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Milão Cortina-2026

 

Bindilatti avalia desempenho do four-man: “uma bobeada na primeira curva”



Na disputa do four-man do bobsled, Brasil fez uma ótima primeira descida, mas errou as primeiras curvas na segunda rodada em Cortina



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(Foto: Gabriel Heusi/COB)

Cortina D’Ampezzo – A seleção brasileira de bobsled está no caminho para conseguir seu maior resultado da história nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Com o melhor trenó que o Brasil já teve na modalidade, Edson Bindilatti, Rafael Souza, Luís Bacca e Davidson de Souza estão na briga pelo top-20 no four-man e com totais condições de melhorar o 20º lugar de quatro anos atrás, que é o melhor desempenho do bobsled brasileiro em Olimpíadas de Inverno.

O Brasil fez uma boa primeira descida, com um tempo final de 55s04. O trenó pilotado por Edson Bindilatti teve um bom desempenho no setor final da pista, chegando a 135km/h para assegurar a 15ª colocação. Na segunda rodada, os brasileiros não foram perfeitos e somaram 55s42 para terminar o dia com um tempo total de 1min40s46 e no 20º lugar.

Analisando as descidas

Em entrevista ao Olimpíada Todo Dia, Edson Bindilatti avaliou o desempenho técnico do Brasil. “Jogos Olímpicos você não pode errar, ainda mais a gente que já tem materiais inferiores dos outros times, então a gente não pode errar, tem que dar o máximo, acertar 100% em tudo que a gente pode”, afirmou o piloto. Para Bindilatti, alguns erros nas duas primeiras curvas do circuito custaram cerca de quatro décimos na segunda descida. “A primeira descida foi muito boa, consegui encaixar a pilotagem. A segunda descida a pista ficou um pouco mais lenta, o que é natural, mas ficou lenta pra todo mundo. Mas eu ainda dei uma bobeada na curva 1 e 2, principalmente, que é onde você erra ali, você acaba prejudicando bastante o seu tempo”, analisou.

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Um dos pontos que o Brasil se destacou foi no final da pista em Cortina. Foi ali onde a equipe conseguiu uma boa colocação na primeira descida, perdendo menos tempo do que os adversários diretos. “Dá pra buscar bastante, porque conforme você acerta essas primeiras curvas, o trenó vem ganhando velocidade, então das curvas 5 pra frente, eu sei onde eu tenho que ir, então se eu acerto as primeiras curvas, essa parte final fica mais fácil e é isso que faz a gente fazer um bom resultado”, explicou o piloto da seleção brasileira de bobsled.

De olho no objetivo

O quarteto brasileiro está focado em conseguir manter a equipe na briga pelas 20 primeiras posições. “O trabalho ainda não acabou. Amanhã é outro dia. Vamos voltar com mais fome e o grupo tá pronto. A gente tá preparado. Agora só tem que continuar executando o trabalho que a gente vem fazendo esse tempo inteiro”, afirmou Davidson de Souza.

A equipe brasileira de bobsled tem como grande objetivo em Milão-Cortina 2026 a classificação para a última descida do four-man. Além disso, o quarteto quer melhorar o 20º lugar de quatro anos atrás na última Olimpíada de Inverno. Tudo isso será definido neste domingo (22) com as duas últimas rodadas da competição. A prova começa às 6h no horário de Brasília.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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