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Guilherme Paraense - Tiro Esportivo

Tiro Esportivo

Prova simulada marca 100 anos das primeiras medalhas do Brasil

Campeonato Brasileiro homenageia feito histórico simulando a prova vencida por Guilherme Paraense, em 1920

Equipe brasileira de Pistola Livre nos Jogos Olímpicos da Antuérpia 1920 (Afrânio da Costa/arquivo pessoal)

Prova simulada marca 100 anos das primeiras medalhas do Brasil

Em 2020, completam-se 100 anos das primeiras medalhas brasileiras em Olímpiadas, as três conquistadas no tiro esportivo, com destaque para o ouro de Guilherme Paraense. E para homenagear esse feito histórico uma prova especial comemorativa será realizada durante o Brasileiro de Tiro Esportivo. O campeonato será entre os dias 8 e 13 de dezembro, no Centro Militar de Tiro Esportivo (CMTE), no Rio de Janeiro

A prova comemorativa vai ser uma simulação do que ocorreu em 1920, nos Jogos Olímpicos da Antuérpia. Serão os mesmos detalhes das condições e regras da época, além de equipamentos similares aos usados por Guilherme Paraense, que conquistou a medalha de ouro no individual.

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No mesmo Jogos Olímpicos de 1920, o Brasil também conquistou a medalha de bronze por equipe na categoria pistola 50m com Guilherme Paraense, Afrânio Costa, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade, e a prata no individual na Pistola Livre 60 tiros por Afrânio.

História centenária

Em 1920, o Brasil fez sua estreia em Jogos Olímpicos, na Antuérpia, Bélgica. Para aqueles jogos, a equipe de tiro do Brasil foi formada por Afrânio Costa, Tenente Guilherme Paraense, Sebastiao Wolf, Fernando Soledade, Mário Machado, Tenente Demerval Peixoto e Dario Barbosa.

A equipe brasileira, no entanto, enfrentou várias dificuldades para participar da competição. A começar pela viagem de navio, que durou cerca de 28 dias, com os atletas em camarotes pequenos e com ventilação inadequada. Mesmo assim, a equipe brasileira seguiu treinando em alto mar.

Em uma escala em Lisboa, Portugal, a equipe decidiu seguir de trem até́ a Bélgica, receosa de que não chegariam à competição a tempo. Mas, na conexão em Bruxelas, a delegação descobriu que parte das armas e da munição havia sido furtada.

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Por causa do furto, os brasileiros tinham apenas 200 munições calibre 38, o que inviabilizaria a participação de mais de dois atletas nas competições. Afrânio Costa,fez amizade com os norte-americanos Alfred Lane e Raymond Bracken, que ofereceram parte de seu equipamento.

Após a superação dos problemas, Afrânio Costa conquistou a primeira medalha olímpica da história do Brasil, a prata na pistola livre 50 m. Posteriormente, no mesmo dia, ocorreu a competição por equipes e o Brasil brilhou com a conquista da medalha de bronze.

No dia seguinte, Guilherme Paraense, na prova da pistola rápida, conseguiu 274 pontos dos 300 possíveis. Assim, venceu o campeão mundial, o norte-americano Raymond Bracken, por dois pontos e conquistando a medalha de ouro.

A equipe de tiro, com todos os seus percalços, levou três medalhas olímpicas para casa. E Guilherme Paraense ainda conseguiu outro feito: foi o primeiro porta-bandeira do Brasil em Jogos Olímpicos.

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