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Os Olímpicos

Dia 9 – Rebeca campeã, Dressel fecha com 5 ouros e Rojas voa no triplo

Saltos pra glória

A primeira final por aparelhos da ginástica foi o solo masculino, onde o israelense Artem Dolgopyat e o espanhol Rayderley Zapata empataram com 14,933, com a mesma nota de execução, 8.433, o primeiro critério de desempate. Só que Dolgopyat teve uma nota de dificuldade maior com 6,6 contra 6,5 do espanhol e levou o ouro. As notas foram iguais pois o israelense teve um desconto de 0,10. Completou o pódio o chinês Xiao Ruoteng com 14,766.

Na segunda final, o dia histórico para o Brasil. Rebeca Andrade fez dois saltos com excelentes execuções para vencer o ouro no salto e conquistar a 1ª medalha de ouro da ginástica feminina do Brasil. No primeiro salto, Rebeca fez um Cheng e tirou 15,166 e na 2ª fez 15,000 no Amanar, vencendo com média 15,083. Aí foi só aguardar as notas das 5 atletas que faltavam para confirmar o ouro histórico. A americana MyKayla Skinner foi prata com 14,916 e a sul-coreana Yeo Seo-jeong bronze com 14,733. Rebeca é apenas a 4ª mulher brasileira campeã olímpica em prova individual.

O britânico Max Whitlock se tornou bicampeão olímpico no cavalo com alças após uma apresentação espetacular onde tirou 15,833, com 7,0 de dificuldade. Lee Chih-kai, de Taiwan, foi prata com 15,400 e o japonês Kazuma Kaya bronze com 14,900. Um dos favoritos, o irlandês Rhys McClenaghan acabou caindo e terminou em 7º.

Nas barras assimétricas, a belga Nina Derwael confirmou seu favoritismo ao vencer com 15,200 e coroar um ciclo praticamente perfeito, onde venceu dois mundiais e dois europeus. A russa Anastasia Ilyankova ficou com a prata com 14,833 e a americana Sunisa Lee foi bronze com 14,500.

Dia histórico no atletismo com final dos 100m

A primeira final do atletismo foi na sessão matutina, com o arremesso de peso feminino. A chinesa Lijiao Gong, que mandou no ciclo, vencendo os mundiais de 2017 e 2019, fez uma final espetacular. Ela começou com 19,95m, melhorou pra 19,98m, fez 19,80m e 20,53m, na penúltima rodada. Já com o ouro na mão, foi pro último arremesso já como campeã e ainda melhorou pra 20,58m, melhor marca do mundo desde a final do Rio-2016. A figuraça americana Raven Saunders foi prata com 19,79m, pior que todas as marcas da chinesa, e a grande neozelandesa Valerie Adams conquistou sua 4ª medalha olímpica seguida na prova com 19,62m. Ele teve dois filhos durante este ciclo olímpico.

Yulimar Rojas vence salto triplo e bate o recorde mundial por 17cm (Andrej Isakovic/AFP)

Mas as finais da noite é que foram realmente incríveis. A venezuelana Yulimar Rojas começou a final do salto triplo abrindo com um excepcional 15,41m, 3ª melhor marca da história e a apenas 9ccm do recorde mundial. A prova foi muito forte, com quatro atletas acima de 14,80m. A portuguesa Patrícia Mamona também foi espetacular ao ficar com a prata com 15,01m e a espanhola Ana Peleteiro foi bronze com 14,87m, ambas batendo seus recordes nacionais. Já com o ouro, Rojas foi pro seu último salto focadíssima e, numa performance incrível, bateu o recorde mundial em 17cm com 15,67m. A marca durava desde agosto de 1995, dois meses antes de Rojas nascer.

No salto em altura masculino, o italiano Gianmarco Tamberi e o qatari Mutaz Essa Barshim fizeram uma campanha idêntica, passando em todas as alturas na 1ª tentativa até errar três em 2,39m. Pela regra, haveria um desempate, mas os dois optaram por não fazer e dividir o ouro. Maksim Nedasekau, de Belarus, também chegou no 2,37m, mas ele teve dois erros durante a prova e ficou com o bronze. O Qatar nunca tinha vencido um ouro em Olimpíadas, e já conquistou dois em Tóquio.

E fechando o dia, a esperada prova dos 100m masculino. Nas semifinais, o favorito americano Trayvon Brommel acabou ficando em 3º na sua bateria e não avançou. Na semi, o chinês Su Bingtian chamou a atenção ao vencer sua bateria com 9.83, Na final, um início tenso, pois o britânico Zharnel Hughes se antecipou, acabou queimando a largada e foi desclassificado. Com uma final aberta, sem grandes nomes, a vitória acabou indo para o italiano Marcell Jacobs, com 9.80, novo recorde europeu. Prata para o americano Fred Kerley com 9.4 e bronze pro canadense André De Grasse com 9.89, repetindo a medalha do Rio-2016. Foi a primeira vitória europeia na prova desde Linford Christie em Barcelona-1992.

Fim da natação com mais dois para Caeleb Dressel

Bruno Fratus é bronze no 50m livre (Odd Andersen/AFP)

Caeleb Dressel venceu os 50m livre com tranquilidade, marcando 21.07, novo recorde olímpico e a apenas 0.16 do recorde mundial de César Cielo. Na prova mais rápida, a definição é nos detalhes. A prata foi para o francês Florent Manaudou com 21.55, campeão olímpico em 2012. E o bronze foi para o brasileiro Bruno Fratus! Após o 4º lugar em Londres-2012 fora do pódio por 0.02 e o 6º no Rio-2016, ele finalmente conquista sua medalha olímpica, que será somada às suas 3 medalhas em Mundiais nesta prova.

Nos 50m livre feminino, mais uma vitória de Emma McKeon. A australiana marcou 23.81 batendo o recorde olímpico e conquistando o seu 3º ouro em Tóquio. A sueca recordista mundial Sarah Sjöström ficou com a prata com 24.07 e a dinamarquesa Pernille Blume, ouro no Rio, foi bronze com 24.21.

Nos 1.500m livre, mais uma vitória do americano Robert Finke, com 14:39.65, deixando os favoritos para trás. Ele já tinha vencido os 800m livre. O ucraniano Mykhailo Romanchuk foi prata com 14:40.66 e o alemão Florian Wellbrock bronze com 14:40.91. Ouro no Rio e um dos favoritos, o italiano Gregorio Paltrinieri ficou apenas em 4º, a quase 5s do pódio.

A Austrália fechou as prova no feminino com mais uma vitória no revezamento 4x100m medley, num grande duelo com os Estados Unidos. Cate Campbell recebeu apenas 0.25 atrás e colocou a Austrália na frente com 3:51.60, recorde olímpico, contra 3:51.73 das americanas. O Canadá foi bronze com 3:52.60. Com mais este ouro, Emma McKeon encerrou os Jogos com 7 medalhas, sendo 4 de ouro e 3 de bronze.

E pra fechar, o revezamento 4x100m medley masculino. E deu Estados Unidos, com Caeleb Dressel novamente voando, agora no borboleta, com uma parcial espetacular de 49.03. A Grã-Bretanha bem que tentou, com Adam Peaty voando no peito com 56.53, mas bateu pra prata. Recorde mundial pros americanos com 3:26.78, recorde europeu pros britânicos com 3:27.51 e bronze para a Itália com 3:29.17. Desde que a prova entrou no programa, em 1960, os Estados Unidos venceram todas as vezes, com exceção de Moscou-1980, quando não competiram.

China vence mais dois em seus carros-chefe

Shi Tingmao venceu o 4º ouro chinês dos saltos ornamentais ao brilhar no trampolim 3m feminino. Seus 5 saltos tiveram pontuação entre 75,00 e 78,00 e ela somou 383,50 para conquistar o bicampeonato olímpico e o 9º ouro seguido da China na prova. Ela chega a 4 ouros olímpicos. Wang Han fez a dobradinha chinesa com 348,75 e a americana Krysta Palmer completou o pódio com 343,75. Apesar da ótima prova, Shi somou 406,05 quando foi ouro no Rio.

O 3º ouro chinês do dia veio no finzinho, na final do badminton. Na decisão feminina entre a número 1 do mundo, a taiwanesa Tai Tzu-ying, e a 2, a chinesa Chen Yufei, deu China com 21-18, 19-21, 21-18. Na disputa do bronze, a indiana P.V. Sindhu derrotou a chinesa He Bingjiao por 21-13, 21-15 e conquistou sua 2ª medalha olímpica, somando à sua prata no Rio.

Definições na vela

O australiano Matthew Wearn já chegou pra Medal Race da Classe Laser com o ouro garantido, mas a disputa das outras medalhas estava aberta e foi intensa. O croata Tonci Stipanovic foi prata com 82 pontos e o norueguês Hermann Tomasgaard bronze com 85. Robert Scheidt tinha chances matemáticas de medalha, mas dependia de uma combinação quase impossível de resultados. Ele terminou a competição em 8º lugar em sua 7ª Olimpíada.

Na disputa da Laser Radial, a dinamarquesa Anne-Marie Rindom foi ouro com 78 pontos perdidos contra 81 da sueca Josefin Olsson e 83 da holandesa Marit Bouwmeester, que buscava o bicampeonato olímpico.

Zverev é ouro

Alexander Zverev é campeão olímpico de tênis (Geoff Burke/USA Today)

Após eliminar Novak Djokovic na semifinal, o alemão Alexander Zverev ficou com a medalha de olho no tênis ao passar com 63 61 pelo russo Karen Khachanov e se torna o 1º alemão a vencer no tênis masculino. O bronze tinha sido decidido no dia anterior e ficou para o espanhol Pablo Carreño Busta.

Melhor dupla da atualidade, as checas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova venceram as duplas femininas com 75 61 sobre as suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic. Inesquecível o bronze das brasileiras Laura Pigossi e Luisa Stefani, também definido no dia anterior.

E na final de duplas mistas, disputa entre russos. Anatasia Pavlyuchenkova e Andrey Rublev venceram 63 67(5) [13-11] Elena Vesnina e Aslan Karatsev para levar o ouro. Bronze foi para os australianos Ashleigh Barty e Joh Peers, que nem precisaram jogar por desistência da dupla do Djokovic.

Estreia do BMX Freestyle

Que bela estreia do BMX Freestyle nos jogos. A competição não tinha público, mas ficava muito próxima a uma passarela, que ficou lotada de espectadores. Na decisão feminina, a britânica Charlotte Worthington surpreendeu a favorita americana Hannah Roberts, tricampeã mundial com apenas 19 anos. Worthington fez 97,50 na 2ª passagem contra a pontuação de 96,10 de Roberts. Bronze foi pra suíça Nikita Ducarroz com 89,20.

Já na final masculina, um show do australiano Logan Martin, atual campeão mundial. Ele fez 93,30 na 1ª passagem e ficou com o ouro. O venezuelano Daniel Dhers foi prata com 92,05 e o britânico Declan Brooks fechou o pódio com 90,80.

2º ouro do Equador

Neisi Dajomes fatura o segundo ouro do Equador em Tóquio (Edgard Garrido/Reuters)

Neisi Dajomes venceu no levantamento de peso, categoria 76kg, o segundo ouro equatoriano em Tóquio. Ela levantou 118kg no arranco e 145 no arremesso, totalizando 263kg, e levando o ouro com 14kg de sobra sobre a estadunidense Katherine Nye, com 249kg. Completou o pódio apenas com países das Américas a mexicana Aremi Fuentes, que levantou 245kg no total.

França encerra esgrima com ouro

Na última prova da esgrima dos Jogos, a França venceu o florete por equipes masculino, arrasando a equipe russa na final por 45-28 e volta ao topo no pódio na prova após 21 anos. A equipe favorita da prova eram os Estados Unidos, que tem quatro floretistas entre os 10 melhores do mundo, mas perdeu na semifinal para a equipe russa por 45-21. Na disputa do bronze, os americanos venceram o Japão por 45-31.

Definição do golfe no penúltimo buraco

O americano Xander Scheufelle e o eslovaco Rory Sabbatini estavam empatados após 4 dias com 17 tacadas abaixo do par. O eslovaco encerrou sua participação enquanto o americano ainda tinha 3 buracos. E no penúltimo deles, conseguiu fazer um abaixo do par e se tornou campeão com -18. Sete golfistas empataram com -15 e, nos buracos de desempate, vitória do taiwanês Pan Cheng-tsung.

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