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Pequim 2022

Prévia Pequim-2022 – Skeleton

O skeleton é uma das três modalidades de trenó dos Jogos. Nela, o atleta desce sozinho num trenó baixo deitado de barriga para baixo, com a cabeça para a frente da pista e os braços colados ao corpo, controlando a direção com movimentos dos pés, pernas e do quadril.

Ele fez sua estreia olímpica em St. Moritz-1928, saiu, voltou em 1948, novamente em St. Moritz, saiu novamente do programa olímpico, retornando de vez em Salt Lake City-2002.

Apesar dessa estreia nos primórdios dos Jogos de Inverno, o skeleton só se desenvolveu mesmo na década de 1980, com a inclusão em Mundiais da IBSF (ao lado do bobled) e a criação da Copa do Mundo na temporada de 1986/87. Como em todas as outras modalidades de trenó, a Alemanha é uma das principais forças, somando 16 ouros e 37 medalhas em Mundiais, bem a frente do 2º melhor país, a Suíça, com 7 ouros. Entretanto, a Alemanha nunca venceu o ouro no skeleton em Olimpíadas, somando apenas 2 pratas e 1 bronze, todos no feminino.

Como funciona

Os skeleton será disputado na pista de Yanqingque tem um comprimento de 1.615m e 16 curvas. 25 atletas disputarão cada gênero, todos fazem 3 descidas e os 20 melhores vão para a 4ª e última descida. Vence quem tiver o menor tempo após a soma das 4 descidas.

O atleta larga agachado, segurando o trenó com uma das mãos, numa posição parecida com a largada do atletismo. Ao sinal de largada, ele corre segurando o trenó e, após uns 20 metros, se joga deitando-se sobre o trenó, e encaixando suas mãos nas laterais do corpo. Após 50m de pista, é medido o tempo para ver como foi a sua reação. As descidas durarão pouco mais de 1min na pista chinesa.

Masculino

Pódio PyeongChang-2018: Ouro – Yun Sung-bin (KOR); Prata – Nikita Tregubov (RUS); Bronze – Dominic Parsons (GBR)

Pódio último mundial (2021): Ouro – Christopher Grotheer (GER); Prata – Aleksandr Tretyakov (RUS); Bronze – Alexander Gassner (GER)

Em sete disputas olímpicas do skeleton masculino, Estados Unidos e Canadá tem dois ouros cada. Desde o retorno definitivo da prova em 2002, apenas o Canadá subiu duas vezes ao topo do pódio, em 2006 com Duff Gibson e em 2010 com Jon Montgomery. Curiosamente, destas 5 últimas disputas, em 4 delas um atleta da casa levou o ouro: o americano Jimmy Shea, em Salt Lake City-2002, o canadense Jon Montgomery em Vancouver-2010, o russo Aleksandr Tretiakov em Sochi-2014 e o sul-coreano Yun Sung-bin em PyeongChang-2018.

O maior atleta da história desta modalidade é o letão Martins Dukurs e ele ainda busca seu ouro olímpico, o único título que falta em sua absurdamente vitoriosa carreira. Ele já foi 6 vezes campeão mundial, 12 vezes campeão europeu, levou 11 vezes o título geral da Copa do Mundo, soma 61 vitórias em etapas de Copas do Mundo e 90 pódios. Mas ainda lhe falta o título olímpico. Ele foi 7º em 2006, prata em 2010 e em 2014 e 4º em 2018. Aos 37 anos, deve disputar sua 5ª Olimpíada ainda no auge, após ficar com o título do circuito e o europeu nesta temporada. Seu irmão mais velho Tomass Dukurs, de 41 anos, tem apenas 2 vitórias em Copas do Mundo, uma na temporada de 2003-04 e uma nesta, ambas na pista de Sigulda na Letônia, no quintal da sua casa. Em compensação, ele foi bronze no Mundial de 2015 e tem ótimos resultados olímpicos, com dois quartos e um quinto lugares.

Campeão em casa em 2014, o russo Alexander Tretiakov venceu duas etapas nesta temporada, foi campeão mundial em 2013, tem dois títulos gerais na Copa do Mundo e já venceu 22 etapas, com 68 pódios. Seu compatriota Nikita Tregubov, ficou em 4º nesta temporada, sem nenhum pódio, mas foi prata em PyeongChang-2018 e tem duas medalhas em Mundiais. De olho também na armada alemã com Alexander Gassner, bronze nos dois últimos Mundiais, Axel Jungk, duas pratas em Mundiais, e o principal nome Christopher Grotheer, atual bicampeão mundial, mas só venceu na carreira duas etapas de Copa de Mundo. Geng Wenqiang venceu uma etapa desta temporada (quando empatou com Grotheer e com o britânico Matt Weston em Innsbruck) e pode ser a surpresa chinesa no pódio em casa.

Minha aposta: Ouro – Martins Dukurs (LAT); Prata – Christopher Grotheer (GER); Bronze – Axel Jungk (GER)

Feminino

Pódio PyeongChang-2018: Ouro – Lizzy Yarnold (GBR); Prata – Jacqueline Lölling (GER); Bronze – Laura Deas (GBR)

Pódio último mundial (2021): Ouro – Tina Hermann (GER); Prata – Jacqueline Lölling (GER); Bronze – Elena Nikitina (RUS)

As mulheres só disputaram o skeleton nos Jogos a partir de Salt Lake City-2002, em prova vencida pela americana Tristan Gale, mas o domínio é total britânico, com 3 ouros e 6 pódios no total. A britânica Lizzy Yarnold é a única atleta entre homens e mulheres com dois ouros olímpicos, conquistados em 2014 e 2018. Com a vitória de Amy Williams em 2010, já são 3 Olimpíadas seguidas com ouro britânico, mas isso dificilmente se repetirá em Pequim.

Não há nenhuma favorita absoluta nesta prova. Em 8 provas disputadas na Copa do Mundo nesta temporada, tivemos 5 atletas diferentes com vitórias. Mas a holandesa Kimberley Bos foi a mais regular, vencendo o título geral da Copa do Mundo, com 6 pódios e pinta como favorita ao pódio inédito de seu país nos Jogos de Inverno. A russa Elena Nikitina começou muito bem vencendo as duas primeiras etapas, mas depois não rendeu o mesmo. Apesar disso, ela é a atleta que tem a melhor saída e isso pode fazer grande diferença, ainda mais numa competição que contará com 4 descidas. Yulia Kanakina e a jovem Alina Taraychenkova também largam muito bem e podem surpreender.

A alemã Tina Hermann é o principal nome do seu país. Ela já venceu por quatro vezes o título mundial, incluindo os três últimos e vem numa boa temporada, onde terminou em 2º no geral. Sua compatriota Jacqueline Lölling foi campeã mundial em 2017, fez uma temporada muito errática, mas venceu a penúltima etapa em Königssee. A austríaca Janine Flock, a italiana Valentina Margaglio e a australiana Jaclyn Narracott podem também beliscar uma medalha.

Pela primeira vez na história, o Brasil terá uma representante no skeleton olímpico, com Nicole Silveira. Ela começou a temporada com o 8º lugar no evento teste na pista olímpica, voltou pra América do Norte, onde venceu 5 etapas da Copa Norte-Americana e uma da Copa Intercontinental. Em dezembro foi pra Europa para disputar a Copa do Mundo, conseguiu um excelente 9º lugar na pista de Altenberg, considerada a pista mais difícil do mundo. Nas três últimas etapas, não conseguiu repetir os bons resultados, mas ainda assim acabou na 19ª posição geral do circuito, mesmo não disputando as duas primeiras etapas. Nicole tem boas chances de conquistar um excelente top-15, o que já seria uma marca muito expressiva.

Minha aposta: Ouro – Elena Nikitina (RUS); Prata – Kimberley Bos (NED); Bronze – Tina Hermann (GER)

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