Beatriz Haddad Maia garantiu vitória convincente diante da grega Maria Sakkari e avançou às oitavas de final do US Open 2025. A brasileira dominou o confronto desde o início, impondo solidez no saque e consistência nas trocas de bola. No jogo que começou mais tarde na atual edição, a representante do Brasil manteve a freguesia diante da adversária que sempre venceu na carreira. Com atuação firme, a melhor ranqueada do país na atualidade, número 22 da WTA, ganhou por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 6/2. Na próxima rodada, ela terá pela frente a estadunidense Amanda Anisimova, nona do mundo.
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A brasileira impôs pressão com devoluções agressivas e aproveitou bem as chances de quebra, convertendo quatro dos cinco break points que teve. A consistência foi outro diferencial: mesmo com apenas 61% de acerto no primeiro saque, Bia Haddad somou 83% de aproveitamento nos pontos disputados com esse fundamento, neutralizando qualquer tentativa de reação da rival. Foram 13 pontos de vantagem com o primeiro serviço: 25 a 12. A atleta do Brasil conquistou 58 pontos contra 32 da grega, venceu 22 dos 41 pontos de devolução (54%) e terminou a partida com dez bolas vencedoras e apenas sete erros não forçados contra 23 equívocos da rival.
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Atropelo com poucos erros na primeira parcial
No set de abertura contra Maria Sakkari, Bia Haddad mostrou enorme consistência para abrir vantagem e fechar em 6 a 1. A brasileira se destacou principalmente no saque, com 68% de aproveitamento no primeiro serviço e 79% dos pontos vencidos quando colocou a primeira bola em jogo (15/19). Ela fez dez pontos a mais que a grega desta forma: 15 a 5. Além disso, a melhor ranqueada do Brasil também foi eficiente nos momentos de pressão: salvou todos os break points que enfrentou (2/2) e aproveitou as chances de quebra, convertendo as duas chances que teve.
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Outro ponto importante do triunfo de Bia Haddad na primeira parcial foi a solidez nas devoluções. A brasileira venceu 58% dos pontos quando recebeu o saque da adversária (11/19), estatística que ilustra sua dominância diante de Maria Sakkari, que teve baixo rendimento com o primeiro serviço (apenas 36% dos pontos vencidos). A jogadora paulista, de 29 anos ainda se mostrou superior nas trocas de fundo, cometendo bem menos erros não forçados que a grega, com apenas três contra 12 da rival. E a número 22 do ranking da WTA fechou o set com saque e voleio firmes.
Devoluções como diferencial no segundo set
Bia Haddad manteve o domínio sobre Maria Sakkari na segunda parcial e fechou em 6 a 2. A brasileira conseguiu impor ritmo desde o início, quebrando o saque da adversária em momentos cruciais e administrando a vantagem até o fim. Sua consistência no fundo de quadra e a precisão nas devoluções de serviço foram determinantes para ampliar o controle do jogo, mesmo diante da agressividade da grega. Ela venceu 11 dos 22 pontos de devolução (50%) e obteve aproveitamento de 70% nos pontos disputados com o segundo saque.
Além disso, Bia Haddad manteve alta eficiência no primeiro serviço, vencendo 10 de 11 pontos quando colocou a primeira bola em quadra (91%). Para finalizar a ampla superioridade, a brasileira voltou a se mostrar consistente em quadra ao cometer apenas quatro erros contra 11 da grega. Essa combinação de solidez no saque e firmeza nas devoluções garantiu o triunfo no set e confirmou a vitória em sets diretos. O número de pontos em devoluções acabou sendo um diferencial, com 11 acertos rebatendo o saque da rival contra apenas quatro de Maria Sakkari.
Retrospecto contra as rivais
BiaHaddad aumentou a enorme vantagem no histórico diante da grega Maria Sakkari. Agora são cinco confrontos e a brasileira venceu todos. O primeiro ocorreu em 2014, no WTA de Mérida, no México, quando a brasileira ganhou nas quartas de final (6/3 e 6/1). Depois disso, a tenista paulista repetiu triunfo em Miami 2022 (4/6, 6/2 e 6/1), nas oitavas em Nottingham (grama) no mesmo ano (6/4, 4/6 e 6/3), e em Madri 2024, no saibro (duplo 6/4).
Já contra Amanda Anisimova, Bia Haddad tem retrospecto equilibrado. Até hoje, elas se enfrentaram três vezes, com duas vitórias para a estadunidense e uma para a brasileira. A adversária levou a melhor nas duas primeiras, em Bogotá 2019, na semifinal do torneio no saibro (4/6, 7/6 e 6/2), e também em Doha 2022, no piso duro (7/5 e 6/4). Já a vitória da tenista do Brasil aconteceu em Adelaide 2023, o mais recente entre eles, também no piso rápido. O duelo vencido por ela foi decidido em dois sets: 6/4 e 7/5.