Bicampeã olímpica e referência histórica da seleção brasileira, Jaqueline Carvalho relembrou, em entrevista ao Olimpíada Todo Dia, o momento mais marcante de sua trajetória. E, para ela, não há dúvida: o ponto alto aconteceu na final dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando viveu uma atuação incomum para o seu perfil e ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato.
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Na decisão contra os Estados Unidos, as brasileiras perderam o primeiro set por 25/11, mas reagiram com autoridade e fecharam o jogo por 3 a 1 (25/17, 25/20 e 25/17). Jaqueline, tradicionalmente reconhecida pela solidez na recepção e pelo equilíbrio tático, se destacou também no ataque e marcou 18 pontos, desempenho que ela classifica como “fora da curva”.
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“Nunca fui jogadora de pontuar”

Na entrevista, Jaqueline explica por que aquela noite em Londres ocupa um lugar especia: “Quem me conhece sabe que eu nunca fui jogadora de pontuar. Em uma final olímpica contra os Estados Unidos, que era um adversário a ser batido o tempo inteiro, eu consegui ser maior pontuadora ali e ganhamos. Foi um momento que guardo no meu coração e vou guardar para sempre.”
A ponteira também lembrou que a campanha olímpica não começou bem, mas a equipe conseguiu dar a volta por cima ao longo do torneio: “A gente não começou a Olimpíada bem. Começamos muito mal, na verdade. E, de repente, demos a volta por cima e conseguimos esse feito tão importante que foi o bicampeonato.”
Um jogo que ficou para a família
A bicampeã contou ainda que o jogo ganhou outro significado ao longo dos anos: tornou-se parte da memória afetiva de sua família. “Meu filho já assistiu e comenta. Ele fala que foi lindo, que a mamãe estava linda. Isso é o que é válido: tudo que a gente construiu e tudo que fizemos.”

Uma final para a história
A atuação marcou não só a carreira de Jaqueline, mas também o segundo ouro olímpico consecutivo do vôlei feminino brasileiro. Na época, a jogadora chorou ao falar sobre o desempenho inesperado: 13 anos depois, Jaqueline segue sendo um dos nomes mais emblemáticos da modalidade — e reviver esse jogo mostra a força simbólica do ciclo que levou a seleção ao topo do mundo.