Medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020, o Brasil chega a Paris-2024 entre os favoritos do vôlei sentado feminino (Rogério Capela/CPB)
Vôlei sentado nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024
O Brasil chega aos Jogos Paralímpicos de Paris-2024 com chances de medalha tanto no vôlei sentado masculino quanto no feminino. O país é único, além da França por ser país sede, a classificar suas seleções para jogar nos dois gêneros da modalidade.
No feminino, o Brasil foi bronze na Rio-2016 e em Tóquio-2020, mas conquistou pela primeira vez na história o título mundial em 2022. Com isso, chega com bastante força na competição, mas terá como grandes adversários os Estados Unidos, atuais bicampeões paralímpicos, além de China e Canadá.
No masculino, o Irã surge como grande favorito ao título. Dono de sete das últimas nove medalhas de ouro paralímpicas no vôlei sentado, o país asiático ganhou oito dos 13 Mundiais disputados na história da modalidade e é o atual bicampeão. A Bósnia Herzegovina é a única que parece capaz de lutar contra a hegemonia iraniana.
Já o Brasil, que ficou em quarto lugar tanto na Rio-2016 quanto em Tóquio-2020, sonha pelo menos com o terceiro lugar no pódio. A ausência da Rússia pode ajudar. Nos dois últimos mundiais masculinos, a seleção brasileira terminou com o bronze. Em ambos, a final foi disputada por Irã e Bósnia Herzegovina e terminou com o título dos asiáticos.
Medalhistas do vôlei sentado feminino
Ano
Ouro
Prata
Bronze
2004
China
Holanda
Estados Unidos
2008
China
Estados Unidos
Holanda
2012
China
Estados Unidos
Ucrânia
2016
Estados Unidos
China
Brasil
2020
Estados Unidos
China
Brasil
Classificação de todas as edições do vôlei sentado feminino nos Jogos Paralímpicos
Ano
Ouro
Prata
Bronze
4º
5º
6º
7º
8º
2004
CHN
HOL
EUA
SLO
UCR
FIN
2008
CHN
EUA
HOL
SLO
UCR
LTU
LET
JAP
2012
CHN
EUA
UCR
HOL
BRA
SLO
JAP
GBR
2016
EUA
CHN
BRA
UCR
IRÃ
HOU
CAN
RUA
2020
EUA
CHN
BRA
CAN
RUS
ITA
RUA
JAP
Medalhistas do vôlei sentado masculino
Ano
Ouro
Prata
Bronze
1976
Holanda
Alemanha Ocidental
Finlândia
1980
Holanda
Suécia
Iugoslávia
1984
Holanda
Alemanha Ocidental
Suécia
1988
Irã
Holanda
Noruega
1992
Irã
Holanda
Alemanha
1996
Irã
Noruega
Finlândia
2000
Irã
Bósnia e Herzegovina
Finlândia
2004
Bósnia e Herzegovina
Irã
Egito
2008
Irã
Bósnia e Herzegovina
Rússia
2012
Bósnia e Herzegovina
Irã
Alemanha
2016
Irã
Bósnia e Herzegovina
Egito
2020
Irã
Comitê Paralímpico Russo
Bósnia e Herzegovina
Classificação de todas as edições do vôlei sentado masculino nos Jogos Paralímpicos
Year
1st
2nd
3rd
4th
5th
6th
7th
8th
9th
10th
11th
12th
1976
HOL
ALE
FIN
1980
HOL
SUE
IUG
FIN
NOR
EGI
LUX
1984
HOL
ALE
SUE
FIN
IUG
NOR
EUA
EGI
1988
IRÃ
HOL
NOR
IUG
HUN
ALE
SUE
COR
EGI
EUA
1992
IRÃ
HOL
ALE
FIN
NOR
HUN
SUE
EGI
CEI
IRQ
EUA
ESP
1996
IRÃ
NOR
FIN
HOL
ALE
HUN
UCR
KAZ
RUS
SUE
EUA
ARG
2000
IRÃ
BOS
FIN
EGI
ALE
HOL
HUN
LBA
JAP
COR
AUS
EUA
2004
BOS
IRÃ
EGI
ALE
FIN
EUA
JPN
GRE
2008
IRÃ
BOS
RUS
EGI
CHN
BRA
JAP
IRQ
2012
BOS
IRÃ
ALE
RUS
BRA
EGI
CHN
GBR
RUA
MAR
2016
IRÃ
BOS
EGI
BRA
UCR
ALE
CHN
EUA
2020
IRÃ
RUS
BOS
BRA
EGI
GER
CHN
JPN
O que é vôlei sentado?
No vôlei sentado, podem competir homens e mulheres que possuam alguma deficiência física ou relacionada à locomoção. São seis jogadores em cada time, divididos por uma rede de altura diferente e em uma quadra menor do que na versão olímpica da modalidade. Os sets têm 25 pontos corridos e, o tie-break, 15. Ganha a partida a equipe que vencer três sets.
A quadra mede 10m de comprimento por 6m de largura. A altura da rede é de 1,15m no masculino e 1,05m no feminino. É permitido bloqueio de saque, mas os jogadores devem manter o contato com o solo o tempo todo, exceto em deslocamentos. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD).
CLASSIFICAÇÃO ESPORTIVA
De acordo com o grau de impacto nas funções na modalidade ocasionado pela sua deficiência, os atletas são divididos em dois grupos: VS1 e VS2.
Na classe VS1 estão os atletas com uma deficiência que tem maior impacto nas funções essenciais do vôlei sentado. Ex: amputados de perna.
Na classe VS2 estão os atletas com uma deficiência com menor interferência nas funções em quadra. Ex: amputação de parte do pé, amputação bilateral de polegar.
Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia
Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado
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