A temporada de 2025 veio para consolidar Yago Dora como um sério candidato ao título da Liga Mundial de Surfe (WSL). Desde sua primeira vitória no Championship Tour (CT), em 2023, o brasileiro vem em uma crescente no circuito. Agora, ele chega para a última etapa classificatória com a possibilidade de garantir a lycra amarela para o Finals.
Entretanto, tal processo de evolução exigiu decisões difíceis para o surfista de 29 anos, que fez sua estreia no CT em 2018. A maior delas foi a mudança em sua comissão técnica. Filho do renomado treinador Leonardo Dora, conhecido como Grilão, Yago optou por tomar as “rédeas” da sua carreira para fazer voo solo sem o seu pai no comando técnico.



“Sinto que o ano passado foi o ano dessa transição, onde eu comecei a tomar algumas decisões, fazer algumas mudanças da minha carreira e a assumir mais as rédeas da minha carreira. Sempre fiquei muito sob a tutela do meu pai e a gente conquistou muita coisa juntos, mas agora, eu com 29 anos, já um adulto, senti essa necessidade de tomar as rédeas. Eu ser o responsável pelo meu futuro e ter mais responsabilidade pelas minhas coisas”, contou Yago em coletiva promovida pela WSL Brasil.
“Foi um processo difícil para ambos. Para mim, de tomar a decisão, e para ele, de enxergar que isso poderia ser algo positivo para minha carreira”
Yago Dora
Em 2024, Yago Dora bateu na trave na busca por uma vaga no Finals. O brasileiro acabou a temporada com a 6ª posição e ficou de fora do top-5. As coisas mudaram em 2025 e ele venceu duas de três finais de evento para chegar à última etapa da fase classificatória com a vaga assegurada.
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“Foi um processo que foi acontecendo durante o ano passado. Depois da temporada, eu já decidi tomar a decisão. A gente sabe que tem todo o afeto de pai e filho. Foi um processo difícil para ambos. Para mim, de tomar a decisão, e para ele, de enxergar que isso poderia ser algo positivo para minha carreira”, completou.
Nova relação
Além do filho, Leandro Dora também orienta outros surfistas do Championship Tour, como o australiano Jack Robinson, a costa-ricense Brisa Hennessy e a brasileira Luana Silva. Apesar da decisão difícil, Yago não foi muito longe para buscar um novo treinador.
“Foi algo muito positivo para mim, os resultados mostram isso. Estou tendo um trabalho incrível com Leandro Da Silva. A gente já se conhece desde criança. Já fizemos alguns campeonatos juntos, quando eu era moleque ainda. Então a gente tem uma conexão muito boa, foi muito fácil de se adaptar ao novo trabalho. Tem sido bom lidar com essa relação de uma maneira diferente”, explicou.
Atualmente na liderança do ranking, Yago Dora precisa chegar à final da Etapa da WSL em Teahuppo para garantir a lycra amarela no Finals. Dessa forma, ele só precisaria vencer uma bateria para se tornar campeão mundial. Ele também pode se garantir na liderança em outros cenários. O evento no Taiti tem a primeira chamada marcada para esta quinta-feira (7), a partir das 14h (de Brasília).
Contudo. Além disso. Todavia. Atualmente. Enquanto. Assim. Porém. Mas. Contudo. Além disso. Todavia. Atualmente. Enquanto. Assim. Porém. Mas.