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Mundial de vôlei feminino 2025: Quem são os favoritos ao título?

Egonu Itália Mundial de Vôlei feminino adversário do Brasil quartas de final
Atual campeã olímpica e bicampeã da VNL, a Itália, de Paola Egonu, chega à Tailândia como principal favorita ao título mundial (Volleyball World)

O Mundial de vôlei feminino 2025, que acontece na Tailândia, reúne novamente as principais seleções do planeta em busca do título. Pela primeira vez na história, serão 32 seleções em busca de um lugar no pódio. Neste texto, o Olimpíada Todo Dia traz para você quais são os países com mais chances de chegar ao pódio da competição, que começa na próxima sexta-feira (22).

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Itália: a campeã que busca o bicampeonato

Atual campeã mundial em 2014, a Itália chega ao Mundial de 2025 como a grande favorita ao título. Comandada pela oposta Paola Egonu, referência ofensiva e uma das maiores pontuadoras da história da competição, as italianas foram campeãs da VNL 2025 usando a mesma base que faturou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. A líbero Monica De Gennaro, MVP da VNL, a levantadora Alessia Orro, a ponteira Myriam Sylla e a central Anna Danesi são outros destaques da fortíssima equipe co técnico Julio Velasco.

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Brasil: em busca do título inédito

Apesar de ser bicampeão olímpico (2008 e 2012) e dono de quatro pratas em Mundiais (1994, 2006, 2010 e 2022), o Brasil nunca conquistou o título mundial. Sob o comando de José Roberto Guimarães desde 2003, a seleção chega em 2025 com uma mescla de experiência e juventude. Jogadoras como Gabi Guimarães, Julia Kudiess e Julia Bergmann formam a base de um time que sonha em encerrar o jejum. O grande desfalque será Ana Cristina, que se machucou durante a VNL.

Sérvia: a imprevisível bicampeã

A Sérvia é a atual bicampeã mundial (2018 e 2022), mas que se transformou numa grande incógnita para a edição de 2025. Nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, com sua força máxima, só venceu um dos quatro jogos que fez e terminou em sétimo lugar. Em 2025, sem contar com suas principais jogadoras nos primeiros jogos, flertou com o rebaixamento. A Sérvia só foi salva porque a oposta Tijana Bosjovic e a central Alecsandra Uzelac reforçaram o time na última semana da competição.

Resta saber, o que será capaz de fazer a Sérvia no Mundial de 2025. Como parâmetro, a equipe venceu na última semana o Torneio de Shenzen, na China, batendo Bulgária, Canadá e Holanda. Não há dúvida que o potencial decisivo de Boskovic, eleita MVP dos dois últimos Mundiais, será a grande força do time em busca do tri.

Estados Unidos: mais uma incógnita

Campeã olímpica em Tóquio 2021 e medalha de prata em Paris-2024, os Estados Unidos chegam mais com nome do que força no Mundial de vôlei feminino de 2025. Com a saída do técnico Karch Kiraly, Erik Sullivan assumiu o time e a campanha na VNL 2025 foi sem brilho. Depois de um oitavo lugar na fase de classificação, a equipe foi eliminada com um 3 a 0 pela Itália nas quartas de final. Apenas a levantadora Jordyn Poulter, a central Chiaka Ogbogu e a ponteira Avery Skinner são remenescentes do time que foi vice-campeão olímpico no ano passado.

Japão quer se estabeler de novo entre os melhores

O Japão, tricampeão mundial no passado, mantém sua tradição de jogo rápido e técnico, sempre capaz de complicar rivais mais fortes. Vice-campeão da VNL em 2024 e quarto colocado em 2025, o país quer aproveitar o Mundial para mostrar que está entre os melhores depois de amargar um nono lugar nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. O último pódio japonês em Mundiais aconteceu em 2010, quando conquistou a medalha de bronze.

Polônia: pronta para surpreender

A Polônia foi semifinalista nas quatro primeiras edições do Mundial de vôlei feminino. Prata em 1952 e bronze em 1956 e 1962, o país nunca mais chegou entre as quatro melhores do campeonato. As últimas performances, entretanto, colocam a equipe como uma possível candidata. As polonesas pararam nas quartas de final do Mundial de 2022 e dos Jogos Olímpicos de Paris-2024, mas na VNL 2025 não só chegaram à semifinal como conquistaram a medalha de bronze.

Turquia: a nova potência do vôlei

A Turquia vive o seu melhor momento na história. Campeã da Liga das Nações em 2023, a seleção turca chega ao Mundial embalada pelo talento da levantadora Cansu Özbay, da oposta Melissa Vargas e da central e capitã Eda Erdem. Quartas colocadas nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, as turcas foram eliminadas pelo Japão nas quartas de final da VNL 2025. Apesar dsso, querem usar o Mundial da Tailândia para se firmar entre as potências do planeta.

China: tradição e renovação

Sem um título mundial desde 1986 e sem contar mais Ting Zhu, principal jogadora do vôlei feminino do país nos últimos anos, a China busca recuperar o protagonismo após resultados abaixo das expectativas em torneios recentes, mas a tradição e o talento de suas atletas seguem como trunfos para surpreender.

Quarta colocada do ranking mundial, conta com a tradição de quem ganhou o ouro olímpico em 1984, 2004 e 2016 e com uma nova geração, da qual desponta a levantadora Zixuan Zhang, de 17 anos, eleita a principal revelação da VNL 2025.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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