Os confrontos entre Brasil e Argentina são sempre repletos de rivalidade independente da modalidade. Mesmo com a seleção brasileira geralmente levando a melhor no vôlei masculino, o time argentino sempre dificulta com vontade e se apoiando em suas virtudes. E, desta vez, não foi diferente. Nesta quarta-feira (16), a equipe comandada pelo técnico Bernardinho sofreu para bater os atletas dirigidos por Marcelo Mendez, treinador histórico do Sada Cruzeiro. O grupo capitaneado pelo central Flávio ganhou por 3 sets a 1, principalmente, por causa do melhor aproveitamento nas ações de ataque.
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“Brasil e Argentina é sempre clima de decisão, clássico sul-americano e tem sido assim nos últimos anos, com muita tensão, cobrança e eles souberam aproveitar isso em muitos momentos, de tirar a gente um pouco, erramos mais do que esperávamos em alguns momentos. O importante é que a gente soube dominar no final ali da metade do 4º set para frente e selar a vitória. Tivemos coisas positivas, como o saque, que entrou em alguns momentos, o passe controlou bem e o Cachopa, que variou bem as jogadas. Já o Bergmann falhou um pouco no ataque e pode crescer aí”, avaliou Bernardinho.
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Alan destaca saque na vitória contra Argentina
O oposto Alan finalizou o confronto diante da Argentina como maior pontuador, com 20 acertos. Principal nome do Brasil em pontuação, o atacante que veste a camisa 1 contribuiu com 18 pontos em ações ofensivas, um em bloqueio e mais um sacando. No total, a seleção brasileira fechou o duelo diante dos comandados de Marcelo Mendez com quatro aces contra três do rival, sendo dois do central Judson e mais um do Honorato. Com a vitória, o time dirigido por Bernardinho mantém a liderança isolada da Liga das Nações (VNL) com campanha de oito vitórias em nove jogos.
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“Jogar contra a Argentina nunca é fácil. A gente sabia que ganhar de 3 a 0 seria difícil, mas foi muito bem. A gente teve alguns altos e baixos. Começamos mal, depois melhoramos, buscamos no saque. É uma coisa que a gente tem treinado bastante, o saque. Então isso mostra que o time está no caminho certo. Como sempre, a equipe está evoluindo apesar de momentos de altos e baixos. Mas, tenho certeza que quando chegar lá na final a gente já vai ter achado o nosso nível”, afirmou Alan. O oposto é a maior pontuador do Brasil na VNL com 117 pontos e o 14º no total.
Bernardinho espera “pedreira” diante do Japão
Após superar a Argentina, sétimo colocado da VNL com cinco vitórias e quatro derrotas, o Brasil enfrenta o Japão na segunda partida da terceira etapa. Os comandados de Bernardinho jogam nesta semana em Chiba, no Japão, e folgam na rodada desta quinta-feira (17). O próximo compromisso acontecerá na sexta-feira (18) diante dos anfitriões, às 7h20 (horário de Brasília). O selecionado japonês venceu a Alemanha nesta quarta, por 3 sets a 1, e duela com a Argentina na quinta. Os donos da casa ocupam, no momento, a terceira posição, com trajetória de seis triunfos e três placares negativos.
“Essa foi a primeira partida dessa terceira etapa depois de duas semanas trabalhando, viajando, sem jogar. É reencontrar o ritmo e teremos o Japão em casa, que é uma pedreira, um dos principais times do mundo, jogando em casa e completo. Vai ser realmente difícil. Ainda não tem nada garantido matematicamente, portanto é correr atrás de vitórias. Então agora é treinar amanhã, alguns descansar, e poder preparar bem naquilo que for possível preparar, já que o Japão jogou muito mudado nas primeiras semanas”, comentou Bernardinho.
“Importante analisar esse jogo contra a Argentina para ver onde realmente pecamos, onde podíamos ter feito melhor e continuar na nossa busca de crescimento. Esse tem que ser o nosso foco principal, a nossa missão”, concluiu o treinador da seleção brasileira.