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Nicholas Santos, na Champions Series de Natação da Fina

Natação

Revezamento do Brasil termina em 6º; Nicholas Santos é finalista

Aos 39 anos, Nicholas Santos está na final dos 50m Borboleta. Revezamento brasileiro termina com desempenho abaixo do esperado.

Divulgação/CBDA

Revezamento do Brasil termina em 6º; Nicholas Santos é finalista

Não deu para o revezamento brasileiro nos 4x100m no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju 2019. Procurando repetir o desempenho que resultou na prata no mundial de 2017, a equipe brasileira ficou para trás na final e terminou em sexto, com 3m11s99. O bom resultado do dia ficou por conta de Nicholas Santos, finalista nos 50m Borboleta.

No 4×100, os Estados Unidos foram ouro, com novo recorde da competição. Rússia, prata, e Austrália, bronze, completaram o pódio. O sexto lugar, porém, foi mais que o suficiente para garantir a vaga olímpica do Brasil.

Começo bom, final ruim

A prova do Brasil foi marcada por bons começos de seus nadadores e finais ruins. Marcelo Chierighini terminou a primeira parcial empatado em segundo lugar com os Estados Unidos, mas terminou sua prova acima dos 48s. Pedro Spajari também fez tempo acima dos 48s.

Bruno Fratus teve outro grande início. Nos primeiros 50m, recolocou o Brasil na disputa pelo pódio. Assim como seus companheiros, no entanto, cansou. Quando Breno Correia entrou na água, a chance de medalha do Brasil já era pequena.

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Veterano finalista

Nicholas Santos, com 39 anos, está disputando seu sétimo mundial. E ele mostrou que a idade não importa. Com tempo de 22s77, o nadador mais velho do mundial fez a segunda melhor marca da semifinal dos 50m Borboleta. A primeira colocação ficou com o americano Caeleb Dressel, que quebrou o recorde da competicão.

Atual recordista mundial, o ucraniano Andreii Govorov ficou com o terceiro melhor tempo.

João Gomes Junior fora da final

João Gomes Junior entrou com grandes esperanças para chegar à final dos 100m nado peito, mas acabou com o 11º melhor tempo da semifinal. Assim como seus colegas do revezamento, Gomes Junior fez boa primeira parcial, mas caiu para trás nos últimos 50m.

Em entrevista ao SporTV após a prova, lamentou: “A prova não encaixou.” Ele fez tempo de 59s32.

Atual campeão mundial e olímpico, o britânico Adam Peaty confirmou seu domínio da prova. Com tempo de 56s88, quebrou o recorde mundial que pertencia a ele mesmo.

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“Exterminadora” nos 400m livre feminino

Katie Ledecky chegou com tricampeã mundial e campeão olímpica da prova. Mas Ariarne Titmus, de apenas 18 anos, surpreendeu e venceu a americana com desempenho incrível nos 50 metros finais.

A australiana começou a prova bem, sabendo de como Ledecky termina bem suas provas. Aos poucos, no entanto, Ledecky foi cortando a vantagem de Titmus. Faltando 100m, pouco mais de um décimo de segundo separava ambas. Na parcial dos 350m, Ledecky já havia retomado a vantagem por pouco mais de 3 décimos.

Titmus, então, voltou para o ritmo que mostrou no início da prova. Com um final avassalador, retomou a ponta e ainda venceu com folga. Com tempo de 3m58s76, ela terminou com mais de um segundo de vantagem sobre a tricampeã mundial

Titmus, que nasceu na ilha da Tazmânia, se mudou para o continente australiano com a família para ter melhores oportunidades de treino. Recebeu o apelido de “Exterminadora” por conta de seu primeiro nome ser parecido com “Arnie”, apelido do ator o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, que interpretou o Exterminador do Futuro nos cinemas.

Protesto no pódio dos 400m masculino

Sun Yang, da China, conquistou o tetra mundial nos 400m livres. Mas a história da prova foi o protesto do medalhista de prata, Mack Horton, na hora do pódio. O australiano, campeão olímpico no Rio 2016, se recusou a subir no posto de segundo colocado e a tirar fotos com o vencedor.

Yang enfrenta um julgamento por doping que ainda pode tirá-lo dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. O chinês, que já havia cumprido três meses por doping em 2014, foi centro de uma polêmica em setembro de 2018, quando foi testado em casa por uso de substâncias ilegais.

Segundo a Associação Chinesa de Natação, Sun Yang teve uma amostra de seu sangue retirada por médicos não credenciados e que os documentos que Yang assinaria após o teste continham erros e, portanto, não podiam ser assinados. Seguranças não permitiram que frasco de sangue fosse levado pelos oficiais e destruiram a amostra com um martelo.

O CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) fez um relatório sobre o caso e concluiu que não houve violação por parte do Yang, concordando que dois dos três oficiais presentes não eram credenciados. A FINA aceitou a decisão e permitiu que o chinês competisse. Já a WADA, agência mundial que regula o anti-doping, recorreu.

O caso deverá ser julgado no CAS em setembro deste ano.

Brasil vence no pólo aquático

Na madrugada de sábado para domingo, o Brasil entrou na água pela chave decidindo a 13ª colocação do pólo aquático. Com vitória por 12 a 8, o time brasileiro agora enfrenta o Cazaquistão para decidir a colocação.

A vitória garantiu que o Brasil mantivesse uma escrita curiosa em Mundiais: em todas as vezes em que disputou a competição, a seleção ficou entre a 12ª e 14ª colocações.

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