O Brasil não tem mais chances de ser campeão da Liga das Nações (VNL) 2025 de vôlei masculino. Neste sábado (2), o time brasileiro perdeu da Polônia na semifinal, por 3 sets a 0, parciais de 28/26, 25/19 e 25/21. Os comandados de Bernardinho sofreram com a agressividade e a eficiência do saque polonês. Além disso, tiveram dificuldades para neutralizar o inspirado oposto Sasak, principal responsável pela ampla vantagem em acertos ofensivos do rival (42 a 31). E ele liderou a pontuação do jogo com 19, com Darlan como maior pontuador da seleção nacional, marcando 16. A disputa a medalha de bronze será neste domingo (3), às 4h (horário de Brasília), diante da Eslovênia.
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Ainda em pontuação individual, o central Kochanowski fez dez e os ponteiros Léon e Fornal anotaram nove cada um. Já o central Flávio marcou seis. A seleção brasileira perdeu da polonesa em dois dos três fundamentos que garantem pontos. Além de ser derrotado com enorme diferença no ataque, o Brasil teve desempenho inferior no saque, com o rival anotando mais aces (7 a 6), sem contar nas vezes que os atletas dirigidos pelo técnico sérvio Nicola Grbić quebraram a recepção dos comandados de Bernardinho. Isso ocorreu em bem mais oportunidades do que ao contrário. O único quesito sem derrota brasileira foi o bloqueio, ganhando em tocos por 7 a 6.
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Retrospecto no confronto e trajetória do Brasil na VNL
Brasil e Polônia duelaram na Liga das Nações em 13 oportunidades. No total, os poloneses reassumiram a liderança com sete vitórias contra seis dos brasileiros. O primeiro jogo entre as duas seleções aconteceu em 2018, primeiro ano do evento, e o selecionado verde-amarelo venceu por 3 sets a 1, na fase inicial da competição. Já a última partida ocorreu na semifinal da edição de 2025, com triunfo do elenco dirigido pelo técnico sérvio Nicola Grbić, em três parciais. Os dois times fizeram a final em 2021 e o Brasil sagrou-se campeão derrotando o oponente por 3 a 1.
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A seleção brasileira fez boa campanha na primeira fase da VNL masculina, terminando no primeiro lugar com 11 vitórias em 12 jogos. A única derrota aconteceu para Cuba na primeira semana da competição, na etapa do Rio de Janeiro. Com a liderança na primeira fase, o Brasil enfrentou a China, time de pior campanha. Os chineses se classificaram para a etapa final apenas na condição de donos da casa e perderam por 3 sets a 1 nas quartas de final. Na semifinal, os comandados do técnico Bernardinho tiveram a Polônia pela frente e terminaram derrotados por 3 sets a 0.
Detalhes do jogo
O primeiro set foi definido nos detalhes e com León decidindo em contra-ataque para a Polônia fechar em 28 a 26. O duelo iniciou equilibrado até o saque polonês construir liderança de quatro pontos: 18 a 14. Destaque para as passagens de Sasak e León. Os três atacantes de extremidade do Brasil começaram abaixo e Bernardinho trocou todos eles, com Alan dando lugar ao irmão Darlan, Arthur Bento na vaga Lukas Bergmann e, por fim, Lucarelli entrando para saída de Honorato. A seleção brasileira igualou em 22 a 22 com Cachopa efetivo no saque, mas os acertos em ações ofensivas pesaram para o rival: 14 a 11.
Na segunda, o Brasil cometeu mais erros e teve eficiência de ataque inferior ao da Polônia, que contou com Sasak decisivo (8 pontos e 58% de eficiência). Darlan foi o destaque brasileiro, mas a equipe não conseguiu frear o volume ofensivo adversário, que venceu por 25 a 19. Em seguida, os poloneses mantiveram o domínio, com protagonismo para o ponteiro Semeniuk e Kochanowski, que somaram dez pontos, cinco cada um. Pelo Brasil, Darlan foi o maior pontuador, com sete, mas teve aproveitamento baixo no ataque. O time brasileiro erros mais e teve menor eficiência ofensiva no revés por 25 a 21.