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Ventos fortes e ondas mexidas adiam etapa de Pipeline

WSL/DIVULGAÇÃO

Depois da disputa das triagens na sexta-feira e dois dias de adiamento por conta das condições climáticas, última etapa do Mundial de surfe começa nesta segunda-feira em Pipeline, no Havaí.

A etapa de Pipeline, no Havaí, a última e decisiva do Mundial de surfe começou nesta sexta-feira com a disputa dos trials, mas o início da decisão do título do World Surf League Championship Tour 2017 ficou foi adiado por causa da condição ruim das ondas em Pipeline nos dois últimos dias: mar muito mexido, com ventos fortes. Segundo o comissário da WSL, as expectativas a partir desta segunda são de condições excelentes. A próxima chamada está marcada para 15h no horário de Brasília.

A batalha principal é pelo bicampeonato mundial entre Gabriel Medina e o líder John John Florence, mas Jordy Smith e Julian Wilson também têm chances de um primeiro título. A expectativa é de que a decisão aconteça com grandes ondas em Banzai Pipeline, onde também serão definidas as últimas vagas na lista dos 34 surfistas que irão participar do CT no ano que vem.

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O primeiro dia, a sexta-feira, ficou reservado para o Pipe Invitational, competição especial com 32 surfistas disputando as duas vagas de convidados para o Billabong Pipe Masters. Os dois vencedores, Dusty Payne e Benji Brand, irão completar as baterias dos principais concorrentes ao título mundial deste ano. Campeão, Payne vai disputar a sexta bateria co John John Florence e Wiggolly Dantas. Já Brand vai ter pela frente os brasileiros Gabriel Medina e Miguel Pupo na quinta bateria.

Para Medina entrar na briga pelo bicampeonato mundial, precisa chegar nas quartas de final para superar os atuais 53.350 pontos do líder, John John Florence. Jordy Smith só consegue isso se passar para a grande final e para Julian Wilson só interessa a vitória no Billabong Pipe Masters. Se John John passar da terceira fase, Medina já terá que ser finalista, Smith vencer o campeonato e Julian Wilson sai da briga do título. Caso John John chegue nas quartas de final, acaba com as chances de Jordy Smith e Medina vai precisar vencer o Pipe Masters, mesma situação se o havaiano parar nas semifinais. Se passar para a final, John John confirma o bicampeonato consecutivo no World Surf League Championship Tour 2017.

O havaiano entra na bateria seguinte a do Medina, junto com o 24.o do ranking, Wiggolly Dantas, e outro classificado no Pipe Invitational na sexta-feira. Guigui, Pupo e ainda o potiguar Italo Ferreira em 25.o lugar, precisam no mínimo passar da terceira fase em Pipeline, para superar a pontuação atual dos três últimos colocados no G-22 de uma vez só, os norte-americanos Kanoa Igarashi (20.o) e Conner Coffin (21.o) e o australiano Bede Durbidge (22.o). Dos seis envolvidos nesta briga direta, Kanoa e Italo são os únicos que também têm suas vagas para o CT 2018 na relação dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series.

Italo Ferreira foi escalado na última bateria da primeira fase, com o tricampeão mundial Mick Fanning e o português Frederico Morais. Na primeira, está outro potiguar, Jadson André, para quem a condição mínima para entrar no G-22 e se manter no CT, é a vitória no Billabong Pipe Masters. Ele vai disputar a primeira classificação direta para a terceira fase com o australiano Matt Wilkinson e o francês Jeremy Flores. Kanoa Igarashi entra na segunda bateria, Conner Coffin na terceira e Bede Durbidge na quarta. Os dois últimos da lista já encarando dois concorrentes ao título mundial, Julian Wilson e Jordy Smith, respectivamente.

O Brasil volta a se apresentar em dose dupla na quinta bateria, com Gabriel Medina e Miguel Pupo estreando juntos com um dos vencedores do Pipe Invitational. Depois tem Wiggolly Dantas com John John Florence e na sétima mais dois brasileiros disputando uma vaga para a terceira fase, o campeão mundial Adriano de Souza e Caio Ibelli, contra o australiano Jack Freestone. A oitava marca o retorno de Kelly Slater às competições e na seguinte tem Filipe Toledo com o defensor do título do Billabong Pipe Masters, Michel Bourez, e Ezekiel Lau.

Na décima bateria, Ian Gouveia precisando chegar no mínimo nas semifinais para entrar na zona de classificação para o CT 2018, enfrenta dois já garantidos, o havaiano Sebastian Zietz e o australiano Adrian Buchan. Depois do pernambucano, o potiguar Italo Ferreira fecha a participação brasileira na primeira fase na última bateria com Mick Fanning e Frederico Morais.

G-10 DO QS – O Pipe Masters também será acompanhado de perto por um brasileiro que ficou na expectativa da confirmação da sua vaga no CT 2018. O WSL Qualifying Series foi encerrado em Sunset Beach com o cearense Michael Rodrigues fechando a lista dos dez indicados para completar a elite dos top-34 da World Surf League. Mas, isto só porque Kanoa Igarashi ficou em terceiro lugar no QS e ocupa a vigésima posição no CT, entre os 22 que permanecem na elite. Porém, caso o norte-americano saia deste grupo em Pipeline, terá que usar a vaga do QS que estava ficando para Michael Rodrigues, 11.o colocado no QS 2017.

Por outro lado, o cearense poderá ficar na lista ainda se Italo Ferreira ou o havaiano Ezekiel Lau entrarem nos top-22 do CT, pois ambos estão à sua frente no QS e dispensariam a classificação pelo ranking de acesso. Mesmo assim, o Brasil já garantiu metade das vagas no G-10, com Italo Ferreira confirmando a sua em Sunset Beach e quatro estreantes na “seleção brasileira” do ano que vem, o paulista Jessé Mendes e os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora e Willian Cardoso. O cearense Michael Rodrigues poderá ser outra novidade para se juntar aos já garantidos entre os top-22 do CT, Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo e Caio Ibelli.

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