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Paris 2024

 

Brasil não ficava sem medalhas na vela desde Barcelona/1992



Um dos esportes mais vitoriosos da história olímpica brasileira, a vela passa em branco em Paris/2024, fato que não acontecia há 32 anos



Na imagem, uma das embarcações do Brasil nas águas francesas.
Uma das embarcações do Brasil nas águas francesas. Foto: World Sailing / Lloyd Images

Definitivamente, os ventos da Marina de Marselha não sopraram a favor do Brasil. Nos Jogos Olímpicos de Paris, os velejadores brasileiros até foram para algumas finais, mas o país fica sem medalhas. Uma das modalidades mais vitoriosas da história olímpica do esporte nacional não ficava sem um pódio desde Barcelona/1992. Ou seja, há 32 anos que foi a última vez sem velejadores brasileiros entre os três melhores.

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O Brasil ficou mal acostumado com pódios nas últimas sete edições de Jogos Olímpicos no que diz respeito à vela. Com 19 medalhas em sua história, sendo oito ouros, três pratas e oito bronzes, a modalidade é a terceira mais premiada do Brasil. Só perde para o judô, com 28, e o atletismo, com 20 conquistas. No entanto, na edição de Paris, a tradicional modalidade brasileira ficou sem nenhum representante em um dos três lugares do pódio.

Anteriormente, o Brasil construiu uma tradição tão forte na vela, que se estipulou na briga pelo Top-10 histórico. Atualmente ocupa a 11ª colocação no quadro de medalhas da modalidade. Porém, com os resultados das últimas provas nesta quinta-feira (08), os brasileiros naufragaram na Marina e repetem a ausência dos Jogos de Barcelona/1992.

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De lá para cá, Robert Scheidt (ouro/ Laser), Lars Grael e Henrique Pellicano (bronze/ Tornado) e Torben Grael e Marcelo Ferreira (ouro/ Star) conquistaram medalhas em Atlanta/1996. Além disso, em Sydney/2000 (1 prata e 1 bronze), Atenas/2004 (2 ouros), Pequim/2008 (1 prata e 1 bronze), Londres/2012 (1 bronze), Rio/2016 (1 ouro) e Tóquio/2020 (1 ouro) o Brasil subiu ao pódio. Nas duas últimas edições, Martine Grael e Kahena Kunze acumularam o bicampeonato na 49erFX.

A esperança é que em Los Angeles/2028 seja como na última edição norte-americana.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!, passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Liga Nacional de Basquete e N Sports. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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