2025 pode consagrar um trabalhador brasileiro das águas: Yago Dora. Assim, o catarinense, que nunca esteve entre os finalistas de uma temporada na WSL, está há uma bateria de aumentar a galeria de campeões da “Brazilian Storm”. Uma batalha que vem galgando degraus mais altos ano após ano. No mínimo, o vice-campeonato mundial já está assegurado, mas, independente do adversário, o surfista vai trabalhar mais para perpetuar seu nome no topo.
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Yago Dora é um batalhador, daqueles que olha lá na frente e encontra no horizonte um futuro promissor. Desse modo, vem escrevendo sua história na WSL. Desde de 2012 oscila entre o circuito de acesso e a elite dos profissionais. Em 2017, seu primeiro ano na primeira divisão do Campeonato Mundial, finalizou com a 36ª colocação.
Em seguida, foi melhorando até que em 2021 terminou no Top-10, com a nona colocação. No ano seguinte, regrediu, porém continuou remando nas duas temporadas seguintes, quando ficou em sétimo e sexto, respectivamente. Ou seja, bateu na trave algumas vezes para entrar no Finals da WSL. Em 2025, quando terminou a primeira etapa em Pipeline na 33ª colocação, talvez nem o próprio Yago imaginasse que seria o primeiro do ranking.
O topo é logo ali
Com 11 etapas percorridas e sendo vencedor em Portugal e Trestles e finalista em Jeffrey’s Bay, Yago mostrou consistência e perseverança. Agora é finalista e aguarda para saber quem será seu adversário. O brasileiro entende que chegou no ponto mais alto de sua carreira: “Isso é o ápice do nosso esporte, é o que todo surfista profissional, competidor está buscando. Estar na elite, disputando um título mundial, tendo a chance de conquistar esse título. É algo que trabalho há muitos anos para chegar nessa posição. É um trabalho de muitos anos, muita dedicação que temos para chegar até aqui. Então, é a coroação do nosso trabalho, é o ápice do nosso esporte e o momento mais importante da temporada. Assim, eu estou bem animado para dar meu melhor ano dia do final”.
Como um trabalhador disciplinado, Yago chegou cedo para o local onde tem que desempenhar sua função. “Vim do Tahiti direto para Fiji, quis chegar o mais cedo que eu pudesse. Logo quando cheguei, apareceu um ‘swell’ aqui, pegamos uns três dias de boas ondas. Foi muito bom, porque pude testar várias pranchas, me adaptar ao pico e ao ‘line-up’, entender como a onda está rolando. É uma condição parecida para o dia do campeonato, então foi importante vir cedo para cá”.
Meta alcançada com louvor
Yago garante que superou as expectativas iniciais de chegar ao Finals: “Estou muito feliz de chegar aqui nessa posição. Uma das minhas metas era chegar aqui bem colocado. Não só chegar nas finais, mas chegar, pelo menos, entre as três primeiras colocações e saiu melhor que a encomenda. Consegui ter uma temporada muito consistente, muito boa durante o circuito e estou muito feliz.”
Em seu balanço, o catarinense avalia que cresceu no melhor momento da temporada: “Assumi a liderança na hora certa, na reta final e tendo essa certa vantagem para esse último evento é algo bem importante. E a onda em si, de CloudBreak, encaixa muito com o meu surf, é o tipo de onda que amo surfar. É uma onda para a esquerda, tubular, tem manobra também, então é uma onda de linha que proporciona bastante usar a nossa leitura de onda, a nossa criatividade e esse é o estilo de surf que gosto de fazer”.
Descanso da mente
Para ter o sucesso nas ondas e buscar o título inédito, o trabalhador Yago sabe encontrar um refúgio de sossego para limpar a cabeça. “Pratico yoga já há algum tempo. Faço bastante respiração, meditação, visualização. Faço prática completa e isso me ajuda muito a manter a minha cabeça no lugar. Estar calmo, estar com o foco afiado para os dias de competição é algo que eu faço toda manhã. Assim, durante a jornada de campeonatos, tenho que fazer pelo menos uns 20 minutos de manhã cedo, antes de começar o dia, e acho que tem me ajudado bastante”.
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“Para mim, o surfe, em si, já é um lugar que traz esse foco, essa paz, onde a mente foca só naquilo. Estamos surfando e só pensando no momento presente, ter mais o adicional do yoga tem me ajudado bastante”, finalizou. Feliz é aquele que encontra em seu trabalho os momentos para se divertir e torna sua jornada mais leve. Será ainda mais especial com a coroação do nome Yago no troféu de funcionário do ano.