A seleção brasileira feminina fechará a primeira semana da VNL 2026 contra o adversário mais forte do grupo de Brasília. No domingo, 7 de junho, às 14h30, o Brasil enfrenta a Itália no Ginásio Nilson Nelson, em um duelo com peso de revanche recente. As italianas venceram a última final da Liga das Nações contra o Brasil e chegam à nova edição como a equipe dominante do vôlei feminino mundial.
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Mesmo assim, a Itália que jogará em Brasília não será a mesma base principal dos grandes títulos recentes. Julio Velasco optou por abrir a competição com um grupo alternativo, sem nomes como Paola Egonu, Alessia Orro, Myriam Sylla, Anna Danesi e Sarah Fahr. A lista para a primeira semana tem Carlotta Cambi como capitã e uma novidade importante: Ekaterina Antropova aparece inscrita como ponteira, e não como oposta.
Itália vive sequência histórica
A Itália chega à VNL 2026 em uma fase quase perfeita. A seleção desembarcou em Brasília tentando ampliar uma sequência de 36 vitórias consecutivas em jogos oficiais, iniciada na segunda semana da VNL 2024, em Macau. Desde então, as italianas venceram a VNL 2024, os Jogos Olímpicos de Paris 2024, a VNL 2025 e o Mundial de 2025.
O último grande encontro com o Brasil foi justamente na final da VNL 2025, em Lodz, na Polônia. A Itália venceu por 3 sets a 1, de virada, com parciais de 22/25, 25/18, 25/22 e 25/22. Antropova saiu do banco para substituir Egonu e marcou 18 pontos. Myriam Sylla também brilhou, com 16. Foi o terceiro título italiano da VNL em quatro edições.
Depois disso, a Itália ainda conquistou o Campeonato Mundial de 2025, na Tailândia. Na final, bateu a Turquia por 3 sets a 2 e fechou uma temporada histórica, acumulando os títulos olímpico, da Liga das Nações e mundial no mesmo ciclo.
Velasco leva grupo alternativo a Brasília
Para a etapa de Brasília, Julio Velasco chamou 14 jogadoras. As levantadoras são Carlotta Cambi, capitã da equipe, e Francesca Scola. As ponteiras são Stella Nervini, Loveth Omoruyi, Gaia Giovannini e Ekaterina Antropova. As centrais são Denise Meli, Yasmina Akrari, Linda Nwakalor e Linda Manfredini. As opostas são Merit Adigwe e Binto Diop. As líberos são Ilaria Spirito e Eleonora Fersino.
A ausência de várias titulares chama atenção. Egonu, Orro, Sylla, Danesi e Fahr estão fora da primeira semana. A imprensa italiana já vinha apontando que essas veteranas entrariam mais adiante na VNL, enquanto a etapa brasileira seria usada para dar rodagem a outras jogadoras. A líbero Monica De Gennaro não aparece na lista de 30 inscritas para a VNL 2026 porque se aposentou da seleção.
Antropova como ponteira é a grande novidade
A principal curiosidade da lista italiana está em Antropova. Tradicionalmente usada como oposta, ela aparece na relação oficial para Brasília entre as ponteiras. A imprensa italiana destacou a mudança como um dos testes mais importantes de Velasco neste início de competição. A ideia abre espaço para que Merit Adigwe e Binto Diop ganhem minutos como opostas, enquanto Antropova passa a ser avaliada em uma função que exige mais participação no passe e na defesa.
A experiência não surgiu do nada. No torneio preparatório em Gênova, Velasco já iniciou a partida contra a Polônia com Cambi no levantamento, Adigwe na saída, Nervini e Antropova nas pontas, Marchesini e Manfredini no meio, e Fersino como líbero. A Itália venceu a Polônia por 3 sets a 2 e conquistou a AIA Aequilibrium Cup Women Elite de forma invicta.
Últimos jogos antes da VNL
Antes de viajar ao Brasil, a Itália fez uma preparação forte. A equipe venceu dois amistosos contra a França, em Biella e Novara, além do título do torneio de Gênova, no qual enfrentou Sérvia, Turquia e Polônia.
O que esperar contra o Brasil
Mesmo sem parte de suas principais estrelas, a Itália continua sendo um adversário de altíssimo nível. O elenco que vem a Brasília tem jogadoras acostumadas a ligas fortes, um sistema de jogo muito bem estruturado e uma comissão técnica que usa a VNL como laboratório sem abrir mão de competitividade.
Para o Brasil, o duelo será um bom termômetro. A seleção de Zé Roberto terá pela frente um time com menos entrosamento do que a formação principal italiana, mas ainda com poder de ataque em Antropova, boa direção de Cambi, velocidade pelas pontas e alternativas jovens tentando ganhar espaço no projeto de Velasco. O saque brasileiro pode ser decisivo para testar a recepção italiana, especialmente se Antropova realmente for usada como ponteira.
A partida também tem peso emocional. Foi contra a Itália que o Brasil perdeu a final da VNL 2025. Em Brasília, diante da torcida, a seleção brasileira terá a chance de medir forças com a principal potência do momento, ainda que diante de uma versão modificada da campeã.
Serviço — Brasil x Itália
VNL feminina 2026
Jogo: Brasil x Itália
Data: 7 de junho, domingo
Horário: 14h30
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Transmissão: TV Globo, Sportv 2, Globoplay e VBTV
Ingressos: à venda pela Ticketmaster
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