A capitã Gabi foi sincera ao desembarcar no Brasil após a derrota para a Itália por 3 sets a 1 na final da Liga das Nações de vôlei feminino. Em entrevista ainda no aeroporto de Guarulhos, ela não escondeu o sentimento de frustração por mais uma decisão sem título com a camisa da seleção: “Mais uma vez batemos na trave. É uma frustração muito grande”.
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A trajetória de Gabi com a seleção principal reforça o peso de suas palavras. Apesar das conquistas no Grand Prix – onde foi campeã em 2013, 2014 e 2016 -, a jogadora soma quatro vice-campeonatos na Liga das Nações (2019, 2021, 2022 e 2025), duas pratas olímpicas (Tóquio 2020 e Paris 2024) e uma prata em Campeonato Mundial (2022), além de um bronze em 2014. São campanhas de alto nível, mas com o título escapando sempre na reta final.
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“Quero ganhar, e as meninas também. A nossa mentalidade é essa, a gente tem trabalhado para isso”, resumiu a capitã, expressando o desejo coletivo da equipe de finalmente conquistar o ouro que tem escapado nas grandes decisões. Vale lembrar que este ano a seleção brasileira ainda disputa o Mundial a partir de 22 de agosto na Tailândia.
Erros contra Itália
Gabi refletiu sobre os erros cometidos na decisão contra a Itália, especialmente nos contra-ataques. “Erramos muito, perdemos oportunidades importantes. A seleção da Itália mostrou porque hoje é o time a ser batido. Conseguimos marcar várias jogadoras, mas elas terminaram o jogo praticamente com o time reserva. Precisamos entender o que está faltando para bater de frente nos momentos decisivos”, avaliou.
Apesar do vice, a ponteira destacou a evolução do grupo e o desempenho de atletas que ganharam espaço nesta temporada. Ela elogiou nomes como a líbero Marcelle e a central Julio Kudiess, que voltou muito bem de uma lesão complicada, além de reconhecer o desempenho de outras jogadoras jovens que integraram a equipe. “A gente não pode deixar de valorizar o processo que aconteceu nesse primeiro ano pensando já no ciclo de renovação”, disse.