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Brasil supera China e domina Grand Prix de Rabat com 38 medalhas de ouro



Seleção supera China novamente e soma 57 medalhas na etapa de Rabat



A velocista Thalita Simplício e o guia Felipe Veloso durante prova do Mundial de atletismo em Nova Déli | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Brasil confirmou o grande momento do atletismo paralímpico e terminou no topo do quadro de medalhas do Grand Prix de Rabat, no Marrocos. A competição foi disputada entre os dias 23 e 25 de abril, e a delegação brasileira somou 57 pódios: foram 38 medalhas de ouro, 13 de prata e seis de bronze, superando novamente a China, segunda colocada.

A equipe contou com 36 atletas e repetiu o desempenho de destaque já visto no Mundial de Nova Déli 2025, quando também ficou à frente dos chineses pela primeira vez na história. Em Rabat, a China terminou com 13 ouros, 12 pratas e oito bronzes.

No último dia de disputas, neste sábado (25), o Brasil garantiu mais 13 medalhas, sendo nove ouros, duas pratas e um bronze, com destaque para nomes experientes e jovens promessas.

Velocistas brilham nas pistas

Campeã mundial, Thalita Simplício conquistou ouro nos 400m T11, para atletas cegos, com o tempo de 1min01s47. A brasileira ainda levou prata nos 200m e avaliou positivamente o início de temporada.

“Gostei do resultado, para três meses de treino neste ano. Estou testando novas estratégias nos bastidores e na corrida”, afirmou.

Outro destaque foi Clara Daniele Silva, que venceu os 100m T12 com 12s21. Prata nos 100m, Lorraine Aguiar subiu ao topo do pódio nos 200m.

Já Maria Clara Augusto brilhou com três ouros (100m, 200m e 400m T47), incluindo uma dobradinha brasileira nos 400m, com Fernanda Yara ficando com a prata. Quem também alcançou três vitórias foi Rayane Soares, campeã dos 100m, 200m e 400m T13.

Bartolomeu Chaves completou a lista de ouros nas pistas ao vencer os 400m T37 com 51s90.

Brasil também domina nos lançamentos

Nos lançamentos, o país manteve o alto nível. Bicampeã paralímpica, Beth Gomes venceu o lançamento de disco na classe F53, enquanto Edenilson Floriani foi ouro no lançamento de dardo em prova combinada.

Thiago Paulino confirmou o favoritismo no arremesso de peso F57 com 14,54m e destacou o desempenho dentro do planejado.

“A meta era essa, fazer na casa dos 14,50m. Isso mostra que estou no caminho certo”, disse.

A baiana Raissa Machado também subiu ao topo do pódio no lançamento de disco F56, ampliando seu leque de provas.

Jovens talentos aparecem

Entre os destaques mais jovens, Maria Clara de Araújo, de apenas 15 anos, quebrou dois recordes das Américas na classe T35: 14s61 nos 100m e 29s97 nos 200m.

Outro nome promissor é Hentony Carvalho, de 18 anos, que conquistou prata nos 400m T38 em sua estreia internacional.

“É a realização de um sonho. Agora vamos trabalhar para melhorar ainda mais”, afirmou.

Também foram ao pódio Thomas Ruan, prata nos 400m T47, e Daniel Tavares Martins, bronze nos 400m T20.

Próximo desafio

Após o excelente desempenho em Rabat, o Brasil volta às pistas em maio, na etapa do Grand Prix de Nottwil, na Suíça. A equipe será formada por atletas de provas em cadeira de rodas e de campo.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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