Os comandados de Bernardinho obedeceram o treinador! Na véspera dos jogos contra Itália e Polônia, o técnico disparou: “a gente tem que partir para dentro contra os grandes times para ver em que estágio do trabalho estamos”. Neste sábado (28), no primeiro dos dois duelos, o Brasil venceu a seleção italiana, por 3 sets a 2, parciais de 25/22, 21/25, 33/31, 17/25 e 15/13. O time capitaneado pelo central Flávio disputa a segunda etapa da Liga das Nações (VNL) em Chicago, nos Estados Unidos, e segue líder com seis vitórias em sete partidas. O oposto Alan liderou a pontuação do confronto com 31 acertos.
O Brasil encerra a segunda semana da VNL neste domingo (29) diante da Polônia, novamente às 18h. Ainda com uma partida a menos, a seleção polonesa figura, no momento, na vice-liderança, com trajetória de cinco triunfos em seis jogos. Brasil e Polônia já se enfrentaram na Liga das Nações de vôlei masculino em 11 oportunidades. Na história da Liga das Nações, o país europeu lidera no confronto com seis vitórias contra apenas cinco do selecionado brasileiro. Os dois times fizeram a final em 2021 e o Brasil sagrou-se campeão derrotando o oponente por 3 sets a 1.
- Leonardo de Deus e Laura Amaro serão os porta-bandeiras em Santa Fé 2026
- Campinas e Cruzeiro conhecem os adversários no Mundial de Clubes de Vôlei
- Número 1 do mundo, Guto Miguel avança à final do US Open juvenil
- Brasil avança com atletas às semifinais e garante sete medalhas no Japão
- Vitor Tavares faz história e lidera ranking mundial de parabadminton
Destaques da partida
O Brasil foi superior à Itália em dois dos três fundamentos que proporcionam pontos. Flávio e seus companheiros colocaram mais bolas no chão que os italianos em ações ofensivas (69 a 67) e em bloqueios (8 a 6). O único quesito em que os adversários terminaram com números melhores foi o saque, com 9 a 7 em aces. Dos 31 pontos de Alan, principal nome em acertos do jogo, o oposto fez 26 em ataques, quatro em bloqueios e um em ace. Na seleção brasileira mais dois atletas alcançaram dois dígitos: Honorato e Lukas Bergmann, ambos com 14.
Do outro lado, o maior pontuador foi o oposto Romano, com 24. Os ponteiros Michieletto e Lavia apareceram logo atrás com, respectivamente, 17 e 16. O último que superou o dígito único pela Itália foi o central Gargiulo, com dez. O Brasil volta a vencer a Itália já que, no último encontro, havia perdido na fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Até o momento na VNL, a seleção brasileira venceu Irã, Ucrânia, Eslovênia, Canadá, China e Itália. A única derrota aconteceu diante de Cuba.
Duelo entre bloqueio do Brasil e saque da Itália
De forma estratégica, o técnico Ferdinando De Giorgi escolheu iniciar a partida com Michieletto no saque. O ponteiro canhoto soltou pancadas no saque e fez a Itália abrir 4 a 1, gerando estragos na recepção do Brasil. No entanto, aos poucos, a seleção brasileira cresceu e mostrou poder de reação para se aproximar e empatar com bloqueios de Honorato. Mais adiante, os atletas dirigidos por Bernardino assumiram a dianteira no placar e construíram dois de vantagem pela primeira vez no 20 a 18 em contra-ataque confirmado por Judson. E, com bloqueio de Alan, o Brasil fechou em 25 a 22.
+ SIGA O OTD NO YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
O bloqueio foi determinante para o Brasil marcar 1 a 0 em sets, com 4 a 0 em tocos. Na pontuação, Alan e Romano lideraram com cinco. Lukas Bergmann e Gargiulo apareceram em seguida, ambos com quatro. Já no segundo set, o estrago italiano no saque foi irreversível. Romano e Gianelli tiveram passagens decisivas no serviço e a Itália passou a liderar por cinco na sequência do levantador: 14 a 9. Além disso, a seleção brasileira exagerou nos erros: 10 a 7. Ninguém pontuou mais que o oposto canhoto da Azzurra. Romano fez cinco, com Alan e Honorato anotando quatro cada um.
Alan e Honorato gigantes
A terceira parcial foi ainda mais equilibrada do que as duas anteriores. Apenas neste set, Alan anotou 15 pontos e teve papel determinante no triunfo por 33 a 31. Mas ele não brilhou sozinho. Honorato também apareceu de forma crucial empatando com ace em 24 a 24. Além disso, o ponteiro virou bolas decisivas no ataque quando Alan não pode ser acionado por algum motivo e entregou bons passes para que o levantador Fernando Cachopa pudesse ser preciso na distribuição. Lukas Bergmann, o outro ponteiro, foi mais discreto, mas fez os pontos finais. Primeiro, marcou em ataque. Em seguida, fechou o set com toco.
+ SIGA O CANAL DO OLIMPÍADA TODO DIA NO WHATSAPP
A eficiência ofensiva determinou o triunfo do Brasil na terceira parcial, com oito pontos a mais: 27 a 19. Alan marcou incríveis 15 pontos. Já Romano marcou sete e Honorato ajudou com seis. Apesar de estar atrás no placar, a Itália não se abalou. E mostrou isso no quarto set com enorme imposição pelo saque, mais uma vez. A seleção italiana anotou quatro pontos em aces contra apenas um da brasileira, destaque para Michieletto, Lavia, Romano e Giannelli. Os europeus também venceram em ataques (13 a 10) e em tocos (2 a 0). Michieletto liderou a pontuação com seis acertos.
Vitória de alto nível
Mesmo com a derrota no quarto set, o Brasil seguiu firme em quadra e iniciou de forma superior a parcial de desempate. Flávio mandou seu saque flutuante e Michieletto falhou, permitindo liderança da seleção brasileira por 5 a 3. No lance seguinte, Alan bloqueou Lavia e ampliou para 6 a 3. Com paredão bem ajustado, os comandados de Bernardinho deram mais um toco com Judson: 7 a 3. A desvantagem não assustou a Itália, que utilizou de sua maior virtude para voltar para o jogo: o saque. Os italianos chegaram a empatar, mas, no fim, perderam com erro de saque de Romano: 15 a 13. Alan voltou a brilhar e liderou em acertos no quinto set, com cinco.