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Pan 2019

Sem medalha no Pan e sem Tóquio, Emerson Duarte não desanima

No Pan de Lima, Emerson Duarte fica de fora da final da pistola de tiro rápido a 25 metros e desperdiça boa chance de competir por uma vaga em Tóquio.

emerson duarte tiro esportivo
Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

O tiro esportivo brasileiro teve uma quinta-feira (1) das mais cruéis na edição de Lima dos Jogos Pan-Americanos. Na pistola de tiro rápido a 25 metros, Emerson Duarte, que era um dos favoritos para estar na final, acabou caindo no segundo dia da classificatória e não se garantiu entre os seis finalistas.

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Além da briga pelo pódio, a final da pistola de tiro rápido a 25 metros dos Jogos Pan-Americanos ainda garantia duas vagas para Tóquio 2020, um caminho mais “tranquilo” para a próxima olimpíada. E para deixar tudo mais cruel, Emerson Duarte foi punido por atirar fora do tempo permitido e acabou zerando em um dos disparos, que acabou sendo definitivo para sua não classificação.

“Essa prova não é difícil porque a gente trabalha os 4 segundos, e a gente trabalha no limite para poder ter uma qualidade nos 5 tiros, não adiante eu atirar em 3 segundos, estaria dando um 0 à prestação. Então todos esperam e atiram no limite. Um décimo a mais e dá zero, eu atirei em 4.1s e não deu mais, tem uma tolerância, mas eu passei, e isso acontece, comigo e com todos. Acontece, quem não tá no limite não tem resultado”, disse um sereno Emerson Duarte após ficar de fora da briga pela medalha e pela vaga olímpica.

“A frustração vem porque o resultado veio abaixo do que a gente está treinando. Já bati recordes pessoais nas competições e já tive resultados ruins, tem que saber lidar com isso. a frustração no esporte é sempre maior do que os momento de glória. Então quando você vai bem e fica em segundo já é uma frustração. E, às vezes, você faz o resultado, mas acaba se lamentando porque poderia ter feito mais. Então tem que saber lidar com a frustração, o esporte é assim, tem dar a volta por cima, pensar no que aconteceu e como melhorar o treino para que não aconteça mais e é isso”

Apesar do desânimo e da avalanche de emoções, Emerson Duarte disse que só gostaria de descansar por uma semana e pensar no futuro com a cabeça mais tranquilo. Porém, o atirador não terá muito tempo. Afinal, um próximo desafio já se aproxima. “No fim de agosto e começo de setembro tem uma Copa no Rio, é o último evento internacional e que vale duas quotas para os jogos olímpicos, aqui (Lima 2019) também eram duas vagas, mas o nível é mais baixo. Aqui temos uns 4 atiradores de nível mundial. Na Copa do Mundo teremos, no mínimo, umas quatro vezes isso, e é a última chance para conquistar a quota olímpica. Então todos virão preparados para o Brasil, é a última chance. E aqui dá para fazer uma série ruim, na Copa do Mundo, não. Se você faz uma série ruim, você fica para trás, mas eu já fui para uma final e tudo possível”, comenta o atirador brasileiro.

E se o desafio é maior, o desempenho tem que ser maior e compatível com o dos adversários. “Você acaba jogando o jogo da competição, quando você está num nível mais forte, acaba trabalhando no seu limite e isso vira um incentivo. E quando a competição é de um nível mais baixo, talvez, mentalmente você não se esforce tanto, mas em uma Copa a tendência é de se doar mais na competição. Meu treino tá bom, meu treino está sólido, a minha técnica melhorou bastante, eu tenho possibilidade de fazer o resultado que faço no treino e se eu fizer isso, eu não preciso torcer contra ninguém. É só fazer minha parte que eu tenho chance também, completou Emerson Duarte.

 

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