O norueguês Johannes Klaebo consolidou ainda mais seu nome na história dos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado (21). Atual campeão Mundial nos 50 km masculino do Esqui Cross Country, em 2025, o atleta de 29 anos alcançou o topo do pódio da prova na Olimpíada de Milão-Cortina 2026. Com esse resultado, ele se tornou o maior medalhista de ouro em uma única edição do megaevento com seis títulos, um recorde que agora só ele detém. Na história da competição, o esquiador da Noruega fechou com o primeiro lugar em disputas da modalidade pela 11ª vez a carreira.
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Johannes Klæbo completou os 50 km em 2h06min44s8, selando atuação tática perfeita. Conhecido por sua explosão final, ele confirmou o favoritismo ao resistir ao ritmo imposto pelos companheiros e escolher o momento exato para atacar. Além da disputa em distância mais longa, o novo recordista havia conquistado o ouro em mais cinco provas do Esqui Cross-Country. Ele foi campeão olímpico em Milão-Cortina dos 10 km masculino livre com largada intervalada, do revezamento 4x 7.5 km masculino, dos 10km masculino + 10km skiatlo, do sprint clássico masculino e do sprint livre por equipe masculino.
As outras duas medalhas da prova também foram para a Noruega. Martin Nyenget terminou com a prata ao concluir o trajeto em 2h06min53s7, seguido por Emil Iversen, bronze com o tempo de 2h07min15s.5. Na edição dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim-2022, o ouro nos 50 km ficou com Alexander Bolshunov, do Comitê Olímpico Russo, que dominou a prova. A prata também foi para Ivan Yakimushkin, compatriota do campeão, enquanto o norueguês Simen Krüger garantiu o bronze.
Michael Phelps dos Jogos Olímpicos de Inverno
Com seis medalhas de ouro em Milão-Cortina, Johannes Klæbo se tornou o maior recordista de títulos em uma única edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Desta forma, o norueguês se iguala ao nadador estadunidense Michael Phelps, que é quem mais subiu ao topo do pódio na versão olímpica de Verão. Em Pequim-2008, o competidor dos Estados Unidos se consagrou campeão oito vezes.
Finlandês na liderança nos primeiros 10 km
Os primeiros 10 km da maratona olímpica masculina do Esqui Cross Country 50km masculino foram marcados por um ritmo forte, porém ainda controlado, com o finlandês Iivo Niskanen assumindo a liderança parcial e ditando o andamento da prova. Conhecido por sua estratégia agressiva desde o início, o campeão olímpico da disputa nesta distância em Pyeongchang-2018 mostrou que pretendia endurecer a disputa desde cedo, cruzando a marca de 10,6 km na primeira colocação. Logo atrás, a perseguição era liderada por um grupo compacto de favoritos.
O cazaque Savelii Korostelev aparecia na segunda posição, seguido pelo norueguês Emil Iversen, enquanto o grande nome do circuito, Johannes Klæbo, mantinha-se bem posicionado em quarto lugar, a poucos segundos da liderança, estratégia comum para quem aposta em decisão tardia. O francês Hugo Lapalus e o também norueguês Harald Amundsen completavam o bloco principal. A partir da marca dos 20 km, a dinâmica da corrida mudou. O controle inicial de Iivo Niskanen deu lugar ao domínio da Noruega, que colocou três atletas nas primeiras posições e passou a ditar o ritmo da prova.
Noruegueses assumem a ponta
A primeira colocação mudou de mãos com Emil Iversen assumindo a liderança parcial ao cruzar o ponto de 21,6 km na frente. Ele era seguido de perto por Johannes Klæbo, que subiu para a vice-liderança e reduziu a diferença para apenas alguns décimos. O jovem Martin Nyenget completava o trio norueguês no topo, evidenciando uma clara estratégia coletiva para aumentar o desgaste do pelotão e isolar os adversários. Entre os resistentes ao domínio da Noruega, o cazaque Savelii Korostelev seguia próximo, ainda dentro de uma margem administrável.
Já os franceses Victor Lovera e Théo Schely apareciam logo atrás, já apresentando diferenças maiores. Mais adiante, ao atingir a marca dos 30 km, a prova entrou definitivamente em sua fase de desgaste máximo, e a Noruega deixou claro que pretendia transformar a corrida em confronto interno pelo ouro. O comando passou para Martin Nyenget, que assumiu a liderança após um aumento consistente de ritmo e abriu pequena vantagem sobre os compatriotas. Logo atrás, Emil Iversen e Johannes Klæbo mantinham-se colados, formando um trio compacto na ponta.
O cazaque Savelii Korostelev, que havia resistido até a metade da prova, começou a perder terreno e já aparecia com uma diferença significativa, enquanto os franceses Victor Lovera e Théo Schely acumulavam atrasos superiores a um minuto e meio. A essa altura, a corrida deixava de ser coletiva e passava a ser um duelo claro entre os principais nomes da potência dominante do cross-country mundial.
Batalha norueguesa pelo ouro se intensifica
Nos quilômetros que antecederam a marca dos 40 km, o trio norueguês consolidou definitivamente o domínio absoluto da prova, mas sem cooperação plena. A partir deste momento, a disputa passou a ser direta entre companheiros de equipe. Martin Nyenget seguia na liderança, sustentando ritmo forte e constante que impedia aproximações mais incisivas. Atrás dele, o cenário se transformou em um jogo de marcação. Johannes Klæbo avançou para a segunda posição e passou a pressionar o líder, reduzindo a diferença para menos de um segundo na parcial de 41,4 km.
Conhecido por sua explosão final, Johannes Klæbo parecia confortável em permanecer próximo, evitando assumir a ponta e economizando energia para os quilômetros derradeiros. Emil Iversen, por sua vez, caiu para o terceiro, mas ainda completamente inserido na disputa, a poucos décimos dos compatriotas. O trio norueguês estava isolado na frente, com vantagem superior a um minuto e meio para o restante dos competidores. O cazaque Savelii Korostelev seguia em quarto, já distante, enquanto os franceses Théo Schely e Victor Lovera completavam o grupo perseguidor.
Johannes Klæbo ataca no momento decisivo e conquista o ouro
Os últimos 10 quilômetros da maratona masculina foram marcados por tensão máxima e um duelo interno entre noruegueses que se transformou em uma demonstração de força de Johannes Klæbo. Após permanecer estrategicamente protegido durante grande parte da prova, o multicampeão lançou seu ataque decisivo na fase final, assumindo a liderança antes da marca dos 46 km e abrindo vantagem gradualmente sobre os rivais. Até então, Martin Nyenget sustentava a ponta, mas não conseguiu responder ao aumento brutal de ritmo imposto pelo compatriota favorito da disputa.
O líder passou a perder terreno, enquanto Johannes Klæbo consolidava a fuga com técnica eficiente e potência nas subidas finais. Na parcial de 48,6 km, a vantagem já era mínima, mas suficiente para indicar a virada definitiva na disputa pelo ouro. Sem conseguir reagir, Martin Nyenget cruzou a linha de chegada em segundo lugar, mais de 17 segundos atrás, enquanto Emil Iversen completou o pódio em uma dobradinha totalmente norueguesa, já bastante distante dos dois primeiros. O domínio escandinavo ficou evidente, pois nenhuma outra nação conseguiu sequer ameaçar a supremacia da equipe.