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Ítalo Ferreira vê trajetória em Fiji: “Será uma surf trip, um desafio”



Campeão Olímpico e Mundial, Ítalo Ferreira conhece os caminhos para o título e revela que prefere competir desde a bateria inicial do Finals



Na imagem, Ítalo Ferreira passando pela espuma da onda.
Ítalo Ferreira passando pela espuma da onda. Foto: Instagram @italoferreira

Campeão olímpico, mundial, futuro pai e surfista que não leva desaforo. Logicamente, Ítalo Ferreira é muito mais do que um atleta da “Brazilian Storm”, com personalidade forte e focado para buscar o bi-mundial em Cloudbreak, Fiji. Já na ilha do Pacífico e aguardando a primeira chamada da janela para o dia 27 lá (ou 26 aqui), o potiguar revela gostar do desafio de partir da quinta colocação.

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Inicialmente, Ítalo teve um começo de temporada digno de um campeão, tal como foi em 2019. Nesse ano de 2025 ficou entre os cinco primeiros nas quarto primeiras etapas, inclusive venceu em Abu Dhabi. No entanto, não sustentou a regularidade com três etapas seguidas ficando em 17º. Mesmo assim, voltou a apresentar manobras que o colocou nas quartas de mais duas das quatro etapas restantes. Somou os pontos necessários para se classificar ao Finals da WSL.

Histórico de crescentes

Contudo, para chegar ao título pela segunda vez em sua história, vai precisar de um feito que nenhum surfista conseguiu. Vencer todas as quatro baterias que tem pela frente de forma seguida. Desde 2021, quando se estipulou esse formato, no qual o quinto precisa “subir a escada” das colocações, Ítalo partiu de quinto e perdeu apenas na final em 2024. Sucumbiu para o primeiro colocado, o havaiano John John Florence.

Anteriormente, em 2022, também partiu da primeira bateria, mas como quarto colocado. Chegou à final e perdeu para Filipe Toledo. Na única vez que partiu de degraus acima, já na semifinal como segundo colocado, perdeu para o mesmo Filipinho. Então, o potiguar gosta de sentir as ondas e aquecer para o momento mais importante partindo de baixo:

“De alguma forma, saindo de baixo, realmente você consegue manter um ritmo e você vai ganhando confiança durante todas as baterias até chegar no final. É claro que, dependendo do lugar, realmente exige mais do seu corpo, da sua mente, do seu preparo físico e foi o que eu fiz nos últimos dias,” explicou Ítalo.

Condições diferentes

“Eu tenho me preparado fisicamente para essa competição. Sei que vai ser um dia muito clássico, as escolhas de ondas será diferencial nessas condições. Então, isso realmente te deixa um pouco mais atento nas decisões. Será bem diferente das outras Finals, em Trestles, que você tinha opções de direita e esquerda e você voltava muito rápido para o pico, existia uma troca de notas e uma movimentação muito intensa durante a bateria”, alertou Ítalo.

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“Aqui realmente, dependendo das condições, é um pouco mais tranquilo, mais calmo na hora da escolha, para decidir a hora que você precisa trocar uma nota ou na hora que você precisa jogar o jogo, para que use a prioridade no momento certo. É claro que aqui a competição vai rolar no melhor dia, então isso será uma surf trip, praticamente, porque, no meu caso, vou entrar de manhã e finalizar a competição no final do dia. É um desafio bem divertido, porque, algumas vezes, acabei chegando bem próximo, mas eu sei da capacidade que tenho para escalar essa luta”, assegurou o surfista.

Condutas na água

Na coletiva virtual que Ítalo participou diretamente do local de competição, ainda deu tempo para que respondesse mais duas perguntas. Falou da polêmica contra o rival da primeira rodada, o australiano Jack Robinson, que extrapolaria o limite de competidor. E também fez um balanço da temporada.

“São coisas que acontecem, sim, durante as competições. Realmente não é um jogo que eu supostamente faria, vencer uma bateria, e sim tentaria surfar de fato. Mas faz parte dessa estratégia de cada um. Quando acontece algo que entra no momento em que pode ser decisivo, por parte dos juízes, e não é aplicado, isso acaba alterando a sua estratégia e o teu momento ali na bateria. Não é porque o cara que entrou na tua cabeça, mas sim, acaba tendo que modificar essa estratégia por algo que não rolou no momento e que supostamente teria sido diferente”, comentou enigmático

Ítalo assegurou que essa polêmica vai lhe dar um combustível a mais: “Isso é bom porque te dá um pouco mais de ódio para conquistar o que você quer. Então, os caras esquecem que, quanto mais eles tentam fazer alguma coisa comigo, pior fica. É algo positivo também para mim. Acho que estava precisando de um ‘gászinho’ a mais”.

A temporada

“Principalmente no início, onde eu consegui ter grandes bons resultados, que me mantiveram no topo do ranking por alguns momentos. Esfriou um pouco no meio da temporada, não consegui encaixar bons resultados. Isso fez com que desequilibrasse um pouco, depois eu consegui alguns outros resultados e me mantive no Top 5”, avaliou Ítalo.

“Adoraria ter continuado no topo de alguma forma para poder chegar aqui em uma posição melhor. Mas isso também não tira a oportunidade de repetir o que eu tenho feito no passado, de sair do quinto e buscar o primeiro lugar. Isso me motiva bem mais, pelo fato de ter grandes desafios durante a jornada o dia todo e conquistar o título. Claro que das últimas duas vezes foi bem próximo. E espero que aqui consiga performar de verdade e que seja diferente dessa vez”, concluiu.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!, passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Liga Nacional de Basquete e N Sports. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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