O Brasil será representado por Jorge Henrique Vides e Renan Gallina nos 200 m masculino dos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023. O país não conquista uma medalha na prova desde Guadalajara-2011. Em Lima-2019, nenhum brasileiro conseguiu chegar à final.
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Nossos pódios

O Brasil é o terceiro maior vencedor dos 200m rasos dos Jogos Pan-Americanos. Com dois ouros, uma prata e dois bronzes, o país fica atrás apenas de Estados Unidos e Cuba. Além das duas medalhas conquistadas por Robson Caetano (veja abaixo), os brasileiros comemoraram o ouro de Claudinei Quirino em Winnipeg 1999 e os bronzes de André Domingos em Santo Domingo 2003 e de Bruno Lins em Guadalajara 2011.
A estrela dos Jogos

O brasileiro Robson Caetano é ao lado de James Gilkes, de Guiana, o maior vencedor dos 200m rasos masculino da história dos Jogos Pan-Americanos. Ele foi prata em Indianápolis 1987, perdendo apenas para o americano Floyd Heard. Quatro anos depois, em Havana, Robson Caetano ficou com a medalha de ouro ao vencer a prova com a marca de 20s15. Com o resultado, o brasileiro igualou James Gilkes, que foi ouro em 1975 e prata em 1979. Apesar do destaque para os dois atletas, os Estados Unidos é o país com mais medalhas: seis ouros, nove pratas e quatro bronzes, seguido por Cuba com quatro ouros uma prata e dois bronzes.
Medalhistas
| ANO | TEMPO | TEMPO | TEMPO | |||
| 1951 | Rafael Fortún | 21.30 | Art Bragg | 21.4 | Herb McKenley | |
| 1955 | Rod Richard | 20.94 | Charles Thomas | 21.42 | José Telles da Conceição Mike Agostini | 21.66 21.67 |
| 1959 | Ray Norton | 20.6 | Les Carney | 21.1 | Mike Agostini | 21.1 |
| 1963 | Rafael Romero | 21.23 | Ollan Cassell | 21.23 | Arquímedes Herrera | 21.23 |
| 1967 | John Carlos | 20.5 | Jerry Bright | 20.9 | Pablo Montes | 21.0 |
| 1971 | Don Quarrie | 19.86 | Marshall Dill | 20.39 | Edwin Roberts | 20.39 |
| 1975 | James Gilkes | 20.43 | Larry Brown | 20.69 | Mike Sands | 20.98 |
| 1979 | Silvio Leonard | 20.37 | James Gilkes | 20.46 | Don Coleman | 20.56 |
| 1983 | Elliott Quow | 20.42 | Leandro Peñalver | 20.53 | Bernie Jackson | 20.81 |
| 1987 | Floyd Heard | 20.25 | Robson Caetano | 20.49 | Wallace Spearmon | 20.53 |
| 1991 | Robson Caetano | 20.15 | Kevin Little | 20.63 | Félix Stevens | 20.76 |
| 1995 | Iván García | 20.29 | Andrew Tynes | 20.33 | Sebastián Keitel | 20.55 |
| 1999 | Claudinei Quirino | 20.30 | Curtis Perry | 20.58 | Sebastián Keitel | 20.82 |
| 2003 | Kenneth Brokenburr | 20.42 | Christopher Williams | 20.54 | André Domingos | 20.68 |
| 2007 | Brendan Christian | 20.37 | Marvin Anderson | 20.38 | Rubin Williams | 20.57 |
| 2011 | Roberto Skyers | 20.37 | Lansford Spence | 20.38 | Bruno Lins | 20.45 |
| 2015 | Andre De Grasse | 19.88 | Rasheed Dwyer | 19.90 | Alonso Edward | 19.90 |
| 2019 | Alex Quiñónez | 20.27 | Jereem Richards | 20.38 | Yancarlos Martínez | 20.44 |
Quadro de medalhas
A prova
200 metros rasos é uma modalidade olímpica de corrida de velocidade no atletismo. Disputada em metade de uma pista padrão de 400 metros, os atletas largam de blocos firmados no chão e correm dentro de raias marcadas na pista. Esta prova começa numa das curvas e termina na reta da meta, particularidade que exige o treino de uma combinação de técnicas, que não está presente nos 100 metros (disputados numa linha reta).
Provas disputadas com uma velocidade de vento favorável maior que 2 m/s não são aceitáveis para a homologação de recordes. Sensores colocados no bloco de largada marcam o tempo de reação dos atletas ao sinal de largada; um tempo de reação inferior a 0.1s é considerado como largada falsa, os velocistas chamados de volta à largada e o responsável desclassificado. Um atleta também pode ser desclassificado caso pise fora da linha que delimita sua raia de corrida