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Gabrielzinho mudou estilo durante prova para manter reinado nos 200m livre



Sentindo-se ameaçado pelo russo Vladimir Danilenko na primeira metade da prova, mudou o nado para assegurar o segundo dos três tricampeonatos mundiais que foi buscar em Singapura



Gabriel Araújo Gabrielzinho Mundial de Natação Paralímpica medalha de ouro prata bronze
(Wander Roberto/CPB)

O brasileiro Gabriel Araújo precisou se virar, literalmente, para ganhar a medalha de ouro nos 200 m livre no Mundial de Natação Paralímpica nesta quarta-feira (24). Deu certo e, com isso, ele assegurou o segundo dos três tricampeonatos que se propôs a conquistar neste ano em Singapura.

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Durante os primeiros 100 metros, Gabrielzinho e o russo Vladimir Danilenko travaram uma disputa acirrada, com o brasileiro nadando peito e o adversário, costas. Gabriel vencia com apenas 19 centésimos e via ameaçado o reinado em uma das suas três principais provas. Na virada para a terceira piscina, ele mudou para o nado costas e passou a alargar a vantagem. Nos últimos 50 metros, voltou ao nado peito e venceu.

“Tive que virar de costas. Não foi como o planejado, mas para ganhar, para nadar rápido, eu sei o que tenho que fazer”, disse Gabrielzinho, atual tricampeão mundial nos 50 m costas e, por enquanto, “apenas” bi nos 100 m costas. Ele ainda vai em busca do tri nos 100 m costas em Singapura na final a ser disputada nesta sexta-feira (26). “Conheço os atalhos, o caminho. Foi o que eu fiz. O tempo veio e foi sensacional. Estou muito feliz”, acrescentou.

Gabriel Araújo Gabrielzinho Mundial de Natação Paralímpica medalha de ouro prata bronze
Gabrielzinho nadou de peito só 150 m dos 200 m (Wander Roberto/CPB)

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“Confio em mim”

Gabrielzinho disse que a prova foi “diferente de todas que já nadei até hoje. Mostra o que é um trabalho bem feito, um planejamento bem feito, uma boa rotina de treinos. Esse ano, tive muitos problemas de treino, questão de técnica, de encaixar o nado. Foi chegando a época do Mundial, foi encaixando, ficando perfeito. Durante o período de treino, meu treinador [Fábio Antunes] falou para mim que estava ruim, que eu precisava resolver. Eu confio em mim, nele, e ele confiou muito em mim também”, completou.

Com o resultado, o mineiro de 23 anos garantiu a oitava medalha de ouro e manteve a invencibilidade nas três principais provas de seu programa, nas três edições de Mundial de Natação Paralímpica que disputou. Venceu as três na Ilha da Madeira 2022 e em Manchester 2023 e, até agora, duas delas em Singapura.

Talisson e Gesteira

Além do ouro de Gabrielzinho, o Brasil conquistou cinco medalhas no quarto dia do Mundial de Natação Paralímpico. Duas delas, com Talisson Glock e Mariana Gesteira, foram de prata.

Talisson Glock foi vice-campeão nos 400 m livre S6, prova em que é o atual bicampeão paralímpico. “Fico feliz com a prata. O tempo realmente não foi muito bom, mas melhor do que eu esperava. Foi um ano em que decidi desacelerar nas coisas para focar em outras áreas da vida e isso tem um certo preço. Agora é organizar a cabeça para nos próximos anos estar alinhado com o objetivo de estar bem nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. É muito difícil. Como atleta tenho um lado competitivo muito forte e sinto isso estando aqui. Mas esse sentimento pode se transformar em algo positivo. Vou guardar ele para fazer mais força durante os treinos e alcançar meus objetivos”, afirmou.

Mariana Gesteira fez o caminho inverso e subiu um degrau no pódio dos 100 m costas da classe S9. Foi bronze em Paris-2024 e prata agora em Singapura. “É sempre uma honra representar o Brasil em competições como esta. Quero agradecer a todos pela torcida, que faz muita diferença para mim dentro da piscina. Ainda tenho mais duas provas importantes pela frente: os 100m costas, no dia 26, e os 50m livre, no dia 27, em que sou bicampeã mundial. Vou dar o meu máximo para continuar trazendo bons resultados para o Brasil”, disse a atleta, que conquistou sua nona medalha em Mundiais.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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