Depois dos jogos contra Holanda e República Dominicana, a seleção brasileira feminina terá pela frente uma adversária em fase de reconstrução no terceiro jogo da VNL 2026. O Brasil enfrenta a Bulgária no sábado, 6 de junho, às 11h, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.
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Bulgária está em processo de renovação
A imprensa búlgara trata a VNL 2026 como o início de uma nova etapa para a seleção feminina. O VolleyWeek publicou uma análise apontando uma “transformação séria” no grupo em comparação com 2025. Segundo o site, Marcello Abbondanza abriu espaço para mais de 20 novos nomes na lista ampliada, manteve parte da base e iniciou um processo de construção de longo prazo.
A mudança é significativa. Em relação à lista anterior, ficaram fora nomes experientes como Hristina Vuchkova, Nasya Dimitrova, Maria Krivoshiyska, Lora Kitipova, Elitsa Atanasijevic e Galina Karabasheva. Ao mesmo tempo, a comissão técnica manteve atletas como Lora Slavcheva, Margarita Guncheva, Alexandra Milanova, Miroslava Paskova, Borislava Saykova, Mikaela Stoyanova e Mila Pashkuleva como parte do núcleo do novo projeto.
Abbondanza volta ao comando com meta clara
Marcello Abbondanza retornou ao comando da seleção búlgara feminina em novembro de 2025. O italiano foi técnico da equipe entre 2011 e 2014. A escolha marcou uma aposta da federação em um técnico experiente para conduzir a transição da equipe. A meta inicial, segundo a imprensa local, é manter a Bulgária na elite da Liga das Nações e iniciar a construção de um time mais forte após a troca de gerações.
Quem são as principais jogadoras da Bulgária
Para a primeira semana da VNL, Abbondanza definiu 14 jogadoras. As levantadoras são Margarita Guncheva e Lora Slavcheva. As opostas são Monika Krasteva e Mikaela Stoyanova. Nas pontas, foram chamadas Miroslava Paskova, Maria Koleva, Tsvetelina Ilieva, Kalina Veneva e Aleksandra Milanova. No meio, aparecem Borislava Saykova, Kaya Nikolova e Darina Naneva. As líberos são Mila Pashkuleva e Zhana Todorova.
Entre as referências do grupo estão Miroslava Paskova, uma das jogadoras mais experientes da lista; Zhana Todorova, líbero e capitã em parte da preparação; Mikaela Stoyanova, opção importante na saída de rede; e Borislava Saykova, central que se destacou nos amistosos de preparação. Contra a Suécia, em Sofia, Abbondanza começou com Margarita Guncheva, Mikaela Stoyanova, Miroslava Paskova, Aleksandra Milanova, Borislava Saykova, Darina Naneva e Zhana Todorova.
Últimos jogos tiveram vitória contra Suécia e derrotas para Argentina
A preparação búlgara teve resultados mistos. No primeiro teste aberto sob o comando de Abbondanza, a Bulgária venceu a Suécia por 3 sets a 1, em Sofia, com parciais de 25/19, 27/29, 25/19 e 25/17. A imprensa local destacou a boa recepção, a organização de bloqueio e a eficiência nos contra-ataques, especialmente no quarto set.
Depois, a equipe viajou para a Argentina para dois amistosos antes da VNL. No primeiro, em Santa Fe, perdeu para as Panteras por 3 sets a 0, com parciais de 18/25, 26/28 e 12/25. Mikaela Stoyanova foi a maior pontuadora búlgara, com nove pontos, enquanto Darina Naneva somou sete.
No segundo amistoso, em Rosario, a Bulgária voltou a perder por 3 sets a 0. Os jogos contra a Argentina serviram como parte da reta final da preparação, com Abbondanza usando as partidas para testar formações, dar minutos ao elenco e adaptar o grupo às condições da América do Sul antes da etapa de Brasília.
O que esperar contra o Brasil
A Bulgária chega ao jogo contra o Brasil sem o peso do favoritismo. O cenário é de uma equipe que tenta formar uma nova identidade, ganhar entrosamento e se manter competitiva em uma semana de alto nível. Antes de enfrentar as brasileiras, as búlgaras ainda terão pela frente Itália e República Dominicana, dois testes pesados logo na abertura da competição.
Para o Brasil, o jogo contra a Bulgária aparece como uma oportunidade importante para somar pontos em casa, mas exige atenção. A seleção de Abbondanza tem jogadoras jovens, uma comissão técnica experiente e deve usar a VNL como laboratório competitivo. O saque brasileiro pode ser decisivo para tirar velocidade da distribuição de Margarita Guncheva e Lora Slavcheva. Além disso, pressionar a recepção búlgara tende a diminuir o volume de jogo pelo meio e obrigar a equipe europeia a usar bolas mais previsíveis nas extremidades.
Serviço — Brasil x Bulgária
VNL feminina 2026
Jogo: Brasil x Bulgária
Data: 6 de junho, sábado
Horário: 11h
Local: Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Transmissão: Sportv/Sportv 2 e VBTV
Ingressos: à venda pela Ticketmaster
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