O rúgbi feminino brasileiro percorreu um longo caminho até alcançar, em 2025, a inédita participação na Copa do Mundo de XV. O torneio na Inglaterra marca não apenas a estreia do Brasil em um dos maiores palcos do esporte mundial, mas também um marco histórico para a modalidade no país.
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🌱 Primeiros passos no país
O rúgbi chegou ao Brasil ainda no século XIX, mas o desenvolvimento feminino demorou algumas décadas. Somente nos anos 1980 surgiram as primeiras equipes femininas em clubes. A trajetória internacional começou no sevens, versão olímpica da modalidade, quando a seleção foi formada em 2004. No XV, o primeiro test match do Brasil foi disputado em 2008, contra a Holanda, em Amsterdã.
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🏉 Consolidação no rúgbi sevens
Com a criação da seleção de sevens, as brasileiras — apelidadas de Yaras em 2014 — rapidamente se tornaram referência continental. São 21 títulos sul-americanos desde 2004, além de participações em todas as edições dos Jogos Olímpicos e das Copas do Mundo de Sevens.
O desempenho no circuito mundial garantiu visibilidade, incentivou projetos sociais e abriu caminho para a formação de gerações de atletas. Muitas das jogadoras que hoje defendem o Brasil no XV têm passagem pelo sevens, como Luiza Campos, Raquel Kochhann, Bianca Silva, Isadora Lopes e Mariana Nicolau.
🇧🇷 Evolução no rúgbi XV
Se no sevens o Brasil já era competitivo, no XV o processo foi mais gradual. Depois da estreia em 2008, o time ficou anos sem compromissos oficiais e só voltou a disputar jogos internacionais em 2019, contra a Colômbia.
De lá para cá, a seleção disputou 15 test matches, conquistando vitórias históricas sobre Portugal (2023) e sobre a própria Colômbia (2024), em Assunção. O triunfo por 34 a 13 sobre as colombianas rendeu a classificação inédita para a Copa do Mundo de 2025.
✨ A lenda da Yara e a identidade
Desde 2014, a seleção feminina de rúgbi é conhecida como Yaras, em referência à lenda indígena da sereia amazônica que protege as águas e simboliza força, mistério e ancestralidade. O apelido reforça a conexão do time com a cultura brasileira e inspira novas gerações de meninas no esporte.
🚀 Da classificação ao Mundial
A preparação para a Copa do Mundo envolveu treinos regulares desde o início de 2024, com amistosos contra seleções europeias e norte-americanas. Sob o comando do uruguaio Emiliano Caffera, ex-jogador da seleção do Uruguai e treinador com experiência em três Copas do Mundo masculinas, o Brasil chega à Inglaterra para enfrentar África do Sul, França e Itália na fase de grupos.
Independentemente dos resultados, a participação já é histórica: o Brasil é o primeiro país sul-americano a disputar a Copa do Mundo de rúgbi XV Feminino.