Faz 31 anos que o Brasil não recebe uma edição do Campeonato Mundial de Vôlei. E o aspecto financeiro dificulta para que o torcedor veja as seleções brasileiras de voleibol disputando um Mundial em casa. Em entrevista durante o Mundial de Clubes de Vôlei Feminino, o técnico José Roberto Guimarães explicou a dificuldade em realizar um evento desse porte no país e falou que a maior possibilidade de receber o Mundial seria em parceria com outro país da América do Sul.
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José Roberto Guimarães foi ao Ginásio do Pacaembu assistir as semifinais e finais do Mundial de Clubes de Vôlei Feminino. O torneio voltou ao Brasil após mais de 20 anos, em uma parceria entre Osasco e Prefeitura de São Paulo. Perguntado sobre a possibilidade do Brasil sediar um Mundial de seleções, Zé Roberto afirmou que é uma questão difícil, por conta do alto custo para organizar a competição.
“Não é muito barato você fazer um campeonato como esse, principalmente mundial, que você tem 32 equipes. Hoje, o que está acontecendo no mundo é que os países estão se dividindo para poder bancar conta. E aí precisaria alguém mais da América do Sul para dividir o valor. Então é difícil. A não ser que abaixassem muitos custos”, explicou o treinador da seleção feminina de voleibol.
Sede dupla
Dois países sediarem o Mundial de Vôlei tem se tornado comum nos últimos anos. No masculino, Itália e Bulgária dividiram a competição em 2018, enquanto Polônia e Eslovênia sediaram o Mundial juntos em 2022. No feminino, Holanda e Polônia organizaram o eventos juntos em 2022. Já a próxima edição, em 2027, será nos Estados Unidos e no Canadá.
Os Mundiais de Vôlei já aconteceram sete vezes na América do Sul. O Brasil organizou a competição feminina em 1960 e 1994, com o Peru sediando o torneio em 1982. O Mundial masculino foi no Brasil em 1960 e 1990 e na Argetnina em 1982 e 2002.
Mundial de Clubes em São Paulo
O Mundial de Clubes de vôlei feminino ainda não tinha sido realizado no Brasil, desde que o evento foi retomado pela Federação Internacional em 2009. Neste ano, o evento seria realizado na China, que acabou desistindo. Luizomar de Moura, técnico do Osasco São Cristóvão Saúde, ficou sabendo da situação e entrou com uma proposta para realizar o evento na capital paulista, com apoio financeiro da Prefeitura de São Paulo.
Mesmo com o Mundial de Clubes organizado às pressas, José Roberto Guimarães elogiou a organização do evento e compartilhou o que ouviu das atletas dos outros países. “Eu acho que Osasco e a prefeitura de São Paulo estão de parabéns. Foi um sacrifício aquilo que eles conseguiram fazer aqui num curto espaço de tempo e ficou muito bom. Pelo menos eu conversei ontem com algumas meninas de outros países que estão jogando aqui. Todas elogiaram muito, exceto o calor, porque elas estão no inverno lá fora e estão sentindo a temperatura muito alta. Mas em relação à organização, estão parabenizando direto. Então, eu como brasileiro, fico feliz”, disse o treinador.