A marcante campanha do Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio-2016 não apenas colocou o país em evidência com grandes resultados, mas serviu como o grande divisor de águas para uma geração que viria a dominar suas modalidades no cenário internacional. Do título conquistado pela equipe de bocha na classe BC3 aos primeiros pódios de Lauro Chaman, Alana Maldonado e Bruna Alexandre, relembre o desempenho brasileiro.
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Ouro na Bocha BC3
Um dos momentos mais marcantes ocorreu na disputa por equipes da classe BC3 da bocha. O time formado por Evelyn Oliveira, Antonio Leme e Evani Soares superou na grande decisão a poderosa Coreia do Sul por 5 a 2. O resultado teve sabor de revanche, já que os asiáticos lideravam o ranking mundial e haviam vencido o Brasil na etapa qualificatória do próprio evento.
Pela atuação e representatividade da conquista, o trio brasileiro foi eleito pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC) a melhor equipe de toda a edição dos Jogos da Rio-2016.
Primeiras medalhas de destaques
Lauro Chaman (Ciclismo)
O paulista fez história ao conquistar as primeiras medalhas paralímpicas do Brasil no ciclismo, faturando a prata na prova de resistência (C4-C5) e o bronze no contrarrelógio da classe C5. Além disso, venceu a etapa belga da Copa do Mundo naquele mesmo ano. A façanha inaugurou um currículo vencedor: tricampeão mundial de estrada na resistência (África do Sul-2017, Portugal-2021 e Bélgica-2023), campeão mundial de pista no Rio em 2018 (prova de Scratch) e tetracampeão geral da Copa do Mundo (2017, 2019, 2023 e 2026).
Alana Maldonado (Judô)
Aos 21 anos, Alana garantiu a medalha de prata na categoria até 70kg, sendo superada na decisão pela mexicana Lenia Fabiola Alvarez. O vice-campeonato impulsionou uma trajetória dominantes no judô mundial. A paulista alcançou o bicampeonato paralímpico com o ouro em Tóquio-2020 e Paris-2024, além de conquistar o primeiro título mundial do país em Portugal (2018), repetindo a medalha no Azerbaijão (2022) e no Cazaquistão (2025).
Bruna Alexandre (Tênis de Mesa)
A mesatenista alcançou seus dois primeiros bronzes em Jogos Paralímpicos na classe 10 individual e na disputa coletiva das classes 6-10, ao lado de Danielle Rauen e Jennyfer Parinos. Bruna seguiu colecionando pódios nos dois ciclos seguintes, sendo prata individual e bronze por equipes em Tóquio-2020, e repetindo o bronze tanto em simples quanto nas duplas WD20 nos Jogos de Paris-2024.
Mais notícias
Medalhas do Brasil nas modalidades individuais e em equipes na Rio-2016
Ouro (1)
- Bocha (BC3 equipes) – Antonio Leme, Evani Calado e Evelyn Vieira
Prata (8)
- Lauro Chaman – Prova de Resistência C4-C5 (Ciclismo)
- Alana Maldonado – Categoria até 70kg (Judô)
- Lucia Teixeira – Categoria até 57kg (Judô)
- Antônio Tenório – Categoria até 100kg (Judô)
- Willians Araújo – Categoria acima de 100kg (Judô)
- Israel Stroh – Classe 7 (Tênis de Mesa)
- Bocha (BC4 por equipes) – Dirceu Pinto, Marcelo Santos e Eliseu Santos
- Evânio Rodrigues – Categoria até 88kg (Halterofilismo)
Bronze (6)
- Bruna Alexandre – Classe 10 (Tênis de Mesa)
- Equipe feminina Classes 6-10 – Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos (Tênis de Mesa)
- Equipe masculina Classes 1-2 – Aloísio Lima, Guilherme da Costa e Iranildo Espíndola (Tênis de Mesa)
- Lauro Chaman – Contrarrelógio C5 (Ciclismo)
- Sérgio Oliva – Individual Grau B (Hipismo)
- Sérgio Oliva – Estilo Livre Grau IA (Hipismo)



