros do Brasil em derrota para a Polônia na VNL
- Paulista retorna: Corinthians vence líder Ferroviária; Santos bate o Taubaté
- Kamilla faz duplo-duplo e Damiris vence em rodada da WNBA
A ausência faz parte de um processo de gestão física. Depois de uma temporada desgastante no clube, Gabi conversou com José Roberto Guimarães e com a comissão técnica sobre a necessidade de iniciar a VNL com mais cuidado.
“Esse começo aqui, para mim, precisa ser um pouco devagar mesmo. Eu faço um processo todos os anos no joelho para fazer essa recuperação, para que eu consiga ter um ano tranquilo na seleção e não precise parar. Já teve esse combinado. Conversei com o Zé durante a temporada, porque eu precisava cuidar do meu joelho. A comissão aqui é super compreensiva e está fazendo tudo que pode para que eu volte no momento certo”, afirmou Gabi ao Olimpíada Todo Dia.
Retorno será avaliado dia a dia
Gabi acompanhou da arquibancada a vitória do Brasil sobre a Holanda por 3 sets a 1, na estreia da Liga das Nações. A seleção venceu com parciais de 25/17, 25/15, 25/27 e 25/23, em Brasília. Julia Bergmann liderou a equipe com 24 pontos, enquanto Julia Kudiess marcou 20, com oito bloqueios e quatro aces.
Mesmo fora da estreia e do jogo contra a República Dominicana, Gabi não descarta atuar ainda na primeira semana da VNL. A decisão, segundo ela, será tomada de forma gradual.
“A conversa aqui tem sido dia a dia. A gente entendeu que ainda não dava nem para entrar, talvez, para fazer um fundo de quadra. Então não faria sentido tirar uma jogadora para me colocar ali dentro. Mas espero que, quem sabe no final de semana, eu já esteja melhor e pelo menos esteja dentro de quadra para ajudar de alguma maneira”, completou.
O Brasil ainda enfrentará a Bulgária no sábado, às 11h, e a Itália no domingo, às 14h30. As duas partidas também serão disputadas no Ginásio Nilson Nelson.
Lesão na costela marcou fim da temporada
Além do desgaste normal da temporada, Gabi também passou por um problema físico no fim do calendário de clubes. A ponteira sofreu uma lesão na costela após um choque e explicou que a situação foi mais complexa do que parecia no início.
“Eu acabei tendo uma luxação na costela, um amassamento. Cheguei a não quebrar, mas, para a recuperação, era praticamente como se eu tivesse fraturado a costela. As duas primeiras semanas foram bem difíceis. Tinha muita dor para dormir”, explicou.
A jogadora contou que os primeiros exames não mostraram toda a gravidade da lesão. Por isso, o clube precisou fazer novas avaliações.
“No raio-x não apareceu. Como eu fiquei com muita dor, o clube me levou para fazer outro exame. Quando fizemos ultrassom e tomografia, deu para ver realmente o amassamento da costela. Era por isso que eu estava com muita dor. Como era uma lesão nova no vôlei, ninguém sabia muito como seria a evolução”, disse.
A recuperação, no entanto, aconteceu antes do prazo inicialmente esperado.
“Eu esperava ficar cinco ou seis semanas fora, mas consegui voltar praticamente em três. Deu tudo certo. Hoje já fiz alguns exames, não estou sentindo mais dor e não tenho nenhuma complicação”, afirmou.
Gabi viu grupo tranquilo na estreia
Mesmo fora da quadra, Gabi disse que teve vontade de entrar quando o jogo contra a Holanda apertou. A seleção brasileira venceu os dois primeiros sets com autoridade, mas viu as holandesas crescerem no terceiro. No quarto, a entrada de Rosamaria ajudou o Brasil a recuperar confiança e fechar a partida.
“Sempre dá vontade de estar ali dentro e tentar fazer alguma coisa, nem que fosse do banco, dar algum toque. Mas, ao mesmo tempo, esse grupo não é novo. A gente se conhece há um tempo. Vi um grupo muito tranquilo, se orientando, com comunicação acontecendo durante a partida”, avaliou.
A capitã também fez um alerta para o duelo contra a República Dominicana. As dominicanas estrearam com derrota para a Turquia no tie-break e chegam ao segundo jogo com um grupo experiente.
“Amanhã vai ser ainda mais difícil contra a República Dominicana. A equipe veio completa, é muito experiente. A gente tem que entender o que precisa melhorar, diminuir os erros, ser ainda mais agressiva e, principalmente, quando tiver oportunidade para fechar o set, fechar o set e a partida”, completou.
Próximo jogo do Brasil
O Brasil volta à quadra nesta quinta-feira, dia 4 de junho, às 20h, contra a República Dominicana. A partida será novamente no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. Depois, a seleção brasileira enfrenta a Bulgária no sábado e fecha a primeira semana da VNL contra a Itália no domingo.
A cobertura da VNL 2026 no Olimpíada Todo Dia é feita em colaboração com a Volleyball World. Para assistir a todos os jogos da Liga das Nações ao vivo, acesse a VBTV pelo link subscribe.volleyballworld.com e use o cupom 10OLIMPIADA para garantir desconto na assinatura.