O Campeonato Brasileiro de Paraciclismo de Estrada 2025 começou neste sábado (19), em Leme (SP), com as provas de contrarrelógio individual (CRI). Atletas de todas as classes funcionais percorreram o circuito de 13,130 km (ou duas voltas para categorias de elite), enfrentando o cronômetro em busca do título nacional.
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Nas provas masculinas, o principal nome do país no ciclismo paralímpico, Lauro Chaman, foi desclassificado na classe C5 após ter um pneu furado e completar o percurso com uma bicicleta emprestada de outra equipe — o que não é permitido pelas regras. Ele teria sido o campeão, já que marcou 35min12s. Mas a vitória ficou com Ilano de Sousa Couto, que completou o percurso em 38min11s, seguido por Rodrigo Kennedy Belegardes e Keyner Pereira Dias.
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Entre os destaques do dia, a atleta Jady Malavazzi venceu na categoria WH3 ao garantir mais um título nacional, confirmando seu favoritismo. Na MC1, a vitória ficou com Carlos Soares, consolidando sua evolução na modalidade, enquanto na WC2 quem brilhou foi Sabrina Custódia que somou mais uma medalha de ouro na carreira.
“Foi um circuito duro, mas eu adorei. Lembra muito os percursos que enfrentamos na Europa. Esta edição está sendo histórica pelo número de participantes e isso nos desafia a sair da zona de conforto e treinar cada vez mais. Superar tudo isso e conquistar mais um título me deixa muito feliz, e só tenho a agradecer a todas as pessoas que torcem por mim”, destacou Sabrina Custódia.
O percurso técnico, com um trajeto de ida e volta pela Rodovia Vicinal Gumercindo Barrilate, exigiu muito preparo dos atletas. Algumas categorias cumpriram uma volta de 13,1 quilômetros, enquanto outras completaram duas voltas, totalizando 26,2 km, exigindo resistência e ritmo constante. Com a primeira rodada de campeões já definida, o Brasileiro de Paraciclismo de Estrada segue neste domingo com as provas de resistência, encerrando a programação em Leme.
“A prova exigiu muito, principalmente pelos trechos mais íngremes, mas eu me preparei bastante para chegar bem aqui, então conquistar esse título é a confirmação de que todo o esforço valeu a pena. Estou feliz com a medalha de ouro e ainda mais motivado para os próximos desafios”, comemorou Carlos Soares, campeão da MC1.
Na classe C4, com o maior número de participantes do dia (15 ciclistas), André Luiz Carneiro conquistou o ouro ao percorrer os 26,260 km em 38min18s. Já na C2, Victor Luise de Oliveira Herling foi o mais rápido com 19min49s, em percurso de uma volta.
No feminino, destaque para Victoria Maria de Camargo e Barbosa, campeã da classe C1, e para Amanda Antunes de Paiva, ouro na C3. Outras vitórias femininas vieram com Juliana Saurine do Carmo (C4) e Márcia Fernandes Silva (C5).
Handbike
Nas classes de handbike, a ciclista Jady Malavazzi confirmou o favoritismo com a vitória na H3, enquanto Gilmara Gonçalves venceu a H2, e Zulmar Aparecida da Silva levou a melhor na H1. No masculino, Hermano Damasceno foi o campeão da H1.
A disputa da classe T2 (triciclo masculino) teve como vencedor Adriano Matunaga Nascimento, com cinco atletas completando a prova. No tandem feminino (B), reservado às ciclistas com deficiência visual e suas pilotos, o título ficou com Bianca Canovas Garcia e Lara Rodrigues Marinho, que completaram as duas voltas em 39min48s.