Capital Paulista recebe decisão da segunda divisão do circuito mundial, com Yaras em busca de recuperação e vaga no World Championship
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O Brasil voltará a ser palco de uma etapa do Circuito Mundial de Rugby Sevens feminino. Nos dias 28 e 29 de março, São Paulo sediará a etapa final do SVNS 2, a segunda divisão do circuito mundial, reunindo seis seleções femininas que brigam por vaga na fase decisiva da temporada.
As últimas equipes classificadas para o SVNS 2 foram definidas no último fim de semana, em Dubai, com a disputa do SVNS 3, a terceira divisão da competição. No feminino, África do Sul e Argentina garantiram as duas vagas restantes e se juntam ao Brasil, à China, à Espanha e ao Quênia no circuito de 2026.
O SVNS 2 é composto por três etapas, que acontecem em:
- 14 e 15 de fevereiro – Nairóbi (Quênia)
- 21 e 22 de março – Montevidéu (Uruguai)
- 28 e 29 de março – São Paulo (Brasil)
Ao final do circuito, quatro seleções femininas avançam para o SVNS World Championship, fase que reúne equipes do SVNS 1 e do SVNS 2 na disputa pelo título mundial da modalidade.
Seleção brasileira busca retomada no cenário mundial
A seleção feminina brasileira de rugby sevens, as Yaras, atravessa um momento de reconstrução no cenário internacional. Após anos figurando entre as equipes da elite mundial, o Brasil acabou rebaixado e agora tenta retomar espaço entre as principais seleções da modalidade.
Jogando em casa na etapa decisiva do SVNS 2, e sob o comando de Crystal Kaua, Neozelandesa e ex-treinadora da seleção de rugby sevens do seu país, o Brasil terá uma oportunidade importante não apenas de buscar a classificação para o World Championship, mas também de ganhar confiança diante da torcida e mostrar evolução em um ciclo que já mira os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Histórico: Brasil já foi sede em 2014 e 2015

Esta será a terceira vez que o Brasil recebe uma etapa do Circuito Mundial de Rugby Sevens feminino. O país foi sede em 2014 e 2015, período em que fazia parte do grupo de elite da modalidade.
Naquele momento, a escolha do Brasil como sede teve dois objetivos principais: premiar o bom desempenho da seleção brasileira no circuito e permitir que as principais seleções do mundo se adaptassem às condições climáticas do país, já que o rugby sevens estrearia nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
As etapas realizadas antes da Olimpíada foram consideradas estratégicas pela então World Rugby e ajudaram a consolidar o Brasil como um polo importante do rugby sevens no cenário internacional.
Definições recentes no SVNS 3
No SVNS 3 feminino, disputado em Dubai, a África do Sul ficou com o título ao vencer a Argentina na final por 12 a 5. As sul-africanas garantiram vaga no SVNS 2 ao derrotarem a Polônia por 36 a 5, enquanto as argentinas avançaram após vitória sobre a Tchéquia por 22 a 12.
Além da África do Sul e da Argentina, o torneio feminino contou com a República Tcheca, Polônia, Colômbia, Tailândia, Samoa e México.
Quem já está na Elite do Mundial
No topo do circuito mundial — a primeira divisão do SVNS — estão algumas das seleções mais tradicionais do rugby sevens feminino. Na temporada 2025-26, as equipes que compõem a elite do World Championship incluem Austrália, Canadá, Fiji, França, Grã-Bretanha, Japão, Nova Zelândia e Estados Unidos. Essas seleções disputam as principais etapas da SVNS ao longo da temporada e representam a nata do rugby sevens mundial, frequentemente entre as favoritas também em competições como os Jogos Olímpicos e o HSBC SVNS World Championship.
A etapa de São Paulo do SVNS 2 promete ser decisiva tanto para o futuro das Yaras quanto para o cenário do rugby sevens feminino internacional. Além de recolocar o Brasil no centro do circuito mundial, o torneio marca mais um passo na tentativa da seleção de voltar a figurar entre a elite da modalidade.
Os detalhes do torneio, como local exato e venda de ingressos, ainda serão divulgados pela organização.