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Estrelas participam de live do Dia do Atleta Paralímpico

Com Verônica Hipólito de apresentadora, o OTD reuniu Luiza Fiorese, Leomon Moreno, Petrúcio Ferreira, Yohansson Nascimento, Alana Maldonado e Daniel Dias

Cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 (Getty Images)

A live realizada no Instagram do Olimpíada nesta terça-feira (23) foi especial. Em comemoração ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico, a transmissão foi comandada por Verônica Hipólito, do atletismo paralímpico, que faz parte do Time Ajinomoto e do Time Nissan, e contou com a presença de outros esportistas ilustres do esporte adaptado brasileiro.

+ A importância da visibilidade do esporte paralímpico

A live comemorativa foi uma aula dada por seres humanos que se superam a cada dia em busca de seus objetivos. Os professores? Luiza Fiorese, do vôlei sentado, Leomon Moreno, do Goalball, Petrúcio Ferreira e Yohansson Nascimento, do atletismo paralímpico, Alana Maldonado, do judô, e Daniel Dias, multi-campeão da natação paralímpica.

“Hoje é um dia muito especial. É uma live sobre o Dia Nacional do Atleta Paralímpico e teremos a presença de grandes atletas de modalidades diferentes, que possuem histórias diferentes e momento diferentes na carreira para comemorar este dia”, anunciou a velocista e apresentadora Verônica Hipólito, medalhista de prata e bronze nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Assista à íntegra da live no final do texto.

Verônia Hipólito, do atletismo paralímpico
Verônica Hipólito comandou a transmissão especial desta terça (CPB Divulgação)

Propósito verdadeiro

A primeira convidada da transmissão foi Luiza Fiorese, da seleção brasileira de vôlei sentado. Com início recente no esporte paralímpico, a atleta comemora a data apenas pela segunda vez e afirma ter compreendido melhor agora o significado.

“Ano passado eu passei essa data meio deslumbrada. Eu tinha acabado de chegar no esporte paralímpico e não sabia realmente o que tudo isso significava. Hoje eu entendo verdadeiramente o propósito disso, sei o quanto significa este movimento para nós atletas. É a minha causa e minha luta. É sobre isso que eu quero falar, quero que outras pessoas conheçam.”

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Superação

Mais experiente, o campeão mundial e dono de duas medalhas paraolímpicas no goalball Leomon Moreno ressaltou a importância do espaço que tem sido dado pela mídia para o movimento do esporte paralímpico.

+ Acessibilidade e o papel do esporte na conquista de melhorias

“O esporte paralímpico é o maior amor da minha vida. É muito importante que nós atletas façamos este trabalho de divulgação já que a gente enfrenta uma resistência para conseguir esse espaço na imprensa. Hoje em dia conseguimos algumas evoluções nesse sentido, mas precisamos sempre bater nessa tecla para conseguir ainda mais o nosso espaço”, avaliou o medalhista de prata e bronze em Paralimpíadas.

Paratleta mais rápido do mundo

Outro convidado que bateu nesta tecla foi o velocista Petrúcio Ferreira. O medalhista de ouro nos Jogos do Rio 2016 e recordista mundial 100m da classe T47 ressaltou a superação dos paratletas na busca pelos objetivos.

Petrúcio Ferreira é o homem mais rápido do esporte atletismo paralímpico e pode competir com atletas convencionais live
Petrúcio Ferreira é o homem mais rápido do esporte paralímpico (Divulgação/CPB)

“Hoje nós conseguimos melhorar o nosso espaço. O esporte paralímpico dá uma visão sobre toda a nossa superação. Essa é a palavra mais utilizada. É a nossa superação durante o dia a dia, nos treinamentos e também nas competições”, declarou o corredor paraibano.

Sala ou dojô?

Um bom exemplo de superação foi mostrado na live pouco tempo depois. A medalhista de prata nos Jogos do Rio 2016 Alana Maldonado, que faz parte do Time Ajinomoto, revelou que abriu mão da sala da casa para seguir treinando durante a pandemia.

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“No começo foi tranquilo porque voltei pra minha cidade natal e lá eu tinha bastante espaço. Quando eu retornei ficou mais difícil. Mas eu tirei o sofá da sala, troquei a mesa de lugar e consegui transformar a sala num tatame. Amarrei a borrachinha na porta, na grade da sacada e continuo treinando diariamente, porque Tóquio foi adiado mas já está próximo, não podemos ficar sem treinos.”

Visibilidade

Dono de cinco medalhas conquistadas em três Paralímpiadas, Yohansson Nascimento destacou a importância do 22 de setembro. Ele revelou que trabalha atualmente por um sonho maior que novas medalhas no peito.

Yohansson Nascimento atletismo paralímpico
Yohansson Nascimento revela o sonho por oportunidades a todos (Márcio Rodrigues MPIX CPB)

“Meu sonho hoje é muito mais do que colocar uma medalha no peito. O meu sonho é fazer da mesma forma que eu tive a oportunidade em 2005, eu possa distribuir sonhos em diversos lugares do Brasil. Não que o atleta vá se tornar um campeão mundial, mas que ele tenha uma oportunidade no esporte. Que ele não fique em casa pensando ‘poxa, eu não consigo fazer nada’, como eu já tive que ouvir”, declarou o corredor da classe T46.

Chave de ouros

A live especial foi fechada com a participação de Daniel Dias, maior medalhista brasileiro do esporte paralímpico. Dono de incríveis 24 medalhas em Jogos, o nadador comemorou e ressaltou a importância da transmissão feita no Instagram do OTD.

Conheça os cinco maiores medalhistas paralímpicos do Brasil Daniel Dias natação paralímpica live
Daniel Dias conquistou incríveis 24 medalhas paralímpicas (Fernando Maia MPIX CPB)

“Hoje estamos fazendo história. Quem diria que um dia teríamos uma live só nossa. Esse é o movimento paralímpico. A gente fala tanto da nossa luta, do preconceito que a gente sofre, mas eu acho que muita gente nem sabe o que é este nosso movimento. As pessoas não sabem como tratar uma pessoa com deficiência. Muitas vezes é falta de conhecimento apenas”, declarou o nadador mineiro.

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Daniel acredita estar havendo uma evolução no espaço dado a este movimento. “O Rio 2016 trouxe uma maior visibilidade às pessoas com deficiência e o trabalho do CPB vem trazendo um excelente benefício para que a gente possa mostrar o nosso valor como ser humano. Mostrar que somo diferentes, mas ao mesmo tempo somo iguais a qualquer pessoa”, completou o atleta que revelou ainda querer disputar os Jogos de Tóquio e também de Paris.

Live Dia do Atleta Paralímpico

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