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Paralímpicos

Bolha paralímpica completa três meses com mais de 200 testes

Sistema para treinos no centro de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro teve somente um caso positivo de Covid-19 no período

CPB tem apenas um caso de Covid-19 em três meses de CT aberto
Em cerca de três meses de CT aberto, atletas e técnicos já se acostumaram com a nova rotina (Alê Cabral/CPB)

Aberto desde julho para treinamento de alguns atletas, o centro de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) vem mostrando que a “bolha” criada está dando certo. Em cerca de três meses e após mais de 300 testes feitos, apenas um caso positivo de Covid-19 detectado. 

Neste período após a reabertura, só atletas da natação, tênis de mesa e do atletismo estão treinando no CT. Atualmente, cerca de 40 pessoas mantém a rotina de treinamentos no local. As modalidades foram escolhidas porque possuem o centro de excelência no próprio CPB.

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“Conseguimos, baseado no nosso protocolo de segurança, promover um retorno seguro às atividades esportivas dos atletas paralímpicos do Brasil. Com isso, demonstramos, novamente, termos optado pelo melhor caminho durante este período de incertezas que ainda vivemos”, afirma Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro. 

CPB volta aos treinos
Natação foi uma das modalidades que retornaram na reabertura do CPB (Ale Cabral/CPB)

A equipe de médicos do CPB tem submetidos todos os envolvidos neste retorno dos treinamentos no centro de treinamento a testes de PCR e sorologia frequentemente. Neste período, foram realizados 187 testes de PCR e outros 73 de sorologia em atletas e integrantes de comissão técnica. Além disso, alguns hábitos da rotina de cada um foi alterado por conta das novas regras sanitárias para que fosse possível a volta aos treinos. 

O que falam os atletas

“Já são três meses em que a rotina de treinamento praticamente voltou ao normal. Posso dizer que passou rápido, muito mais rápido do que os 113 dias em casa esperando a reabertura do CT. Claro que não está tudo liberado ainda. Todos nós precisamos fazer adaptações, como por exemplo preparar nossa alimentação em casa já que o restaurante permanece fechado por questão de segurança. Mas só em ter uma piscina no padrão do nosso CT, a academia funcionando e a comissão técnica próxima da gente, podemos trabalhar 100%, o que é fundamental para a nossa preparação”, comentou Phelipe Rodrigues, da classe S10. 

Phelipe Rodrigues foi o maior medalhista do Parapan de Lima (Caio Poltronieri)

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“Está sendo bem positivo este retorno com a segurança que o CPB está nos proporcionando. Com certeza, havia uma preocupação dos atletas em relação aos protocolos e à rotina de treinos no CT. Mas, estamos sendo testados periodicamente, com medição de temperatura e oxigenação, com trajetos pré-definidos da entrada até ao espaço das mesas de tênis. Não podemos nem pegar as bolinhas que caem no chão durante os treinos antes de serem higienizadas. Então, todas essas medidas permitem que nós, atletas, fiquemos focados apenas nos treinamentos”, completa a gaúcha Danielle Rauen, da classe 9 do tênis de mesa.   

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Além disso, o CT Paralímpico permanecerá com as demais atividades, calendário de competições e treinamentos suspensos por tempo indeterminado. Funcionários e demais profissionais que atuam no local diariamente continuam em isolamento ou em trabalho home office.
 
“O protocolo traz confiança para os atletas. Independentemente das fases de reabertura que São Paulo e demais estados estão aplicando, o CPB continua mantendo as rotinas preventivas ao vírus sob rígidos padrões. Com isso, ficamos muito tranquilos e seguros para treinar”, finaliza a paranaense Lorena Spoladore, da classe T11 (atletas com deficiência visual) do atletismo.

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