O esporte de inverno mostrou sua imprevisibilidade na tarde desta segunda-feira (16). A prova de Super Equipes Masculina do salto de esqui terminou com a vitória da Áustria, que dominou desde o início, mas a final ficará marcada pela reviravolta dramática causada pelas condições climáticas, que modificou o pódio que vinha sendo formado.
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Domínio austríaco
A medalha de ouro da Áustria foi inquestionável. Liderando com folga desde os primeiros saltos, a equipe austríaca manteve a consistência e a técnica superior, não sendo ameaçada em nenhum momento das rodadas válidas. Jan Hoerl confirmou o favoritismo logo na primeira rodada, quando realizou um salto de 151.8 pontos.
Na segunda rodada, já com uma distância de pouco mais de 10 pontos para os segundos colocados, foi a vez de Stephan Embacher brilhar, com um salto de 149.1 pontos. Assim, a dupla austríaca finalizou as duas rodadas da decisão somando 568.7 pontos na liderança, conquistando a primeiro título olímpico na modalidade de Super Equipes.
Reviravolta no pódio
O drama começou durante as segundas descidas da rodada final. Uma nevasca pesada atingiu Predazzo, prejudicando a visibilidade e a segurança dos atletas. Dessa forma, após uma longa pausa, a organização decidiu cancelar a prova e definir o pódio com os resultados obtidos após a segunda rodada.
Antes do cancelamento, o Japão havia executado uma grande descida com Ren Nikaido, pontuando 146.8, o que colocaria os japoneses na briga direta pela prata.
Nesse sentido, a decisão climática foi um verdadeiro “milagre” para a Polônia. O salto curto de Pawel Wasek na terceira rodada, que teria custado a medalha aos poloneses, foi “apagado” com o cancelamento. Assim, valeu a vice-liderança da segunda rodada (547.3 pontos), garantindo a prata para Kacper Tomasiak e Wasek.
A Noruega também tomou sustos mas definiu o pódio. Os noruegueses, que estavam sendo ultrapassados pelo esforço japonês, herdaram a medalha de bronze por terem sido mais consistentes nas duas primeiras parciais (538.0 pontos).