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ex-jogador de tênis Boris Becker aprova cancelamento de US Open pela pandemia de coronavírus

Tênis

Ex-jogador Boris Becker é contra realização do US Open em agosto

Para o alemão, vencedor do torneio em 1989, seria imprudente realizar o Grand Slam em meio à pandemia do coronavírus

Boris Becker conquistou seis títulos de Grand Slam na carreira (Patrik Lundin/Getty Images)

Ex-jogador Boris Becker é contra realização do US Open em agosto

O ex-tenista Boris Becker, vencedor de seis Grand Slams e membro da Academia Laureus, mostrou-se contrário à realização do US Open, planejado para acontecer em Nova York de 24 de agosto a 13 de setembro.

“É o único Grand Slam que ainda está de pé, mas Nova York foi a cidade mais afetada pelo vírus há algumas semanas. Não acho sensato fazer um torneio por lá”, opinou o vencedor do US Open de 1989 ao site Laureus.com.

A preocupação do alemão tem fundamento. Os Estados Unidos já possuem 1,1 milhão de contaminados pela Covid-19 e mais de 66 mil mortes confirmadas. A cidade de Nova York soma mais de 170 mil casos e mais de 13 mil mortes pela doença.

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O torneio americano, tradicionalmente o último dos Grand Slam do ano, ainda não foi adiado ou cancelado, mas os organizadores devem se pronunciar até o próximo mês. O chefe executivo da federação norte-americana de tênis, Mike Dowse, já afirmou em abril que é “muito improvável” que os jogos sejam realizados sem espectadores.

Os Grand Slam de Wimbledon e Roland Garros já foram afetados pela pandemia do coronavírus. O torneio inglês foi cancelado pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial e o campeonato de saibro francês foi adiada para setembro, com possível nova mudança de data.

União de ATP e WTA

Boris Becker também aproveitou a oportunidade para concordar com a opinião do suíço Roger Federer de que a ATP e a WTA deveriam se fundir em uma entidade única.

“Quando sairmos do túnel, o novo normal será diferente. Ainda estamos em posição de controlar o futuro se nos unirmos e trabalharmos juntos”, afirmou o ex-jogador. “Sempre progredimos de acordo com os tempos em que vivemos, com direitos iguais nas quadras de tênis. Portanto, uma organização conjunta – ATP e WTA – seria o próximo passo”.

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