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Novatas entram e mudam o jogo em vitória de virada do Brasil



Do banco de reservas ao protagonismo! Esse foi o sábado (7) de Jheovana e Luzia, decisivas na vitória de virada do Brasil diante da Alemanha pela Liga das Nações



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Jheovana entrou durante o jogo no lugar de Tainara e foi decisiva (Foto: FIVB)

Do banco de reservas ao protagonismo! Esse foi o sábado (7) de duas das novatas da seleção brasileira de vôlei feminino. O confronto entre Brasil e Alemanha pela terceira rodada da primeira semana da Liga das Nações (VNL) começou 13h30. Elas estavam acompanhando de fora, apoiando suas companheiras. Eis que o técnico Zé Roberto Guimarães as acionou e o jogo se transformou. As entradas delas mudou a história do duelo, contribuindo de forma decisiva na virada. A oposta Jheovana entrou antes e fez 14 pontos. Já a central Luzia assumiu a titularidade no quarto set e teve atuação determinante.

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Depois de superar República Tcheca e Estados Unidos por 3 sets a 0, o Brasil enfrentou mais dificuldades e, jogando diante de sua torcida no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, alcançou sua terceira vitória consecutiva na VNL ao superar a Alemanha por 3 a 2, parciais de 25/23, 21/25, 23/25, 25/20 e 15/8. O próximo e último adversário da primeira semana da competição será a Itália, neste domingo (8), às 10h, no mesmo local.

Jheovana no lugar de Tainara

Assim como nos dois jogos anteriores pela Liga das Nações, a titular na posição de oposto do Brasil foi Tainara. No entanto, a atacante estava com dificuldades de colocar bola e no chão e superar o bloqueio da Alemanha. Aos poucos, ela foi perdendo a confiança e perdendo efetividade. Foi neste momento que Zé Roberto optou pela troca simples da jogadora de 25 anos e 1,90m por Jheovana, novata de seleção adulta. A substituta, com seus 1,94m e 24 anos, entrou um pouco nervosa, mas, aos poucos, passou a ter mais eficiência nas ações ofensivas.

Jheovana foi questionada pelo Olimpíada Todo Dia (OTD) quais orientações recebeu de Zé Roberto quando foi chamada para entrar. “Tinha que estourar o bloqueio! A Tai (Tainara) mesma também estava me falando, na hora que a gente estava ali no banco, o Zé também falando, ‘olha para ver o que está acontecendo lá de fora, para quando entrar, tentar fazer diferente’. E é isso, acho que foi mais na vontade de estar querendo fazer e funcionou”, destacou a oposta, que não escondeu a felicidade pelo que vivenciou neste sábado.

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“Gente, é incrível, é outro mundo, é todo mundo sempre fala, só que só sente e sabe o que é quando a gente pisa aqui e vê o quão pesado é a camisa. Foi tudo muito legal! Estou muito feliz!”, finalizou a atleta ao OTD. Jheovana fechou a partida com 14 pontos, sendo 11 em ataques, dois em bloqueios e mais um saque.

Energia é com Luzia

O Brasil perdeu o terceiro set e a novidade de Zé Roberto para o quarto foi a entrada de Luzia na vaga de Julia Kudiess. Muitos talvez não tenham entendido, já que a central que vinha jogando aparecia com destaque no bloqueio, inclusive, liderava o Brasil no fundamento. No entanto, o treinador queria algo diferente e apostou na entrada de Luzia para isso. E ela entrou e logo na primeira bola que recebeu de Macris já cravou no ataque denominado tempo frente. Isso lhe deu confiança para seguir atuante e, no saque, desestruturou a recepção rival com bons direcionamentos e agressividade.

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“Bom, as meninas me ajudaram muito. E fui muito ajudada hoje pela torcida e também pela comissão. Todos confiaram em mim e fico muito feliz com isso. Eu tentei levar energia porque a gente estava precisando. E eu vi que todo mundo foi junto, todo mundo se abraçou e encarou o desafio. A gente treina muito, a gente precisa encarar essas situações, então fico feliz porque isso é fruto de treino, entrosamento e conversa. A gente precisava entrar com energia e falou: ‘olha, tie-break é um set mais curto e a gente não pode dar mole’, por isso, a gente foi com tudo”, disse Luzia ao OTD.

Entradas frequentes

Ela não foi protagonista como suas duas companheiras, mas também teve aparições importantes e tem entrado com frequência em quadra em situações específicas. A garota Aline Segato, de 19 anos, está sendo acionada por Zé Roberto em momentos que precisa de um saque de boa qualidade e, aos mesmo tempo, alguém que dê volume de jogo no sistema defensivo. A jogadora já teve papel fundamental no segundo set contra os Estados Unidos e no embate contra a Alemanha também funcionou bem quando esteve em ação.

“Ah, está sendo tudo muito bom, né? A torcida ajuda muito, é muito confortável, as meninas me deixam muito tranquila, então, eu estou muito feliz que a gente conseguiu a terceira vitória consecutiva. É muito importante para gente, para o time pegar rodagem, então fico bem contente. A galera joga junto com a gente, as meninas me deixam tranquila, então a equipe está de parabéns com mais esse resultado positivo”, comentou Aline Segato ao OTD.

O que Zé Roberto queria com a entrada de Luzia?

A situação do Brasil na partida não estava nada favorável. O selecionado brasileiro tinha vencido o primeiro set, mas, depois disso, passou a ser dominado pelo time alemão, que atuava sem ser tão pressionado. Zé Roberto já tinha tentado inversões 5-1, efetivou Jheovana no lugar de Tainara, mas ainda não tinha sido o suficiente. No breve intervalo entre a terceira e quarta parcial, o treinador optou por Luzia na vaga de Julia Kudiess em busca de modificações no cenário e isso acabou acontecendo.

“A ideia era, também, de mudar um pouco e ver uma situação de bloqueio e defesa, porque ela é uma excepcional bloqueadora, foi uma das melhores da Superliga, e a gente sabe do potencial que ela tem. A Luzia é uma jogadora que prende o ataque do rival ali pela frente. Ela vai evoluir ainda por trás da levantadora, na china, isso ela tem que treinar muito, mas a Macris encaixou as bolas dela pela frente e ela conseguiu virar bolas importantes”, analisou Zé Roberto ao OTD.

Mas não parou por aí o impacto de Luzia no jogo. “Ela quando foi para o saque, sacou bem. Lógico que sofre mais na defesa, mas acho que já está muito voluntariosa e isso tem ajudado bastante no desenvolvimento dela. É uma jogadora de meio com 1,97m, com envergadura interessante e, quando a gente quebrou o passe, tanto ela quanto a Lorena começaram a chegar mais equilibradas no bloqueio. Com isso, a gente começou não só a bloquear, como a tocar em mais bolas”, completou o treinador.

Do nervosismo ao destaque no quinto set

Jheovana também saiu da reserva para transformar a partida. Zé Roberto também avaliou a participação da oposta. “No 4º e 5º sets ela já foi um pouco melhor. Também achei ela um pouco nervosa no começo, cometendo alguns erros, querendo tirar muito no bloqueio, mas depois, à medida que o jogo foi passando, ela foi se equilibrando, foi desafogando também quando recebeu bolas e conseguiu virar, junto com a Aninha (Ana Cristina) e a Julia (Bergmann)”, disse o treinador.

Para completar, Zé Roberto discorreu sobre o que considerou que fez acontecer a mudança no cenário do duelo. “O nosso passe começou a funcionar melhor. Estouramos duas bolas no tie-break, mas acho que, se nós fizermos um recorte do meio do 4º para o 5º sets, a gente teve um percentual muito mais alto, possibilitando as centrais de receberem mais bolas. Acho que foi aí que a gente abriu espaço”, finalizou o treinador.

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