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CBRu estabelece o ‘Dia do Rugbier’ e homenageia o ex-jogador Diego Padilla

CBRu definiu o dia 20 de setembro como o “Dia do Rugbier” em homenagem a Diego Padilla, o “Dom Diego”, ex-jogador e técnico da seleção brasileira

CBRu Dia do Rugnier Diego Padilla
Arquivo Pessoal

A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) estabelece, a partir desta data, o dia 20 de setembro como ‘Dia do Rugbier’ no Brasil, como forma de homenagear todos os que se dedicam ao esporte dentro e fora do campo, mantendo o espírito e princípios da modalidade.

A data foi escolhida de forma simbólica, pois marca o aniversário de nascimento de Diego Padilla, o ‘Dom Diego’, como era conhecido no meio do rugby o ex-jogador e treinador da seleção brasileira. Para celebrar, um vídeo-tributo foi lançado nas redes sociais da entidade. Diego completaria 61 anos nesta segunda e faleceu em 2019, vítima de complicações pós-cirúrgicas.

“Diego Padilla foi uma das pessoas mais solidárias e íntegras do rugby brasileiro, levando os valores do nosso esporte por onde passou. Além de um jogador espetacular, foi treinador e auxiliou na construção do rugby fora do campo. Diego é alguém que simboliza o melhor do rugbier e acreditamos que a data reforçará tudo que buscamos transmitir através do esporte”, disse o presidente do Conselho de Administração da CBRu, Martin Jaco.

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Diego Padilla será homenageado também com o lançamento no fim de outubro do livro ‘Dom Diego’, escrito pelo jornalista Sérgio Xavier e que será lançado pela Editora Labrador (veja trecho do livro abaixo). Toda a renda com a venda do livro será revertida para a família de Diego, que deixou esposa e quatro filhos.

Sobre Diego Padilla

Nascido em Buenos Aires, em uma família que emigrou para São Paulo no início da década de 70, Diego foi um apaixonado pelo rugby, atuando inicialmente pelo Colégio Rio Branco. O amor pela modalidade arrastou também os irmãos, que também passaram a competir. Após se naturalizar, recebeu a primeira convocação à seleção brasileira.

Diego era um fullback, descrito pelo seu contemporâneo Antônio Martoni como ‘um jogador brilhante, forte, inteligente, fullback ou centro com tackle demolidor, com visão de jogo, liderança, arrogante e folgado dentro de campo’. Atuou pela vitoriosa equipe do Alphaville e foi o segundo brasileiro a ser convocado para a seleção da América do Sul.

Jogou até o final dos anos 90, quando passou à função de treinador. Comandou, além do Alphaville, SPAC e a Poli Rugby. Por um período, também foi treinador da seleção brasileira. Diego faleceu no dia 4 de novembro de 2019, deixando a esposa Mônica e os filhos Aramis, Matias, Agustin e Ícaro.

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Trecho do livro ‘Dom Diego’

“Escrever a história de quem não se conheceu é um desafio a mais. É quase a sensação do deficiente visual que precisa reconstruir a imagem de um ambiente em 3D a partir dos sons capturados para poder se mover e não tropeçar em nada. No caso de Diego Padilla, foram muitas vozes ajudando. Gente que queria falar, que precisava falar. A generosidade dos entrevistados para resgatar imagens e histórias foi notável. Mais impressionante foi a emoção. Foram 35 pessoas entrevistadas, algumas delas várias vezes. Gente falando de Buenos Aires, Londres, Trancoso, Nova York, Nova Zelândia, Belo Horizonte, Connecticut, Joinville, Camburi, Califórnia, São Paulo, Mendoza e Madri. Quase todas choraram em algum momento da conversa. Por razões diferentes, em circunstâncias distintas. Mas o gatilho emocional era sempre o mesmo: gratidão. Diego espalhou generosidade por onde passou e todos tinham alguma passagem que comprovava isso…”.

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